Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus-ou foi talvez o Diabo-deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.
Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.
Drummond
Thursday, August 14, 2008
Wednesday, August 13, 2008

Um dia, era o amor este traço marcante que me batizou, assim que fiz vida em meus passos. Eram gotas dos mais lindos suores, das mais lindas partidas. E então, corri pra ver. Não pretendo, meu amor, lhe sufocar. Nem tão pouco enxergar que tudo em você é amor também. Logo quem, logo eu que mal tenho olhos. Logo quem.
A brincadeira se perdeu no limite da verdade, e por convicção, da mentira também. E você sabe disso. Mais do que eu, você sabe disso. Sabe e disfarça, sabe e destoa. Brinco também. Brinco de falar o que sinto. Sinto muito. A percepção nunca invisível de dois atos brincantes, de atos força de luz. De você. O que quer me dizer. O que jamais vai me por em transparência do que és?
Aqui estou esticando meus braços. Estaria você, entendendo tudo errado? Eles querem primeiro te entender, eles poderiam, caso fosse vontade minha e só minha, te abraçar também. Você se lançou ao mistério, pediu-me paciência e se esqueceu de se imaginar no meu lugar. Onde eu sentaria para entender tudo que você cria? Se ao menos eu estivesse a par do que você é formado, quais elementos. Tudo seria mais fácil. Mas você se coloca em cheque, se coloca em outra. Sabe, você não se coloca também. E quer de mim não só paciência. Quer de mim tudo que posso dar. Além de minha eximia compressão absoluta de quem apenar quer olhar pra ti.
Essas são minhas confissões, e pode crer, eu sempre as fiz. Nada escondo. Eu quero seu melhor, eu me despi na sua frente. Eu desfilei meus problemas, eu pus na prática como seria. Você observou, e aos poucos, foi soltando essa mistura imaginária; entre a ficção que me assusta, entre o dilema de não me ver. Entre esse seu coração que invade o meu a cada dia.
Sou apenas um passarinho de assas tamanho médio que canta bem alto e pouquinho, mas gosta de voar até achar a melhor vista do galho da árvore. Você é só um passarinho. De assas tamanho grande que canta bem alto e bastante. Mas porque insiste em ficar dentro da gaiola?
Sou apenas, e desculpe, mas não posso e nem quero fugir disso, uma mulher que respira fogo. Cheia de medos e dúvidas que recebo todos os dias aqui deste lado. Não é tempo de ter medo, você disse. Não é hora pra isso. E quem entenderia? Isso não vai me confortar. Aqui, do outro lado, sou eu quem esta lidando com quem resiste em estar. E é meu coração quem te quer por inteiro.
Não se assuste pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa
Enquanto eles se batem
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia
Eu não tenho nada
antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou, eu sou amor
Da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou amor
Da cabeça aos pés
E só tô beijando o rosto de quem dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou amor
Da cabeça aos pés
Tuesday, August 12, 2008

Ernesto Sabato- A Resistência-
Entrei na livraria Saraiva esses dias, atrás (pra variar) de um livro de poesias, quando me deparei com um livro bem fininho com o nome de Resistência. Eu adoro essa palavra. Resistir nos dias de hoje é tão difícil, por vezes, necessário também. O autor do livro, um argentino (sempre eles!) chamado Ernesto Sabato, a priore não conhecia, mas gostei do que pouco li e resolvi levar. Fazia tempo que eu não acertava tanto! O livro, fácil de ler, pequeno acabou em dois dias, infelizmente. Tratam-se de seis cartas que falam sobre a assustadora realidade que vivemos. Essa época cheia de enlances; terrorismo, internet, meio ambiente, liberdade, solidariedade, mercantilização da arte e a imaginação como forma de resistência à barbárie que avança. Uma verdadeira lição, com sutis socos no estômago que fazem a gente querer um espaço melhor para todos.
Por fim, hoje, pesquisando na biblioteca do Senac quem seria esse figura, descobri que ele é o autor daquele livro, O Túnel. Fiquei feliz em saber que esse é meu segundo livro dele. Pretendo ler todos. Com certeza valerá muito a pena.
Um trecho da pág 74:
..."Nossa civilização adotou um tipo de bem-estar como o "deve ser" da vida, fora do qual não há salvação. Esse objetivo é o alcançado graças ao medo e à incapacidade que hoje os homens têm de viver os momentos duros, as situações limites, os obstáculos. Temse particular horror ao fracasso. Oculta-se qualquer arranhão no bem-estar, tremendo-se ficar excluído, eliminado da existência como um time de futebol de um campeonato. Tamanha é a dificuldade que o homem atual tem de superar as tormentas da vida, de recriar a existência depois das quedas"...
Interessante, não? Curioso o livro ser escrito em forma de carta. Afinal, o que são as cartas se não relatos que nos chegam e esperam ansiosamente por respostas?
Friday, August 08, 2008
Wednesday, August 06, 2008

Quando choveu era domingo e ouvi alguém dizer; nunca vi um dia nublado tão bonito como hoje. Eu sentei na fina crosta molhada de areia e fiquei vendo como o mar recebia a chuva. A violência era o instante que faziam as ondas. A chuva lutava na sumária labuta, incrédula. Já o mar rejeitava a toda e qualquer gota que do oceano não pertencesse. E foi assim, que eu amei.
Fiquei sentada esperando a dor chegar. Fiquei iludida com meus joelhos gastos. Fiquei conhecendo melhor a mim mesma e reciclei todo momento. Fiz novas interpretações e abandonei toda e qualquer vontade de me apaixonar por outra pessoa, se não você.
...Tanto de mim
Que distancias venci...
Eu olhava imaginando a sublime primavera chegar. Olhava para o domingo e você não estava lá. Sofri como uma otária em suas piores condições e agradeci aos céus de no domingo, não ser transparente. Se eu fosse, ninguém me suportaria no saguão, tamanha era minha ansiedade. Se eu fosse, e todos vissem o quão grande ela era, teriam me expulsado dali, alegando que ninguém tem o direito de se transformar tanto assim, por alguém que nunca vira seus olhos.
-O terceiro lugar-
Pensou nos romances antigos. Pensou gerar um romance qualquer. Mas não se livraria tão fácil. Retornou eternamente na desgraça que é amar. E sorriu discretamente porque gosta mesmo desta dor. Voltou a franzir e querer questionar o que aquele moço estaria fazendo de seu coração, e mais, com que direitos lhe atirava tudo que era, mas sem se mostrar. Que medo teria? Pensou ela em ser uma monstra que falava sem parar os maiores absurdos. E que o moço teria medo dessas monstras, desses absurdos. Pensou que era feia, muito feia e ele era lindo e tinha olhinhos de criança safada. Depois pensou que o moço era um louco, um louco, um maluco que estaria devorando seu coração bem devagar, sem dó. Depois não pensava mais em nada, só amava. E não resistia a todas as poesias que ele lhe enviava de presente. São minhas jóias, suspirou.
Monday, August 04, 2008

Ah! O amor
Esse temporal
Quem buscou se refugiar
Quem largou
Fruta boa no quintal
Se guardou do carnaval
Pra ter paz no coração
Quem secou lágrima de amor
Acatou falsos rituais
Quem deixou
O seu grande amor partir
Pra depois cair em si
Calmaria é solidão
Samba levante essa voz
Se eu mereço perdão
Venha me redimir
Diga a verdade sem dó
Canto a vida que for
Que me encante o amor
Saturday, August 02, 2008
Eles nos pedem uma felicidade horrorosa, impossível, eles nos mandam e-mails de auto-ajuda, dizem que foram escritos por grandes escritores que jamais pensariam em tais bobagens. Eles fazem questão de mostrar como sorriem e são cercados de amigos, de como amam e são amados e de como a felicidade, para eles, é para sempre. Eles dizem aprender com os erros, mas nunca erram (!), eles dizem perdoar, mas recalcados, não perdoam. Eles dizem não mentir, serem bom caráter e eu ando desconfiando de minha personalidade.
Poxa, logo eu. Tão vacilona, ansiosa, furona, impulssiva. Logo eu, tão cheia de problemas, dentes separados. Preciso lutar para acordar e sorrir para tudo e todos. Para que minha foto no orkut seja a mais bonita, para que meus testemunhos sejam os mais profundos. Mas, porra, eu não lutei para viver cada dia como se fosse o último capítulo da novela. Eu não acho que todo mundo tem mais é que ser feliz. Eu acho tudo isso um porre, eu acho viver mais complicado que tudo isso. Eu acho viver mais bonito, do que só ser feliz.
Não me venha você esbanjar pela internet o quão é revoltado, na moda,inteligente,conhecedor, bêbado, baladeiro, feliz, feliz,feliz. A única coisa que posso esperar de pessoas assim, é a continuação dessa ditadura de falsa felicidade que evolui com uma globalização que joga todos meus direitos de sofrer, errar, perder pela janela.
Eles pedem para que façamos, pela internet, a vitrine de nossas vidas. Mas, caso sua vida, por “N” motivos não se encaixe nas opções dadas por eles, então meu caro vá ler um e-mail de auto-ajuda e procurar no Google um bom terapeuta, pois sua vida é fora dos padrões, logo você não é digno dela. Certo?
Friday, August 01, 2008

Que roseira bonita
Que me olha tão aflita
Pela chuva que não vem
Corro pego o regador
Ela me olha com amor
Sabe o que lhe convém
Sabe o que lhe convém
Às vezes falo ao acaso
Com a samambaia de um vaso
Em cima da janela olhando a baía
Em cima da janela olhando a baía
Usando telepatia falamos da vida
Sobre os amores das flores
E a força secreta daquela alegria
Wednesday, July 30, 2008
"Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa."
Rilke,sempre me emocionando...e mais e mais
Rilke,sempre me emocionando...e mais e mais
É totêmico, já diria a Lu.
A gente tetra, depois penta, concluimos nós outro dia em pleno samba frio regados a Seletas e cervejas de latinha. Tinha uma senhora da velha guarda que olhou pra gente e disse; eu era assim! E a gente se olhou, achamos graça e falamos; que bom! Vamos então ficar igual a senhora!
E tinha uns amigos do Rio.
Daí a Julinha ficou rodopiando com o presidente.
E o Pedro ficou inventando palavras novas.
A Mari de luto tomava sua Absolut. Em silêncio.
E eu, bem eu ficava procurando alguém que nunca vai chegar. Assim mesmo, sem poesia.
Depois fiquei com o Paulinho da viola na cabeça:
Mais não se pode dizer
Nem eu, nem ninguém
Você é quem deve colher
Depois de semear também
Você é quem pode rasgar o caminho
E fechar a ferida
E achar o seu justo momento
A razão de tudo aquilo que chamamos vida
Vamos lá, deixa o coração
Recolher os pedaços do sonho perdido
Essa é a lei nos caminhos
Onde a ilusão e a dor
Fazem parte do primeiro artigo
Traços comuns em nossas vidas
Não justificam um conselho sequer
E logo eu, que procuro
Infinitas formas de amar e viver
Posso apenas declarar que o medo
É que faz a nossa dor crescer
Poeta desgraçado fodeu minha cabeça, nem pagou indenização.
Mas vai pagar o enterro, porque aqui estou eu, morrendo de amores.
De poesia. Esperando a sublime primavera...vai chegar.
A gente tetra, depois penta, concluimos nós outro dia em pleno samba frio regados a Seletas e cervejas de latinha. Tinha uma senhora da velha guarda que olhou pra gente e disse; eu era assim! E a gente se olhou, achamos graça e falamos; que bom! Vamos então ficar igual a senhora!
E tinha uns amigos do Rio.
Daí a Julinha ficou rodopiando com o presidente.
E o Pedro ficou inventando palavras novas.
A Mari de luto tomava sua Absolut. Em silêncio.
E eu, bem eu ficava procurando alguém que nunca vai chegar. Assim mesmo, sem poesia.
Depois fiquei com o Paulinho da viola na cabeça:
Mais não se pode dizer
Nem eu, nem ninguém
Você é quem deve colher
Depois de semear também
Você é quem pode rasgar o caminho
E fechar a ferida
E achar o seu justo momento
A razão de tudo aquilo que chamamos vida
Vamos lá, deixa o coração
Recolher os pedaços do sonho perdido
Essa é a lei nos caminhos
Onde a ilusão e a dor
Fazem parte do primeiro artigo
Traços comuns em nossas vidas
Não justificam um conselho sequer
E logo eu, que procuro
Infinitas formas de amar e viver
Posso apenas declarar que o medo
É que faz a nossa dor crescer
Poeta desgraçado fodeu minha cabeça, nem pagou indenização.
Mas vai pagar o enterro, porque aqui estou eu, morrendo de amores.
De poesia. Esperando a sublime primavera...vai chegar.
Monday, July 28, 2008

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Friday, July 25, 2008

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Poeta,achei aquele poema guardado teu.
Como é bom...

Você tem trinta e um nomes. Trinta e um e noventa. E foi assim que eu aprendi a escrever nossos números. Foram vendo as fábricas trabalharem tensas de solidão. Foram 499 antídotos como bem relembrou uma doce amiga de alma volumosa. Dias de prata, eram comuns para aprender sobre os números. As tentativas nasciam sobre mim, sem força alguma. Iria ver sempre ao por do sol contigo. Mas a vida é um mistério e um dia você foi para não voltar. Você tem trinta e um motivos para não retornar e uma vida que te necessita. Você foi quem deu a maquinaria. Quem me soprou a vida e eu te queria por perto, mas cortamos as raízes e o tempo custou a cicatrizar meus pés sem asas que lançados a uma altura absurda, rendeu-se a voar. Tenho hoje, meu pai, trinta e um objetivos de vida e alguns poetas que me salvam quando eu anoiteço me lembrando do dia que vivi. Não posso ceder a mais pura vontade de sair vivendo por aí.
Tenho reparado, todos perdidos. Felizes? Não. Tenho reparado um monte de coisas lindas, sujas e você. Você moleque de asas quentes, algum mistério guarda para me mostrar no final da estrada. Quero ver? Você saberia melhor a resposta, não? Ofendi valores de uma menina que tinha o sorriso mais encantador que conheci. E um certo dia ela voltou para me dizer que eu estaria perdoada.Eu sorri com muita sinceridade, mas ainda estou me desculpando. Desejo a ti, menina-sorriso, que teu brilho nunca se apague. Desejo a ti, tudo em dobro e sei que um dia nos encontraremos mais satisfeitas com a vida.
Um outro rapaz que notou minha existência era um que há tempos me chamava atenção. Mas em tal momento, que é o atual, eu não aceitei. E ele era doce, um encanto, mas não via portas abertas como vejo de você. Tenho trinta e um amores, tenho trinta e uma derrotas. Motivos. Complicações de se ter trinta e um problemas. E quero de você trinta e um abraços sinceros, sem motivos aparentes. Só o coração deve sucumbir ao medo? Quem vai pagar por isso, se não nossas almas que almejam tanto as poesias de amor? Tenho trinta e um contos guardados e trinta e umas. Tenho trinta e uma formas de te querer. E noventa.
Thursday, July 24, 2008
Tuesday, July 22, 2008
Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar
Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
O mestre sempre sabe o que diz, acho que ele nunca vai errar...
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar
Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
O mestre sempre sabe o que diz, acho que ele nunca vai errar...
Wednesday, July 16, 2008
sómefodo.com
Todos os homens que passam pela minha vida existem. Já você, tem a terrível característica de não existir. E quando a gente conversa, eu fico com vontade de atravessar a rua e te encontrar no bar da esquina, abrir uma cerveja e sentar na sua mesa e mais. Mas você não existe. E quando me conta das coisas engraçadas e das piadas que só nós e um pequeno grupo de pessoas entenderiam, a gente se sente estupidamente especial, e é igualzinho para os dois. Mas o que não é igualzinho para os dois é como eu te sinto. E eu ando preocupada com esse sentimento. Fico imaginando tudo. E por você não existir, fica tudo mais fácil no meu coração azedo. E eu te conto coisas chocantes, e você com muita força diz pra mim que é isso aí. E eu te conto coisas para te chocar mesmo. E você me conta coisas doces, coisas lindas para que eu me apaixone por alguém que nem existe. E você me mandou uma música linda do Paulinho da Viola e dedicou a pior parte dela para mim. E agora eu me vejo escutando ela e rindo de você. E você nem ao menos, me procura para existir. E quando esta falando comigo, fala comigo horas e nós nos sentimos bem e tiramos um sarro, mas porque não fomos a diante?
Quando eu fui viajar, te comprei um presente ridículo, daqueles que nós, metidos a intelectuais adoraríamos chacotear. E ele é um presente que não vale nada. Mas valeria como desculpa para eu te ver. Mas você, meu bom, você esqueceu de existir. Talvez porque existir tudo que se moldou entre nós seja tão lindo que você tenha medo que se torne real. Talvez porque eu não te conheça de fato e esteja lidando com um maluco que abre caminhos para um novo acreditar e na verdade esta com outra mulher alegre e tirando uma da minha cara.Talvez porque eu fiquei maluca de vez e acreditei na sua existência. Mas eu detestaria acreditar nisso. E já que você não existe, quero acreditar no melhor de você. E já que você não existe, quero que me prove porque faz tanta diferença quando não esta. E para finalizar, já que você de fato não existe, porque esta sumindo tão devagar?
Todos os homens que passam pela minha vida existem. Já você, tem a terrível característica de não existir. E quando a gente conversa, eu fico com vontade de atravessar a rua e te encontrar no bar da esquina, abrir uma cerveja e sentar na sua mesa e mais. Mas você não existe. E quando me conta das coisas engraçadas e das piadas que só nós e um pequeno grupo de pessoas entenderiam, a gente se sente estupidamente especial, e é igualzinho para os dois. Mas o que não é igualzinho para os dois é como eu te sinto. E eu ando preocupada com esse sentimento. Fico imaginando tudo. E por você não existir, fica tudo mais fácil no meu coração azedo. E eu te conto coisas chocantes, e você com muita força diz pra mim que é isso aí. E eu te conto coisas para te chocar mesmo. E você me conta coisas doces, coisas lindas para que eu me apaixone por alguém que nem existe. E você me mandou uma música linda do Paulinho da Viola e dedicou a pior parte dela para mim. E agora eu me vejo escutando ela e rindo de você. E você nem ao menos, me procura para existir. E quando esta falando comigo, fala comigo horas e nós nos sentimos bem e tiramos um sarro, mas porque não fomos a diante?
Quando eu fui viajar, te comprei um presente ridículo, daqueles que nós, metidos a intelectuais adoraríamos chacotear. E ele é um presente que não vale nada. Mas valeria como desculpa para eu te ver. Mas você, meu bom, você esqueceu de existir. Talvez porque existir tudo que se moldou entre nós seja tão lindo que você tenha medo que se torne real. Talvez porque eu não te conheça de fato e esteja lidando com um maluco que abre caminhos para um novo acreditar e na verdade esta com outra mulher alegre e tirando uma da minha cara.Talvez porque eu fiquei maluca de vez e acreditei na sua existência. Mas eu detestaria acreditar nisso. E já que você não existe, quero acreditar no melhor de você. E já que você não existe, quero que me prove porque faz tanta diferença quando não esta. E para finalizar, já que você de fato não existe, porque esta sumindo tão devagar?

Mais um vez, somos vítimas desta classe( média) artística que ao protestarem, só jogam mais merda no ventilador
Foi-se o tempo que a classe artística, era também representante da classe intelectual e política deste país. Hoje em dia, temos que nos deparar com Regina Duarte indo para a televisão dizendo que tem medo, ou então, engolir um bando de famosos acéfalos, "se organizando" para apoiar o CANSEI. Aliais, alguém se lembra disso? Foi tão marcante que me esqueci. Mas era uma mistura de João Dória Junior com Hebe Camargo tentando falar de impunidade,se aproveitando de uma tragédia de avião, veja bem, logo quem.
Se não bastasse isso, hoje lendo o site globo.com me deparo com uma notícia um tanto quanto curiosa, a manchete era: Tico Santa Cruz lidera movimento de protesto no BlogLog. O Bloglog é um blog do site globo.com, onde muito artistas (de maioria global), postam suas futilidades para agregar mais lixo e imbecilidade na internet. Tico Santa Cruz, ficou mais conhecido quando seu amigo e guitarrista de sua banda, Detonautas morreu estupidamente em um assalto no Rio de Janeiro. A banda que nunca tinha tido muito êxito musicalmente, ficou a partir dai, em evidência pela revolta de Tico, que se tornou um cara digamos, preocupado com o mundo de hoje. Antes disso, nada parecia importar. Suas músicas eram odiosas, tocadas nas rádios graças aos jabás de sua gravadora, as letras nada diziam de importante e nem qualidade poética tinham. O fato é que Tico, sempre gostou de escrever em blogs. Reza a lenda que a banda dele, até se conheceu em um bate papo via internet. (Pausa pro nariz crescendo e para a vergonha alheia,uhmm ok.) Enfim, Tico em seu BlogLog, pede para todos os engajados artistas globais que também protestem contra o presidente do STF, Gilmar Mendes, que liberou o banqueiro Daniel Dantas.
Em seu blog, podemos ler um post falando de como o caso se desenrolou.Reparem o final do texto:..." CASO esse CASO venha a terminar como outros que acompanhamos, devemos então decretar um estado de exceção OFICIAL, onde a Constituição e os direitos de todos os cidadãos brasileiros devem ser rasgados e jogados nesse lixo imundo..." Mais uma vez políticos não são presos, mais uma vez a justiça parece falhar. Até aí, tudo bem. Nada contra um cantor de meia tigela que nunca fez nada para repensar nossos valores, querer reclamar do país que vive. O mais interessante da história é que descendo a página do blog, Tico coloca uma lista de endereços dos blogs de artistas que aderiram ao protesto. E aí meus queridos, começa a parte esdrúxula da história toda.
Abri o Blog de Suzana Werner, alguém lembra dessa? Modelo, atriz, casada com jogador de futebol. Bem, Suzana, escreveu exatamente essas palavras em negrito no seu sitio;" Fim da Impunidade! Faço parte desse protesto e quero ver um Brasil melhor para meus filhos. Valeu Tico! Vale a pena a conscientização. Bjs!" E logo em seguida a "atriz" da continuidade ao seu post sobre seu aniversário com frases do tipo; ..."Os taxistas trabalharam muito naquele dia HAHAHA..." tudo isso ilustrado com fotos da loira sorridente em um buffet de luxo carioca. Seguindo nos blogs que "aderiram" o protesto de Tico, estava lá Thiago Rodrigues; um grande ator merecedor de todas as novelinhas que já fez. Thiago, mais indignado que Suzana escreveu assim: ..." Ontem, ao assistir o Jornal Nacional, eu fiquei chocado. Engraçado é que as pessoas ainda se chocam com essas sacanagens...
Conversas sinistras desse Pitta com os mano doleiro e tal..." Os três pontinhos finais, ficam por conta de Thiago mesmo, ele não conseguiu explicar melhor o caso Pitta(a operação Satiagraha) e contou da vez que o encontrou num vôo. Disse que Pitta não conseguia olhar na cara de ninguém, de vergonha. Ora, seu eu fosse o Thiago também não conseguiria hahaha. Pitta é um bosta. Mas o Thiaguinho atuando é o que? Enfim.
O que eu queria dizer com tudo isso, e me desculpem escrever mal assim, é que toda e qualquer reparação que essa classe política,que essa classe média faz, é completamente nula aos olhos dos mais interessados.
Meus queridos, vocês não tem noção nenhuma do que escrevem. Vocês são a contradição em pessoa. Querem falar de impunidade? Que tal, Tico falar de jabá na MTV, rádios, canal Multishow. Quer falar de impunidade Thiaguinho? Bom, comece na empresa em que o sr trabalha. Vocês não passam de contribuintes para essa baderna toda e ainda querem passar um pano, pagando de revoltadinhos? Não consigo engolir. O que vocês fazem pela política e bem estar de nosso país? Reclamam! Protestam com a bunda na cadeira diante de seu computador, depois são pagos para irem a festinhas e serem capa de revistas de fofoca. E o discernimento nisso tudo? E quanto a manipulação, emburrecimento que o trabalho de vocês geram? E o fortalecimento que os grandes canais de televisão dão para o consumo? E o que vocês estão fazendo contra isso? Não me venha falar de protesto, vocês nem sabem o que esta palavra significa. Não me venha falar em repúdio político, vocês não tem esse direito. Não tem mesmo! Como é que pode uma mulher escrever algumas palavrinhas da qual ela nem sabe do que se trata e nem explicar o por que daquilo e ainda ter a pachorra de dizer que precisamos de conscientização!? Vocês entendem o grau de ignorância? Qual foi a importância que Suzana deu a tudo isso?.
Quer saber, ta ligado aquela nave que a gente tem vontade de mandar todos os políticos de merda para outro mundo? Vocês tem lugares garantidos nela também.
Quem quiser conferir os blogs que aderiram ao protesto de Tico Santa Cruz, acessem o blog do cantor: http://bloglog.globo.com/ticosantacruz/
Monday, July 14, 2008
Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Dudu Gudin, degladiador de cabeças sem nexo
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Dudu Gudin, degladiador de cabeças sem nexo
Saturday, July 12, 2008

Seguiu-se para um viaduto que jamais iria parar em outro lugar do qual eu não pertencia. Seria difícil dizer o que se passava. Cabeça vazia é uma fábrica de sonhos da oficina do diabo. E o viaduto não acabava. Pedi para que parasse tudo, arrumei minhas coisas e me mandei dali. O outro espaço, foi sui generis. Conheci um céu, todo dia igual, todo dia diferente. E eles se encontravam no mar... E eu respiraria aliviada de amor, suando. Parou de ser úmido e ficou bastante frio. Ainda por cima, era feriado. Trombei um cobertor que me aqueceria e algumas roupas velhas que eu jamais colocaria de novo, se não fosse aquela ocasião. A ocasião contava muito, era eu, você dançando infinitamente. Mas estava tudo tão gelado enquanto eu rodopiava...E eu, rodopiei tanto que cai zonza, sozinha. Você estaria ali, assustado. Quem seria essa moça que dançava? Eu do chão te pedia; não tenha limites, não tenha nada para segurar seus medos. Mas era eu, tão insegura que estaria com medo. E o medo me fez feliz. O medo me fez renascer. E lá de longe, se alguém viesse me perguntar o que houve, eu jamais contaria a história toda. Toda louca historia da moça que girou sozinha em frente ao rapaz. O rapaz também fugia as regras. Parecia que nada iria detê-lo. Mas a armadilha, ele próprio, foi quem fez e caiu com receio. Olhava desconfiado e cheio de nostalgias, cheio de canções. E me contava distante, tudo que se passava. E me provava diariamente, que também não era deste mundo. Tinha eu, achado um habitante de meu reino. Estava na estrada, virando o viaduto já sem esperanças de encontra-lo. Pois quem veio, a muito já foi embora, e em todos se transformaram. Estava ela desolada, perdendo o cabo de guerra, sem forças. E o rapaz mostrava que tinha braços fortes, mas se duvidava se gostaria de ajuda-la. A moça ficou lá se esforçando. E sabem, bem...Ela esta até hoje ali.
Tuesday, April 29, 2008

Eu mal enxergo e isso de fato fez com que minha audição fosse afetada. Os ensinamentos de um pequeno colégio da esquerda burguesa pioraram mais ainda minhas perspectivas. Então, algo muito natural aconteceu, eu tive um surto modificador de pensamentos. Todos se assustaram e eu fui medicada. Depois fiquei com muita dúvida e saudades, então mudei de cidade. Hoje, ouço trinta vezes por dia Paulo César Pinheiro e Raphael Rabello. E o dia que eu achar a trufa de chocolate perfeita, minhas andanças terão sérias mudanças de rumo.
Minha mãe se culpa por ter me criado com bases construtivas e libertárias. Mas damos tantas risadas juntas, que a vida se torna mais engraçada do que chata e/ou triste. Sempre vamos a locadora e eu me embrenho em comédias inteligentes ou filmes cabeças, enquanto minha mãe aluga um filme idiota de ação. O que certamente mostra o quão mais inteligente ela é. Pois já não acredita mais no cinema, nem na educação libertária. E eu acho isso muito justo e por isso também, rimos pra caralho.
As pessoas sempre dão risadinhas dos meus modos. E eu queria ter unhas bem grandes para assusta-las como se fosse um monstro do lago. Mas eu rouo minhas unhas, desde de os sete anos de idade, e gosto muito. Primeiro eu as trituro com meu dente da frente, depois as engulo. Sempre me falaram que elas não são digeridas e eu ainda estou aqui.
Observo como as pessoas olham as diferenças e enfraqueço cada vez que um olhar me incrimina sem que eu possa ter feito nada a respeito de qualquer fato. Enfraquecida, volto ao espelho e me pergunto por que tanta gente por aí faz a loca. Se para mim, seria tão mais fácil apenas, ser.
Mas por tudo que passei e tudo que ainda preciso conquistar, é mais que um olhar de permissão das cabeças cozidas que andam todos os dias em busca de um plano de saúde mais completo. E minha mãe acha isso um absurdo. No final, eu sei que ela ainda esta certa. Eu só estou mesmo, com tudo isso, retardando o dia de colocar um óculos que me faça enxergar as coisas, como elas realmente são.
Wednesday, April 16, 2008
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver
Pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas
E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho
E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção, falando de você
Amigo violão
Que comigo estará
Até eu morrer
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu que vivo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver
Pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas
E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho
E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção, falando de você
Amigo violão
Que comigo estará
Até eu morrer
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu que vivo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Friday, February 29, 2008
Eu vou te contar que você não me conhece
E eu tenho que gritar isso
Porque você está surdo e não me ouve
A sedução me escraviza a você
Ao fim de tudo você permanece comigo
Mas preso ao que eu criei e não amei
E não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um abismo maior nos separa
Você não tem um nome e eu tenho
Você é rosto na multidão
E eu sou o centro das atenções
Mas há mentira na aparência do que eu sou
E há mentira na aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome
E você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui
Busca chegar no limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância
Ou do reconhecimento dela
Entre eu e você
Existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja nu
Eu me dispo da notícia
E a minha nudez parada
Me denuncia e te espelha
Eu me dilato
Tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com a as quais você me veste.
[Fauzi Arap]
E eu tenho que gritar isso
Porque você está surdo e não me ouve
A sedução me escraviza a você
Ao fim de tudo você permanece comigo
Mas preso ao que eu criei e não amei
E não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um abismo maior nos separa
Você não tem um nome e eu tenho
Você é rosto na multidão
E eu sou o centro das atenções
Mas há mentira na aparência do que eu sou
E há mentira na aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome
E você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui
Busca chegar no limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância
Ou do reconhecimento dela
Entre eu e você
Existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja nu
Eu me dispo da notícia
E a minha nudez parada
Me denuncia e te espelha
Eu me dilato
Tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com a as quais você me veste.
[Fauzi Arap]
Tem uma música do Raul Seixas que diz assim:..."quando acabar, o maluco sou eu!"...
É bem por aí, não?
Tem gente que se dá muito bem ao ser chamado de doido, faz de tudo para aparecer um. No meu caso, eu fujo disso a toda hora,mas acabo sempre ouvindo um comentário ali,outro aqui que sou meio "maluquinha", como diz a Zélia.
Tá certo que na adolescência eu não estava nem aí,e queria mesmo é que todo mundo se fodesse. Mas os anos passaram aumentando minhas inseguranças de mulher. E a culpa de não me encaixar em várias situações, sempre caia na minha cabeça. Como se o porque de tudo, fosse apenas por eu ser "doidinha".
O mais louco (e isso sim é louco) é que eu vejo as pessoas ditas "normais" fazerem as maiores doideiras do mundo, transgredindo coisas que eu jamais faria. E o mundo acha normal. Mas no meu caso, basta eu falar uma frase, que já me olham com um sorriso de dó, indignação tudo coberto com uma frasesinha maldita: ..."ah Isabel, só você mesmo"...
Talvez por isso, eu dê tanto valor para os meus amigos. Pois eles sempre me respeitaram como sou, pois sempre numa situação dessa, jamais iriam sorrir desconfortávelmente para mim. Pelo ao contrário; mesmo eles sendo totalmente diferentes de mim, sorriem concordando com minha visão, ou descordando, mas jamais rindo com ironia e pensando; ai, ai, que mina louca.
Tem dias que eu gostaria mesmo de ser "normal", dai vocês podem pensar, mas o que é ser normal? Ah meu povo, quem não é, sabe quem é. E quem é, acha que não é. Por isso tentam essa filosofia barata. Eu gostaria de ser vista como alguém normal, mas no fundo sei que esta glória não é minha. E talvez, um dia eu aceite essa idéia de ser maluquinha mesmo para os outros. Mas não vou negar, isso me incomoda.
Outro dia um conhecido meu disse; ela é doidinha MAS é legal. Prestem atenção na frase, o MAIS fala por si só, não? Na cabeça dele, isso foi uma forma bacana de elogio. Na minha, foi uma frase totalmente sem nexo. Mas claro que nesses casos eu não vou a fundo nisso tudo. Não vou por a pessoa na parede e perguntar porque ela me acha doidinha. Porque eu sou toda tattooada? Por que falo sem vergonha de todos os assuntos? Por que ser moralista esta longe de ser quem eu sou? Sinceramente, eu não entendo messssmo. No fim, acabo sendo uma pessoa engraçadinha. Maluca, MAS legal. Eu gostaria de um dia, pelo menos ouvir que eu sou "doidinha E legal" hahahaha, seria mais justo, não?
É bem por aí, não?
Tem gente que se dá muito bem ao ser chamado de doido, faz de tudo para aparecer um. No meu caso, eu fujo disso a toda hora,mas acabo sempre ouvindo um comentário ali,outro aqui que sou meio "maluquinha", como diz a Zélia.
Tá certo que na adolescência eu não estava nem aí,e queria mesmo é que todo mundo se fodesse. Mas os anos passaram aumentando minhas inseguranças de mulher. E a culpa de não me encaixar em várias situações, sempre caia na minha cabeça. Como se o porque de tudo, fosse apenas por eu ser "doidinha".
O mais louco (e isso sim é louco) é que eu vejo as pessoas ditas "normais" fazerem as maiores doideiras do mundo, transgredindo coisas que eu jamais faria. E o mundo acha normal. Mas no meu caso, basta eu falar uma frase, que já me olham com um sorriso de dó, indignação tudo coberto com uma frasesinha maldita: ..."ah Isabel, só você mesmo"...
Talvez por isso, eu dê tanto valor para os meus amigos. Pois eles sempre me respeitaram como sou, pois sempre numa situação dessa, jamais iriam sorrir desconfortávelmente para mim. Pelo ao contrário; mesmo eles sendo totalmente diferentes de mim, sorriem concordando com minha visão, ou descordando, mas jamais rindo com ironia e pensando; ai, ai, que mina louca.
Tem dias que eu gostaria mesmo de ser "normal", dai vocês podem pensar, mas o que é ser normal? Ah meu povo, quem não é, sabe quem é. E quem é, acha que não é. Por isso tentam essa filosofia barata. Eu gostaria de ser vista como alguém normal, mas no fundo sei que esta glória não é minha. E talvez, um dia eu aceite essa idéia de ser maluquinha mesmo para os outros. Mas não vou negar, isso me incomoda.
Outro dia um conhecido meu disse; ela é doidinha MAS é legal. Prestem atenção na frase, o MAIS fala por si só, não? Na cabeça dele, isso foi uma forma bacana de elogio. Na minha, foi uma frase totalmente sem nexo. Mas claro que nesses casos eu não vou a fundo nisso tudo. Não vou por a pessoa na parede e perguntar porque ela me acha doidinha. Porque eu sou toda tattooada? Por que falo sem vergonha de todos os assuntos? Por que ser moralista esta longe de ser quem eu sou? Sinceramente, eu não entendo messssmo. No fim, acabo sendo uma pessoa engraçadinha. Maluca, MAS legal. Eu gostaria de um dia, pelo menos ouvir que eu sou "doidinha E legal" hahahaha, seria mais justo, não?
Monday, February 25, 2008

Tenho sido amante das madrugadas, das probabilidades, das estatísticas cruéis. Tenho andando com perspectivas anônimas, recursos sem pilhas, vontades ao léo. Tenho vivido ao meu bel-prazer, como se já não bastasse, é esse meu nome. Tenho me apaixonado pelo impossível, entrando e saindo do coração de homens corajosos. Bons de luta. Tenho vivido o medo do raio. Como e anseio dias lindos onde encontro a minha felicidade no fundo do mar e me banho na borda para que a razão não limite meu sucesso. Tenho esbanjado sorrisos e feito muito gente chegar a conclusão que é o máximo. Tenho dado meu máximo. Tenho a conquista do muro para rachar. O carinho escondido a força macabra e o encanto pelas coisas esquisitas que fazem meu coração bater feito ouro em mina. Tenho saudades da Guanabara, tenho raízes no centro. Tenho feitos dias quentes quando só chove ao meu redor. Tenho um plano, tenho um milhão deles. E uma alma lotada de intenções sem fim.
...vamos brindar o cansaço, meus amigos vamos brindar o cansaço
esse é o prêmio pra vitória do boêmio...
-Candeia
Quantas loucuras e uma mulher de fusô preto e blusa branca estilo hippie com chinelas brancas também, ascendia um cigarro. Vestida de óculos escuros, animada com a chuva que caia e revendo velhos amigos que saudavam num misto de tristeza e alegria, naquele velório. Tinha um bebê que dava continuidade ao mundo. E muitos cigarros e cocas para que não comeu o dia inteiro. O choro, cheio de lágrimas e abraços sinceros. E más lembranças de uma turma que não acordou para ir até lá.
Os olhos de Paulinha revelavam um cansaço e também refletia o tamanho infinito de seu coração. E ao seu lado uma amiga que sempre, sempre eu sei que vou poder contar. Ela é tão linda e pequenina, mas tinha óculos pretos bem grandes e me deu um abraço quando as lembranças de velório passaram por mim. Eu lembrei de todo sofrimento que vivi. E isso me fez chorar; saber que Laura também vai ter dias de dor. E mais um longo processo de sei lá eu o que, do qual não se escolhe, mas se passa. As outras amigas queridas também estavam lá, e o dia parecia estar triste com tanta gente que chorou no pequeno espaço cinza. A imagem que não vai sair jamais da alma. Dei um abraço apertado e merecido. Pedi forças, e que Deus ilumine a todos que nele acreditam.
Depois dormi com os cabelos alisados, num sono profundo sem ter tempo de acordar antes para sair num sábado à noite. Despertei de madrugada num calor de voar dali, mas o corpo não estava mais ligado. Chegou o domingo e tivemos um almoço em família. Daqueles que tínhamos quando você era vivo e gostava de cozinhar. A gente deve muito ao mundo. Deve aproveitar, deve viver cada segundo, deve isso, deve felicidade, deve agradecimento, deve, deve sorrisos, deve dinheiro. Porra nenhuma. Vou sair dessa, devendo.
Devendo uma faculdade, devendo um diploma fodido, um emprego de status, um carro zero e um marido incrível, um casamento feliz, um cachorrinho filhote. Vou ficar devendo aos meus cabelos brancos. Prefiro ir pegar micose na praia. E dever uma alimentação melhor a mim mesma. E que em minha busca, eu nada tema em dever, nem me culpe por não aproveitar. Sei que sempre dei meu máximo. Muito também é falta, assim dizia o samba rasgado, enquanto eu sento em frente ao fogo e com a brasa mais fraca, ascendo à vida.
esse é o prêmio pra vitória do boêmio...
-Candeia
Quantas loucuras e uma mulher de fusô preto e blusa branca estilo hippie com chinelas brancas também, ascendia um cigarro. Vestida de óculos escuros, animada com a chuva que caia e revendo velhos amigos que saudavam num misto de tristeza e alegria, naquele velório. Tinha um bebê que dava continuidade ao mundo. E muitos cigarros e cocas para que não comeu o dia inteiro. O choro, cheio de lágrimas e abraços sinceros. E más lembranças de uma turma que não acordou para ir até lá.
Os olhos de Paulinha revelavam um cansaço e também refletia o tamanho infinito de seu coração. E ao seu lado uma amiga que sempre, sempre eu sei que vou poder contar. Ela é tão linda e pequenina, mas tinha óculos pretos bem grandes e me deu um abraço quando as lembranças de velório passaram por mim. Eu lembrei de todo sofrimento que vivi. E isso me fez chorar; saber que Laura também vai ter dias de dor. E mais um longo processo de sei lá eu o que, do qual não se escolhe, mas se passa. As outras amigas queridas também estavam lá, e o dia parecia estar triste com tanta gente que chorou no pequeno espaço cinza. A imagem que não vai sair jamais da alma. Dei um abraço apertado e merecido. Pedi forças, e que Deus ilumine a todos que nele acreditam.
Depois dormi com os cabelos alisados, num sono profundo sem ter tempo de acordar antes para sair num sábado à noite. Despertei de madrugada num calor de voar dali, mas o corpo não estava mais ligado. Chegou o domingo e tivemos um almoço em família. Daqueles que tínhamos quando você era vivo e gostava de cozinhar. A gente deve muito ao mundo. Deve aproveitar, deve viver cada segundo, deve isso, deve felicidade, deve agradecimento, deve, deve sorrisos, deve dinheiro. Porra nenhuma. Vou sair dessa, devendo.
Devendo uma faculdade, devendo um diploma fodido, um emprego de status, um carro zero e um marido incrível, um casamento feliz, um cachorrinho filhote. Vou ficar devendo aos meus cabelos brancos. Prefiro ir pegar micose na praia. E dever uma alimentação melhor a mim mesma. E que em minha busca, eu nada tema em dever, nem me culpe por não aproveitar. Sei que sempre dei meu máximo. Muito também é falta, assim dizia o samba rasgado, enquanto eu sento em frente ao fogo e com a brasa mais fraca, ascendo à vida.
Thursday, February 21, 2008

Roi todas. Todas de angústia e saudade. Todas por saber que o mero egoísmo daquele moço o fará com que ele se esqueça de mim tão logo. Quão louco. Maldito rapaz, um dia ainda lhe acerto uma porrada no meio da fuça. Aquela fuça grande. Um dia ainda furo os pneus do carro dele. Os quatro. Sou boa nisso. Mas minha mãe, muito sábia e mulher consciente, disse para que eu não tentasse a violência. E sim o não ato. Não ligue, não faça, desista. Ela ainda me diz, que ridículo, esse cara é um galinha! E eu queria falar para minha mãe; amo esses bichinhos. Se pudesse vivia num galinheiro sofrendo pelos cantos, vendo as penas desses moços cheios de medo, voar pelo céu azul de um dia lindo. Meu bem, ele disse; fazia três anos que eu não sentia isso. E hoje, veja bem, olha lá com quem ele esta. E minha mãe, essa dá graças a Deus e diz; e você ainda volta por causa dele? Eu juro que não, mãe. Te juro. Mas engraçado...tudo muito superficial e desprezível. Até o momento que eu senti uma saudade esquisita só de conversar. De verdade. E sei que ele é do tipo desgraçado mesmo que não esta nem aí. Ta na pior, sou muito boa de papo, acreditem. Ele me dizia; olha o que você faz comigo! Até pelo MSN. E eu do outro lado da tela ria muito.
Sabe, pode-se dizer que quem não amou, não viveu. Não vou de contrário. Mas quem não consegue sentir saudade, quando a tem, e eu sei que tem mocinho, ah sei. Esse sim meus caros, esse ainda, nem nasceu. Vou deixa-lo no útero de uma namorada materna, bem cuidadinho. Quando ele nascer, pego pra cristo. Certo?
Thursday, February 14, 2008
-Pastel de Chocolate-
Foi engraçado como o dia amanheceu claro só de um lado. E como o tempo passa, e a gente vai pondo mais vida na alma e a alma mais vida na vida. E como por pouco a gente se esquece das pequenas e melhores risadas e carinhos e abraços que recebemos. Ou quando uma velinha faz com que você ganhe o dia, e outra te faz ficar com ódio. Então, você ouve uma música cheinha de sentidos e olha para o céu e vê que ele não é da sua cor preferida. Aliais, qual é sua cor preferida? Talvez a felicidade esteja na hora do almoço, onde a arma esta na mesa, e rola um fascínio imenso por tudo que se desconhece. Por um filme que desconhecemos o final. Pelo seu final, que ainda esta longe, mas que já brilha de tão bonito. Por saber que existe um pastel delivery, por saber que são poucas as pessoas que olham para o mundo e pensam que muita coisa ainda não aconteceu. Sabe que isso é um bom motivo? Um bom motivo para viver, é um bom motivo para morrer? Se morrer, a quem vai fortalecer? A vida cheia de encantos, e raros momentos de felicidade batendo na porta, e um barulho de vento infinito, barato, rude. Passou-se tudo pela sua cabeça. E outros mil sentimentos que jamais hão de ser descobertos, pois o ouvido não permite a razão explodir. Os corações não contem olhos. Os olhos estão para o mundo. O mundo é seu. Nada do que você me disser, vai mudar o que penso. Tudo que você fala para a vida, me altera, altera alguém. Até aquela pessoa que você odeia, até tudo que você ainda é muito nova para saber. Ainda somos. Por isso não vou permitir tão omissão com um certo lance, chamado viver. As mãos podem tocar o infinito da sua alma dourada. Essa não é a cor do céu. Muito menos, ao meu ver, sua cor preferida. Mas encare tudo isso de frente, pois é a cor de sua alma.
Foi engraçado como o dia amanheceu claro só de um lado. E como o tempo passa, e a gente vai pondo mais vida na alma e a alma mais vida na vida. E como por pouco a gente se esquece das pequenas e melhores risadas e carinhos e abraços que recebemos. Ou quando uma velinha faz com que você ganhe o dia, e outra te faz ficar com ódio. Então, você ouve uma música cheinha de sentidos e olha para o céu e vê que ele não é da sua cor preferida. Aliais, qual é sua cor preferida? Talvez a felicidade esteja na hora do almoço, onde a arma esta na mesa, e rola um fascínio imenso por tudo que se desconhece. Por um filme que desconhecemos o final. Pelo seu final, que ainda esta longe, mas que já brilha de tão bonito. Por saber que existe um pastel delivery, por saber que são poucas as pessoas que olham para o mundo e pensam que muita coisa ainda não aconteceu. Sabe que isso é um bom motivo? Um bom motivo para viver, é um bom motivo para morrer? Se morrer, a quem vai fortalecer? A vida cheia de encantos, e raros momentos de felicidade batendo na porta, e um barulho de vento infinito, barato, rude. Passou-se tudo pela sua cabeça. E outros mil sentimentos que jamais hão de ser descobertos, pois o ouvido não permite a razão explodir. Os corações não contem olhos. Os olhos estão para o mundo. O mundo é seu. Nada do que você me disser, vai mudar o que penso. Tudo que você fala para a vida, me altera, altera alguém. Até aquela pessoa que você odeia, até tudo que você ainda é muito nova para saber. Ainda somos. Por isso não vou permitir tão omissão com um certo lance, chamado viver. As mãos podem tocar o infinito da sua alma dourada. Essa não é a cor do céu. Muito menos, ao meu ver, sua cor preferida. Mas encare tudo isso de frente, pois é a cor de sua alma.
Monday, February 11, 2008

-Reconhecimento-
Receio ter abraçado você tão devagar a ponto de não ver em mim uma nova possibilidade. E ao me deixar, ficou comigo a dança dos seus olhos difíceis. Como no dia que chovia tanto, a ponto de sentirmos medo. Desde de o começo, nunca te pertenci. Eu me ofereci para ser sua, com meus talentos marginais, os mesmos que te atraem, somente de noite. Eu não me canso de por em jogo meu coração multifuncional. Mas eu me canso de ouvir que o meu jeito é muito para você. No fundo, meu jeito tem sido muito, para todos. Até mesmo para mim. Como em uma ação onde eu perco o jogo de xadrez para mim mesma. Devastador. As peças se acabam, enquanto eu mergulho no mar e sinto que nada, mais nada neste mundo pode ser melhor que um dia na praia. Eu perco o jogo, mas saio da onda cada vez mais intensa. Com meus passos leves, saio do mar e sei que as ondas nunca vão se cansar. Sei que nunca vou me cansar também. O jogo perdido ainda esta na minha cabeça: em que momento minha peça deu um passo em falso? As ondas seguem, num ritmo só delas. Eu sobrevivo. Arrisco um sorriso muito, mas muito honesto de felicidade absurda, e logo depois, veja só, cai uma lágrima oportuna. Eu poderia me esconder, igual quando brincávamos no vilarejo, mas prefiro, mesmo com o jogo perdido, seguir enfrentando as ondas. O mar me quer assim.
Não conheço outro segredo para esta felicidade sem fim.
Tuesday, January 22, 2008
.eu poderia ter sido melhor.
.eu poderia ser a potência do planeta.
.oh lordy, eu poderia te fazer muito mais feliz.
.a todos vocês.
.mas honestamente, deixei o coração seguir caminhos esquisitos.
.vocês já sabem de minha queixa.
.eu procuro pessoas para provar que elas existem.
.pessoas que duvidariam de mim, que vão morrer não acreditando.
.mas lordy, oh, como tem sido difícil encarar essa vida moderna,.
.esses desejos incontidos...
.eu poderia rasgar a vida, te amar e ser feliz para sempre.
.ser o orgulho da mamãe.
.mas eu não consigo.
.desculpe.
.como chove nesta cidade.
.baby,como chove.
.vou encher os baldes de sua solidão com as gotas que cairam do céu nesta tarde.
.você promete guardar segredo?.
-De unhas-
Escolheu unhas bem laranjas, bem laranjas. Escolheu um cabelo que estaria saindo de moda, e o fez voltar. Escolheu praia e pessoas que certamente jamais seriam de seu convívio social, no outro lugar. Mas decidiu que o outro lugar já estava velho demais, e era outro mundo. Situou os cabelos na nova era. Ainda quis pintar os olhos, como sempre o faria. Decidiu unhas mais laranjas ainda e achava engraçado o quanto se falava dela. Ria por dentro, e por fora só sorrisos e muitos olás e muito prazer. Eu não sou daqui, nem de lá, tentava dizer a todos. Mas todos entendiam que ela era de lá e pronto. Então, ela concluiu que sua identidade ainda estaria muito presa no outro mundo e achou que isso era tudo bem.
Todos os dias de manhã, batalhava para enfrentar a alegria do dia. No fim da tarde, se orgulhava de tudo ter valido a pena. Sorrindo por dentro e gargalhando por fora, dormia tranqüilamente imaginando aquele homem fazendo uma declaração de amor do outro século.
Escolheu unhas vermelhas e foi bem longe de onde estava. Escolheu viver para optar por mais fugas. Escolheu viver por optar mais realidades. Escolheu que assim viveria esperando aquele homem se virar e dizer; eu admito! É você. E ela daria mil sorrisos lindos por dentro, e um bem discreto por fora, mas nada falaria. Pois saibam que o homem quando lhe roubou a alma, também lhe roubou a voz e a paz.
Escolheria unhas branquinhas, quase transparentes quando queria demonstrar a si mesma que poderia ser bonito ser equilibrada. Depois despontaria tudo num romance com qualquer um. E vivia sonhando no dia que qualquer um, viesse se declarar.
Escolheu unhas pretas, mal feitas, e disse para o homem qualquer um belo de um sinto muito, mesmo achando tão bonito tudo que ele lhe dissera. Achou uma pena por dentro, mas por fora, disse sentir orgulho dele estar sendo tão sincero. Lembramos aqui, que as duas sensações foram igualmente verdadeiras.
Depois roeu todas as unhas, até elas ficaram impossibilitadas de cor. E por isso, suplicou para aquele homem que se deitasse com ela. Sorriu com medo por dentro e por fora. Depois dormiram juntos, bem juntinhos.
Escolheu unhas bem laranjas, bem laranjas. Escolheu um cabelo que estaria saindo de moda, e o fez voltar. Escolheu praia e pessoas que certamente jamais seriam de seu convívio social, no outro lugar. Mas decidiu que o outro lugar já estava velho demais, e era outro mundo. Situou os cabelos na nova era. Ainda quis pintar os olhos, como sempre o faria. Decidiu unhas mais laranjas ainda e achava engraçado o quanto se falava dela. Ria por dentro, e por fora só sorrisos e muitos olás e muito prazer. Eu não sou daqui, nem de lá, tentava dizer a todos. Mas todos entendiam que ela era de lá e pronto. Então, ela concluiu que sua identidade ainda estaria muito presa no outro mundo e achou que isso era tudo bem.
Todos os dias de manhã, batalhava para enfrentar a alegria do dia. No fim da tarde, se orgulhava de tudo ter valido a pena. Sorrindo por dentro e gargalhando por fora, dormia tranqüilamente imaginando aquele homem fazendo uma declaração de amor do outro século.
Escolheu unhas vermelhas e foi bem longe de onde estava. Escolheu viver para optar por mais fugas. Escolheu viver por optar mais realidades. Escolheu que assim viveria esperando aquele homem se virar e dizer; eu admito! É você. E ela daria mil sorrisos lindos por dentro, e um bem discreto por fora, mas nada falaria. Pois saibam que o homem quando lhe roubou a alma, também lhe roubou a voz e a paz.
Escolheria unhas branquinhas, quase transparentes quando queria demonstrar a si mesma que poderia ser bonito ser equilibrada. Depois despontaria tudo num romance com qualquer um. E vivia sonhando no dia que qualquer um, viesse se declarar.
Escolheu unhas pretas, mal feitas, e disse para o homem qualquer um belo de um sinto muito, mesmo achando tão bonito tudo que ele lhe dissera. Achou uma pena por dentro, mas por fora, disse sentir orgulho dele estar sendo tão sincero. Lembramos aqui, que as duas sensações foram igualmente verdadeiras.
Depois roeu todas as unhas, até elas ficaram impossibilitadas de cor. E por isso, suplicou para aquele homem que se deitasse com ela. Sorriu com medo por dentro e por fora. Depois dormiram juntos, bem juntinhos.
Sunday, January 20, 2008

Foi logo depois da tempestade que você aprendeu sobre aquela garota. Que nem soube se contentar direito sobre o poder que a natureza conseguia comportar. Que a chuva era pesada, comia todos os cantos secos daquela cidade. E que o chão de areia ficou com uma camada dura. A garota não se importou com nada. Ficou sobrevoando as cenas mais bonitas que dentro da sua cabeça se concluiam igual no fim do filme. O fim do filme era ele fugindo de moto para Califórnia. A garota adaptava. Conhecia tanta gente ao mesmo tempo, que não sofria desamor. Depois, aos pouco, foi aprendendo. E toda vez que a realidade ousava bater na porta a garota iniciava um novo ritual capaz de extravasar toda e qualquer situação que a botasse a par de tal. Ela sofria prisioneira, mas depois dormia tranqüila. Dia após dia.
(Iniciamos aqui uma gota de chuva que passa nas asas do pássaro e surge então um atrito comum. Senti uma lágrima de chuva, uma lágrima gota de água salgada vem de mar, de nossos prantos. As nuvens eram para sempre e foram embora não ser. E tudo, tudo que você possa imaginar, já passou por este lugar.)
Thursday, November 29, 2007

Eu brinquei de te querer,
Não foi isso?
Agora brinco de te deixar na mão.
Quero ver rapaz
Qual é sua reação.
Medindo o tamanho de sua decepção
Hei de julgar qualquer decisão.
Sei tão bem de nós
E é tão bom lembrar
-Sim, como é bom-
Sei que são segredos guardados
Que mesmo se foram contados
Ainda sim são secretos.
Tuesday, October 02, 2007
Thursday, September 27, 2007

Vem dentro do cansaço dos abraços
Dos amores idos já perdidos
Eu me encontrei morena em meio à solidão
Jurei não dar nem mais um passo
Que fosse me levar
Ao encontro da paixão
Do mundo muito eu já sei
Porém muito tenho que aprender
Não, não quero amar sem paz
Eu já sofri demais
Discreto amor agora tem de ser
Tudo que ficou pra trás
Já não importa mais
O amor é só você
Não vivo de novela
Já vi muitas delas
Castelos fantasias sonhos tão azuis
A vida me ensinou
Morena esse é meu lema amar demais
Só faz pesar a cruz
Monday, September 24, 2007

PUNK ROCK
Outro dia na terapia, tentei explicar para meu analista, o que era o Punk Rock para mim. Volta e meia, eu e Thiane também discutimos sobre o assunto. Eu não sou, nem nunca fui, nada punk. Mas o punk fez e faz diferença na minha vida até hoje. Eu lembro de começar a ir em shows sozinhas, com 15,16 anos e me apaixonar pelas músicas que mesmo com 2, 3 acordes fazia muito mais sentido do que uma música mais trabalhada. Nessas idas aos shows, fui conhecendo algumas pessoas, das quais, só algumas hoje em dia, eu respeito e admiro. Tenho um eterno carinho ao primeiro cara que conheci nessa historia toda. Mesmo distante, mesmo não sendo amiga, foi graças a ele que eu fui aprender como tudo funcionava. Depois, fui conhecendo mais gente, fazendo mais rolês, indo atrás de discos, livros, pessoas, tudo que era fonte para descobrir mais sobre o assunto. E então, também tentei criar, ao meu estilo, claro, minha contribuição, que na verdade era mais um agradecimento a toda essa cultura que tanto inspirou mudar minha vida para melhor.
O que aconteceu depois, e acho que esse caminho foi extremamente natural, foi que eu senti um esgotamento em relação a cena. Comecei a reparar um cenário que não se estendia mais. Eram as mesmas pessoas, a mesma banda, os mesmos lugares, os mesmos comentários , e isso fez com que muita gente especial começasse a perder seu tempo,com picuinha, fofoca, inimizades, e tudo aquilo que o próprio Punk prega com tanto louvor que isso não faz parte do cenário. Algumas pessoas, caíram por terra; conheci malucos e malucas, e também gente muito séria que dava um abraço pela frente e uma punhalada pelas costas, logo em seguida, subia no palco e gritava com todas as forças que era contra esse tipo de atitude. Vi também paranóicos usando a cena para chafurdar seus problemas e depois sumir fazendo as maiores teorias de quanto é perseguido. Mas isso é até engraçado, pensando bem.
O que eu vi, é que ao invés de seguir em frente, muitos caras,(não todos, é claro) sentaram na sala de estar e ficaram fofocando da vida alheia. Mulheres passaram pela sala, e eles continuaram ali, as mulheres evoluíram, deram adeus, e eles lá, sentados. Chegaram outras e a cena se repetiu. E se hoje, eu voltar pra cena, vou encontrar esses mesmos caras, com meninas novas, sentados no mesmo lugar, como se a cena estivesse morta, e não restasse mais nada que eles pudessem fazer; afinal, eles estavam ali, fazendo shows, tomando cerveja, "sendo punks", o que mais podíamos pedir?
Por outro lado, e o bom da vida é que sempre existe o outro lado, também conheci pessoas que mudam minha vida sempre. Trombei figuras históricas que tem meu respeito até o fim. E que, sempre que eu colar em um show ,não vou me arrepender de cruza-los. Tenho também amigas que compartilham comigo esta mesma visão da cena e que como eu, acabaram também por se distanciar. Pensando bem, as pessoas mais interessantes que eu conheci nesta cena, também estão distantes. Não tanto como eu, claro, elas ainda possuem bandas e vivem desse ideal, mas bem longe desse lado fútil que o Punk Rock, infelizmente, também pode oferecer. São pessoas que como eu, cansaram de ver o "vale a pena ver de novo", e foram seguir suas vidas, sem deixar tudo o que aprendeu com o Punk de lado.
Bem, tudo isso para dizer que hoje, fui ao médico e na sala de espera a televisão estava ligada na MTV e passava um programa que falava do Punk, quando ninguém mais, ninguém menos que o Ariel apareceu para dar depoimentos sobre o que ele pensava de tudo isso. E o cara falou simplesmente aquilo que eu tentei por meia hora explicar ao meu analista, sobre o Punk. Bem mais esperto e rápido o Ariel em frases colocou todo o sentimento que eu tenho pela cena. Ele disse mais ou menos assim: "Muitas pessoas hoje, se afastaram da cena, não fazem mais parte disso, foram fazer outras coisas, mas eu tenho certeza que essas mesmas pessoas, vão ter famílias melhores, e uma visão de mundo mais crítica do que a maioria". E é exatamente isso que eu falo,ou tento falar, do Punk Rock quando chego de coturno no samba, toda tatuada e as pessoas se espantam e vem logo perguntar o que estou fazendo por lá, respondo que estou em casa, que eu amo samba,mas que levo comigo o punk rock para ter uma visão melhor de tudo no mundo,e até mesmo,do próprio samba. Claro que isso não esta no meu modo de vestir,mas essa também foi uma herança que levo dos tempos de outrora.
Wednesday, September 19, 2007
Teodoro Sampaio
- E sabe que mais? Desisti de jogar na loteria. Se um dia eu tiver sorte mesmo, acho o bilhete premiado, no chão.
- Mas quando acaba a festa, todos os putões querem um bom lugar pra deitar. E todas as mulheres, feministas ou não, abrem a porta de suas casas.
- "Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim"
-Fernando Pessoa-
- E sabe que mais? Desisti de jogar na loteria. Se um dia eu tiver sorte mesmo, acho o bilhete premiado, no chão.
- Mas quando acaba a festa, todos os putões querem um bom lugar pra deitar. E todas as mulheres, feministas ou não, abrem a porta de suas casas.
- "Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim"
-Fernando Pessoa-
Thursday, September 13, 2007
CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Mario Quintana
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Mario Quintana
Monday, September 10, 2007
Monday, September 03, 2007
- Todos os sambas falam de você-
(essa é minha pro papi)
Não, não tenho o samba de Paulinho
Mas te mostro com carinho
Tudo que me passou
Das tardes de sol na calçada
Na melodia encaixada
Que um dia você me mostrou
Contando as historias do mundo
Olhava em seu olhar profundo
Sua alma que o tempo levou
(x 2)
Todos os sambas tem um jeito de dizer
Todos sambas falam de você
E toda vez que a mão bate um pandeiro
E eu vejo um partideiro
Não consigo esquecer
Que de você nasceu meu compasso
Minha alegria meu passo
Para este samba canção
O seu chapéu
Eu dei a um amigo antigo
Para seguir o caminho
O caminho do senhor
Meu pai
Meu pai; o seu chapéu eu dei a um amigo antigo
Para seguir o caminho
O caminho do senhor meu pai.
(essa é minha pro papi)
Não, não tenho o samba de Paulinho
Mas te mostro com carinho
Tudo que me passou
Das tardes de sol na calçada
Na melodia encaixada
Que um dia você me mostrou
Contando as historias do mundo
Olhava em seu olhar profundo
Sua alma que o tempo levou
(x 2)
Todos os sambas tem um jeito de dizer
Todos sambas falam de você
E toda vez que a mão bate um pandeiro
E eu vejo um partideiro
Não consigo esquecer
Que de você nasceu meu compasso
Minha alegria meu passo
Para este samba canção
O seu chapéu
Eu dei a um amigo antigo
Para seguir o caminho
O caminho do senhor
Meu pai
Meu pai; o seu chapéu eu dei a um amigo antigo
Para seguir o caminho
O caminho do senhor meu pai.
Saturday, September 01, 2007
Gosto, Mas Não É Muito
(Noel Rosa / Ismael Silva / Francisco Alves)
Olha! Escuta meu bem
É com você que eu estou falando
Neném
Esse negócio de amor não convém
Gosto de você
Mas não é muito, muito
Fica firme, não estrila
Traz o retrato e a estampilha
Que eu vou ver
O que posso fazer por você
Seu amor é insensato
Me amofinou mesmo de fato
Não leve a mal
Eu prefiro a Lei Marcial
(Noel Rosa / Ismael Silva / Francisco Alves)
Olha! Escuta meu bem
É com você que eu estou falando
Neném
Esse negócio de amor não convém
Gosto de você
Mas não é muito, muito
Fica firme, não estrila
Traz o retrato e a estampilha
Que eu vou ver
O que posso fazer por você
Seu amor é insensato
Me amofinou mesmo de fato
Não leve a mal
Eu prefiro a Lei Marcial
Thursday, August 30, 2007
Um lindo canto com o gosto de viver
Pintou bonito e ganhou meu coração
Há como é bom viver
É bom viver de amor e até morrer de amor é bom
É bom se ter porque poder pode podar
É bom a gente ter o que ninguém pode ganhar
Saber o que será o dia de amanhã
Comer, beber, dormir, sonhar
E ser um bom vivã
O amor não quer pode
Não quer dinheiro não
O amor não quer beber
O vinho da ilusão
O amor é bem querer
É a fonte da emoção
Então lugar de amor
É mesmo o coração
(Mestre, mestre, mestre Nogueira...)
Pintou bonito e ganhou meu coração
Há como é bom viver
É bom viver de amor e até morrer de amor é bom
É bom se ter porque poder pode podar
É bom a gente ter o que ninguém pode ganhar
Saber o que será o dia de amanhã
Comer, beber, dormir, sonhar
E ser um bom vivã
O amor não quer pode
Não quer dinheiro não
O amor não quer beber
O vinho da ilusão
O amor é bem querer
É a fonte da emoção
Então lugar de amor
É mesmo o coração
(Mestre, mestre, mestre Nogueira...)
Friday, August 24, 2007
Ela chegou com dois anos em casa. Abrimos a porta correndo e vimos uma esguia Waimaraner subir a rua, sem entender nada. Entrou em casa e para desespero de minha mãe, subiu no sofa, como se aquela casa já fosse dela há alguns anos. Morria de medo de vassoura, tinha outro nome que não era Lara. Era a waimaraner mais vira-lata de todas, ao mesmo tempo que era a Waimaraner mais carinhosa do mundo, e , com todo mundo. Encostava a cabeça no colo de qualquer pessoa e pedia um carinho silêncioso e sereno. Certa vez, nos deu lindos filhotinhos e foi uma mãe exemplar com a cria de capa de revista. Todas as "certas vezes" Lara representou. Nunca conheci uma cachorra que não era de latir, a Larinha latia muito raramente, não reclamava de nada, e teve um passado que a gente nunca vai saber como foi, já que chegou na minha casa com dois anos de vida. Nunca entendemos o porque de uma cachorra tão da família, tão nossa, chegar em nossas mãos, depois de morar, e não se habituar, em duas outras casas, vir parar em nosso quintal. Ela nasceu pAra ser nossa, e olha que eu não entendo dessaS coisaS de destino, mas sei que foram sete anos ao lado de uma fêmea, uma companheira, uma legítima figura de cão.
Saudades Lupi, minha eterna princesinha.
*Eles estão por fora do que eu sinto por você...
Tuesday, August 21, 2007
Tenho impressa no meu rosto
e no peito, no lado oposto ao direito, uma saudade
(que saudade)
sensação de na verdade
não ter sido nem metade
daquilo que você sonhou
(que sonhou)
são caminhos, são esquemas
descaminhos e problemas
é o rochedo contra o mar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
saudade
veio à sombra da mangueira
sentou na espreguiçadeira
e pegou no violão
cantou a moda do caranguejo
me estendeu a mão prum beijo
e me deu opinião
(opinião, opinião)
depois tomou um gole de abrideira
foi sumindo na poeira
para nunca mais voltar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
e no peito, no lado oposto ao direito, uma saudade
(que saudade)
sensação de na verdade
não ter sido nem metade
daquilo que você sonhou
(que sonhou)
são caminhos, são esquemas
descaminhos e problemas
é o rochedo contra o mar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
saudade
veio à sombra da mangueira
sentou na espreguiçadeira
e pegou no violão
cantou a moda do caranguejo
me estendeu a mão prum beijo
e me deu opinião
(opinião, opinião)
depois tomou um gole de abrideira
foi sumindo na poeira
para nunca mais voltar
é isso aí, ê Irajá
meu samba é a única coisa que eu posso te dar
Monday, August 13, 2007

Eu presumo viver contigo, de um jeito faceiro meu bem, numa casa pequena. Nós chegaríamos a noite, depois do samba. E você seria intimamente só meu. Querido, você fumaria um cigarro daquele seu jeito charmoso e eu daria uns tragos no seu. Você iria puxar meu cabelo sorrindo, com o cigarro no canto da boca e eu ia tirar a roupa de um jeito só meu, pra você. Sua língua ia ser do meu rosto, e eu ia encontrar suas costas. Seus dentes seriam de minha coxa, e eu morderia bem forte teu lábio. Depois eu te atacaria, e berraria, e escandalizaria meu amor por ti aos quatro ventos deste Rio de Janeiro, na Glória, na Lapa, debaixo da sua cama no Flamengo. Até a morte, até nove horas depois juntinhos, vai. Vai acabar. Meu amor, eu iria embora em silêncio, vestida com minhas roupas e teu cheiro. Quando a noite chegasse, eu iria te ver tocar, vestida de vermelho, passar por você e deixar o meu cheiro, com um beijo no rosto.
Eu gosto do jeito que o homem segura um violão numa roda de samba...
Ah ! Estas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah ! Este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu tom da madeira
Eu você e a companheira
À madrugada iremos pra casa cantando
-Cartolinha-
Ah ! Estas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah ! Este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu tom da madeira
Eu você e a companheira
À madrugada iremos pra casa cantando
-Cartolinha-
Sunday, August 12, 2007
Tuesday, August 07, 2007

Meu amor é um tigre de papel
Range ruge morde, mas não passa.
De um tigre de papel
Numa sala ausente, meu amor presente.
Me prende entre os dentes depois me abandona
Definitivamente
Range ruge morde
Velho tigre de virtudes
Nas selvas de seu quarto entre florestas cartas
Frases desesperadas
Lençóis
Onde me ama
Furiosas garras meu amor me agarra geme treme chora
mata
Um tigre de papel perdido nos lençóis da caça
Um tigre perdido
Saturday, August 04, 2007
Tuesday, July 31, 2007
_lixo.jpg)
Carta a Pingueleto
O mundo girou anos durante a metafísica do destino, e de minha ansiedade possessiva, que seqüestrou o tempo real. Olhei para o significado da vida e não bastou. O mundo girou durante horas e as coisas estavam sempre como quando eu vou a cozinha e deixo a porta da estante aberta, ou seja, inacabadas e minha mãe diz que eu tenho problema em finalizar. Um dia como uma faca ela me perfurou dizendo que todos meu problemas vinham do meu nada. E eu queria enfrenta-la e dizer que meu nada era a parte mais forte do meu processo, e não a causa em si, mas não tive forças. Ela me esfaqueou algumas vezes, e eu sangrava revoltada e sem conseguir retornar a situação. Eu batalhava por uma saída tradicional,como fizeram todos ao meu redor num passado distante, mas não engoli. Não agüentei e mais uma porta ficou aberta e abandonada e mais uma vez eu via a faca de minha mãe perfurar meu estomago alegando razão. Eu me machucaria tentando dizer o avesso, mas não o fiz. E o não fazer me levou a tantas situações que eu me explico, explico, e o contorno eu não acho. O meio, o raio, o controle remoto. Foi aí, e então que meu coração foi cortado pela metade, quando meu pai se foi. Neste meu momento da vida. Ele morreu interferindo uma crise só minha, ele atropelou meu espetáculo roubando a cena, dizendo adeus. E eu fiquei com saudades e crises, e crises e saudades. A ansiedade, os nervos, tinha achado uma razão real de eu ser quem sou. Como se sempre minhas crises fossem pela perda de um pai. E eu chorei de mansinho, e fiquei com medo de todas as doenças. Mais tive mais medo de enlouquecer na roda da vida. E o mundo continua me cobrando atenção. Ele me joga na cara histórias lindas, feitas de lágrimas e ouro e cá eu estou. Os loucos também sobrevivem, as mulheres tristes, fardadas a infelicidade, também sobrevivem, o pobretão trabalhador, também. No meu país, na insalubridade, as pessoas sobrevivem. E eu me invoco no meu nada, com tantos “tudos” para fazer. Eu me provoco, eu deslizo, eu não fecho a porta para abrir outra. Eu me assusto fácil demais, como se um urso pudesse me comer a cada segundo. Eu tenho medo desse remédio misterioso que ando tomando. Medo de acabar esquizofrênica, Estamira, Virginia Woolf. Eu tenho medo do meu nada virar doença, medo de não conseguir. Eu sonhei que tudo em outro país caia como areia e então lá fui eu me despedir de você meu pai, eu te abracei bem forte, eu dizia que iria partir, eu dizia que eu te amava.
Eu contei nossa história a uma amiga e ela entendeu, ela também passou por isso e eu egoísta não enxerguei sangue nela. Eu te perdi. Eu queria ao te perder, saber valorizar mais a vida, você foi embora sem me ensinar a ir a luta e eu estou neste frio valorizando meu nada, alimento de minha alma. E todas as vezes que tenho esse tipo de epifânia eu fico feliz, pois acordo disposta. No dia seguinte, abro três portas, não fecho nenhuma, depois o ciclo volta e isso me corroí, me desgasta. Agora estou sendo ajudada a escolher melhor a porta, estão tentando me ensinar como fecha-la também. Muitas coisas válidas, relíquias de museu, já foram descobertas nesse momento, mas eu ainda ando com problema de portas, com gastos, com cigarros, com amores, com a angustia, com a comida, com o futuro.
Thursday, July 26, 2007

Não se assuste, pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa
Enquanto eles se batem
Dê um role e você vai ouvir
Apenas quem já dizia:
Eu não tenho nada
Antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou
Eu sou amor da cabeça aos pés
E só to beijando o rosto
De quem dá valor
Pra quem vale mais um gosto
Do que cem mil réis
Eu sou
Eu sou
Eu sou amor da cabeça aos pés
Wednesday, July 25, 2007
Wednesday, July 18, 2007
-um poeminha de chico, todo seu e eu-
Eu não sabia explicar nós dois
Ele mais eu
Porque eu e ele
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ele foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dele
Me vendo nos olhos dele
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ele
Porque era eu
Eu não sabia explicar nós dois
Ele mais eu
Porque eu e ele
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ele foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dele
Me vendo nos olhos dele
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ele
Porque era eu
-eu sou eu, toda vez que olho no espelho minha cara-
A gente é hipócrita com os cachorros, pois gostamos deles, por que sempre são felizes. Acho que preciso mudar de travesseiro, meu pescoço reclama de enfrenta-lo todos os dias. Levanto da cama e ainda esta chovendo nesta cidade que chora, hoje vai chorar também. Abro a janela, ascendo um cigarro. É tanta coisa que sempre tento dizer o que é. Muitas das vezes serão sempre as vezes que eu me olhar. Toda vez será única, será rara, será eu.
A tarde passou sem aviso prévio algum que a noite seria sangrenta aos olhos de todos, do mundo de você. E os jornais se dividiam ao mesclar a alegria de feitos esportivos e tragédias de um avião que caia. Eram medalhas de ouro de sangue, somada a uma mãe cheia de orgulho, com uma mãe que perdera os dois filhos no mesmo dia. E perder dói, os esportistas sabem disso. A vida de derrotas e vitórias estaria anunciada, como se tudo não passasse de um conto qualquer. E de noite, os sobreviventes que não ganharam medalhas pensariam sobre ambas as coisas, na noite, chovia mais e mais...e mais ainda quando via tamanho silêncio.
Trombou com meu sono atrapalhado, com essa derradeira comoção que tenho sido. Com o meu olhar, eterno olhar novo sob o espelho de cada dia.Viver uma batalha legitima.
A gente é hipócrita por gostar de cachorros, por não viver a ode aos ratos. Nesta hora ainda não sei se o fogo já cessou, nem para onde vai tantas vidas que sumiram. Me dói saber da dor de quem nem conheço, me dói te ver passar sem mim.
Minha alma lateja poesia dolorida, por que sei da dor de vocês, e sabe, certas coisas na vida não merecem explicações. O sangue escorre nas medalhas finalmente conquistadas, de ouro. Brilha e machuca os olhos de quem assiste a tudo isso.
Meu corpo pede por uma noite em que meu sonho não acorde junto comigo.
A gente é hipócrita com os cachorros, pois gostamos deles, por que sempre são felizes. Acho que preciso mudar de travesseiro, meu pescoço reclama de enfrenta-lo todos os dias. Levanto da cama e ainda esta chovendo nesta cidade que chora, hoje vai chorar também. Abro a janela, ascendo um cigarro. É tanta coisa que sempre tento dizer o que é. Muitas das vezes serão sempre as vezes que eu me olhar. Toda vez será única, será rara, será eu.
A tarde passou sem aviso prévio algum que a noite seria sangrenta aos olhos de todos, do mundo de você. E os jornais se dividiam ao mesclar a alegria de feitos esportivos e tragédias de um avião que caia. Eram medalhas de ouro de sangue, somada a uma mãe cheia de orgulho, com uma mãe que perdera os dois filhos no mesmo dia. E perder dói, os esportistas sabem disso. A vida de derrotas e vitórias estaria anunciada, como se tudo não passasse de um conto qualquer. E de noite, os sobreviventes que não ganharam medalhas pensariam sobre ambas as coisas, na noite, chovia mais e mais...e mais ainda quando via tamanho silêncio.
Trombou com meu sono atrapalhado, com essa derradeira comoção que tenho sido. Com o meu olhar, eterno olhar novo sob o espelho de cada dia.Viver uma batalha legitima.
A gente é hipócrita por gostar de cachorros, por não viver a ode aos ratos. Nesta hora ainda não sei se o fogo já cessou, nem para onde vai tantas vidas que sumiram. Me dói saber da dor de quem nem conheço, me dói te ver passar sem mim.
Minha alma lateja poesia dolorida, por que sei da dor de vocês, e sabe, certas coisas na vida não merecem explicações. O sangue escorre nas medalhas finalmente conquistadas, de ouro. Brilha e machuca os olhos de quem assiste a tudo isso.
Meu corpo pede por uma noite em que meu sonho não acorde junto comigo.
Thursday, July 12, 2007

-As divinas realidades são as diferenças das palavras que se misturam cada dia mais no meu pensamento-
É melhor você correr para sua vida, se você quer, é melhor você correr.
Uma vez eu sai correndo, sem rumo. É tão ruim. Fiquei sem ar por nada. Visitei casas geladas, dias de outrem. Dias bonitos feitos para mim. Como quando eu encostava em você e pensava que nada era em vão. Eu queria sugar suas lágrimas, encaminhar seu coração para um lugar seguro, o tempo todo. Eu queria respirar seu suor amargo, espremer toda e qualquer variedade de seu pensamento, eu queria o melhor de você para mim. Igual aquele dia que eu te contei quanto tempo fazia que a gente estava junto. Era tão doloroso saber que pra você, isso não tinha a menor importância, mas sabe, era você quem estava ali do meu lado, um ano depois daquela noite em que a gente se viu pela primeira vez.
Um tempo depois, você veio me dizer que neste dia, foi muito bom pra você estar ao meu lado naquele quarto. E eu fiquei feliz e lembro até hoje você dizendo; sabe que dia eu gostei? Então você mencionou tudo direitinho com um sorriso no rosto, e mais uma vez eu tive a certeza de que você tinha nascido para mim. Ou então quando você me ligava bêbado de algum lugar e dizia que tinha lembrado de mim, por isso e aquilo, e por isso me ligou. Eu ficava tão feliz, jamais você ia conseguir imaginar como era. Quando você me escrevia, para me contar coisas bobas e aproveitar para dizer que estava com saudades. Eu também estava, e fazia de tudo pra te ver. Sinto que você apostou as fichas, pois eu estava muito longe, e era mais fácil dizer o que pensa por distância. Quando eu me aproximei para te contar que todas essas provas de amor, eram verdadeiras, você não quis mais. E eu fiquei com tanta raiva, com ânsia de vomito, com ódio mortal. Eu não acreditava, e aquele dia me doeu tanto, porque você não era só um cara qualquer na minha vidinha ansiosa, sem rumo. Você era um alicerce seguro, intenso, eu não podia explicar. Mas você foi embora, você quis assim.
Eu ouço tantas historias de amor, que eu não sei até quando é amor o que tanto se diz. Até quando eu preciso de você, e até quando meu coração reconhece isso como amor. Eu soube um dia que a gente estava junto fazia um tempo já e eu deitada do seu lado, vendo você dormir, olhei pras suas costas, lindas, nuas e flagrei minha felicidade. Ela estava ao meu lado sorrindo como uma mãe orgulhosa de um filho que ganha uma medalha. A minha felicidade abriu um sorriso e me abraçou. E nós duas juntas olhamos você dormindo e eu pensei; quero esse cara para o resto da minha vida. Mas você acordou de um sono bom, arrumou as coisas e foi para sua casa, resolver sua vida. E eu fiquei procurando os porquês. Descobri que alguma coisa não encaixava entre nós. Esse pequeno ajuste, essa peça do quebra cabeça que não tinha par para se unir, se transformou num buraco grande, fundo, de onde você levantou as mãos e disse com muita calma e delicadeza; desculpe mais estou fora do jogo. Eu tentei resgatar minha felicidade, olhando no fundo dos seus olhos e ela já não estava lá

Como vai você
Eu sonhei hoje que você estava namorando uma Grega linda e que sua irmã ia casar de novo, não se preocupe, era com o mesmo cara. E os filhos dela gêmeos, que eu nem conheço, brincavam comigo. Eu subia as escadas para te procurar e você estava saindo do banho com ela. Só porque eu adorava tomar banho com você, desgraça!
Quando vi a cena, passei rápido pela porta e ela comentou algo, mas como você é muito elegante (sempre foi, porra), mesmo sacando tudo, disse que não era nada demais. Obrigada.
Quando eu desci as escadas fugindo de vocês dois, senti o pior dos horrores como se meu coração fosse arremessado pela parede e alguém me falasse de fundo que eu não ia mais precisar dele, como no desenho que eu tanto gosto. E eu entendia que você estava muito bem, e que você merece estar bem. Mas eu jamais poderia ver essa cena de novo, então acordei. Acordei com um frio na barriga, queria te ligar, e perguntar se você esta amando, e se estivesse eu ia dizer que sonhei com isso. Depois de desligar o telefone, eu ia dar graças a deus de você morar longe daqui, pois mesmo bem eu nunca ia gostar de te ver com a Grega linda, simpática, aprovada pela sua família que eu nem conheço. Fiquei pensando em você a noite toda, queria saber como você esta, como esta tudo aí na sua city marvelous sob seus olhos que eram sempre notícias interessantes. O que você esta pensando da vida, das pessoas, do futebol. Quantos porres tem tomado, em quais shows tem ido. Só não ia gostar de saber da grega, porque da grega eu já sei!
Eu gostava de te ouvir porque você era bom de papo. Não o melhor papo, muito menos as melhores opiniões. Mas era bom mesmo assim, era engraçado. E sempre tinha um final interessante pra nós.
Que merda.
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