Monday, July 09, 2007
Eu vou aprender a dizer não para todo mundo que me faz ser educada por esforço, por puro ego (meu). Chega de querer ser paciente com suas fofocas mornas,onde eu não sei nem que é a metade de quem você esta falando. E a vida como vai?
Ontem eu aprendi mais uma vez, que o olhar que eu sentia ter sobre as pessoas, minha identificação, meu carinho não serviu para que você pensasse antes de me acusar. E quando a verdade vier,se você não sentir que foi muito escrota e injusta,ai sim,você deve se preocupar, mais ainda!
Eu não quero o mundo pra mim, e nem quero que todos me amem, eu não vou me justificar pra quem não sabe ouvir. Eu tenho mais o que fazer, eu tenho por onde viver, eu tenho há quem abraçar e ontem eu fui muito feliz.
Foi ontem mesmo que eu aprendi pela primeira vez o sentido de coisas que procuro a anos saber. Foi libertador. Eu não quero que você vá tomar no cu, mas também não quero conviver mais com pessoas que tão na paranóia tão grande a ponto de me prejudicar, me engabelar com sua amizade maluca. Eu quero que você se cure, mas não vou te ajudar. A verdade vai vir à tona, mas eu não vou correr atrás dela, isso já me machucou demais. De agora em diante sou mais livre, pela primeira vez não tenho raiva, vivo minha vida e só. É de uma felicidade que eu poderia dormir gargalhando, lembrar de amores com carinho, enfim, você não entenderia.
Eu vou seguir, pois tenho planos, tenho a fúria gostosa da vida louca. A vida foi feita pra mim, e ai de mim se ficar me prendendo a coisas pequenas!
Monday, May 28, 2007

Traduzindo janeiro...
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá pra ti e para mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor
Saturday, May 26, 2007
Thursday, May 17, 2007
Friday, May 11, 2007
Ida

Preciso escrever no silêncio. O silêncio que divide suas parte do espelho que me encara. A outra parte sangrava, enquanto eu olhava aflita ao brilho apagado de meus olhos pequenos; mal abriam, mal fechavam tranqüilos. Dormi muito. Nunca acordei.O tempo ditando os milésimos de destinos e minhas oportunidades voando pela janela, pela janela de madeira grossa, de madeira escura, igual tem em Boracéia. Fingi nada ver, finjo tudo. O olhar desviado da minha guerra particular, interna, secreta, sozinha. E o espelho refletindo que eu não queria ver. Preciso prever o silêncio. Precisei viver. Não pude. Precisamos todos:
O sol queimava a pele, que logo ardente, descamava. Pegaria a estrada, logo estaria no aconchego de meu lar. Meu lar que tinha meu cenário, o espelho e o silêncio. O olho fechado demais, e eu tinha que dar ouvidos a todos que me diziam que o olho era o espelho da alma. Que bobagem, eu pensava. Meu olhar mal via a destreza da realidade,e eu ria de tudo isso. Foram anos numa batalha ingênua, perigosa. Eu me esquivava dela, alucinava, ria, fazia todo mundo rir também. Seduzia a todos para entrar no meu jogo, e as pessoas se revezavam, depois voltavam a realidade. Eu não.
Até um dia que ela descobriu meu endereço. Bateu na porta da minha casa, vestida de preto. Não errei ao dizer que sentia, não via, não havia. Mas ela jamais quis previsão, eu não aceitei. Me armei mais forte ainda,queria vingança. O espelho parou de doer, porque os olhos gastos já não se incomodavam em não enxergar a alma. Pouco queria de mim, pouco me pedia. E o mundo sem alma foi à liberdade mais venenosa que eu já provei. O sol queimava e doía muito, mas logo passava, assim, eu esquecia que um dia já tinha sentido dor. Os cachorros latiam, a casa acordava relativamente cedo, eu podia ouvir o barulho do aspirador de pó sugando a poeira da minha inércia, mas eu, nada fazia. Esperava o sono vir de novo, esperava a noite cair e ia, ao estilo dos olhos de quem não vê, para fuga. A fuga era um pedaço divino do meu dia, as fugas eram de ouro meu chapa. Eu estava ganhando a batalha, seduzia o tempo, o dinheiro, as pessoas, seduzia a realidade. Eram bons momentos, não vou negar. Eu ria alto e olhava pro lado, sempre tinha alguém me olhando e eu pensava; Olha mais, olha bastante, essa daqui que você esta vendo, é quem eu queria ser. Todo mundo acreditou que era eu quem estava ali, e minha malícia começou a me envolver também. Quando nada é de verdade, o silêncio é traidor, então eu gritava. O veneno, primeiro me cegou devagarzinho, tirou o brilho dos meus olhos maquiados de preto, de luto.Depois o veneno me conformou. E então, foi a pior parte. Eu andava no escuro, viva de farsa. Até que cega, não vi o precipício, e cai.
Fui abandonada no túnel que me levaria à razão, o túnel da vida. O pior lugar do mundo, até aquele momento.
Ela veio me dizendo que ganhou o jogo, me ditando as regras, me garantindo que se assim segui-las, poderia me sentir melhor. Eu estava ignorante, assustada. E as coceiras voltaram, por que as coceiras eram o veneno saindo, a farsa passando e tudo isso doía muito, muito, dói até hoje. Dói agora.
Nesta tarde cometi erros, amanhã vou cometer tantos outros, e por aí vai. Mas nesta tarde o ato de cometer, foi terrível. Doeu por um motivo, e eu quero explica-lo: já vejo o brilho perdido, voltando aos meus olhos, ainda maquiados, de preto alegria. Já não temo o espelho que reflete a verdade.
Você sabe de uma coisa? Tenho lutado para saber também.
Friday, May 04, 2007
Caio Fernando de Abreu
Thursday, May 03, 2007
2000 mil anos

Saturday, April 21, 2007
eu

Thursday, April 19, 2007
Aconteceu:
Os olhos não suportariam tanta realidade,por isso resolvi não enxergar.
A realidade, descobri tarde demais. A realidade, a gente muda.Desculpe xuxu, fui tão egoísta e ainda me lamentei de sua perda.Senti raiva de você, hoje sou a culpada.Mesmo sendo vitíma do meu vazio. Ele é muito maior do meu não amor por você que eu sempre xuxu,sempre senti.
"Foram necessários seis acasos para levar Tomas até Tereza,como se,por conta própia, nada o tivesse conduzido até ela"
Xuxu,veja só;encontro tantas coisas nossas, até que tudo poderia ser um bom romance. Até outrora em nós acreditou.Retorna vai xuxu? Me deixa eu te contar o que naquela noite não consegui pensar. Retorna que eu quero me redimir. Não das ofensas,mas das juras de amor.
Wednesday, April 18, 2007
Thursday, April 12, 2007
Madrugada de Janeiro

Onde o destino não previu
Sei mas atrás vou até onde eu consegui
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar
Clareia minha vida, amor, no olhar
“Eu tive uma noite na varanda e depois te vi dormir. Fiquei te observando achando que os felizes para sempre poderiam existir. E naquele momento, foi”.
Para todo o sempre, e eu fui feliz.
Hoje, o peito aperta ao lembrar que eu já fui feliz para sempre, com um homem que para sempre me fez também sofrer.
Ele dizia que não queria me ver triste, que não queria que eu chorasse.
Ele também dizia tanta coisa linda, mesmo não sabendo o que ele estava dizendo.A gente era tão diferente mais em detalhes mínimos, ele me seqüestrava.Hoje os detalhes sumiram e veio a tona o que ele sempre foi.
Eu queria poder saber porque essas coisas acontecem;
Ele veio para minha vida, deixou histórias de cinema americano.
Depois se despediu de um jeito covarde que até hoje, dói
só de lembrar.Ver tal dor matando lentamente tudo de bom que eu via nele, certamente é a parte mais cruel.Ele não me deixou escolhas.
Se eu pudesse escolher, ahhh se eu pudesse, jamais tudo isso teria sido, acontecido.
Na noite em que te conheci, meu destino não queria brincar dessas coisas, de saber seu nome.Mas na noite em que você me conheceu,
Seu destino quis brincar de ser o homem da vez; aquele que machucado, agora quer, machucar também.
Me sai uma bela vitima e sua maldade durou mais do que seu destino gostaria.Eu aposto que ele não era tão mal assim, mas você ao meu ver, gostou desse troço de me incendiar e depois se calar, fazendo do silêncio seu secreto desgosto.E incluindo no seu nó na garganta coisas que você gostaria de dizer ao mundo, e a mim também.
O que você não falou, sempre me doía, sempre.
E o bem que você me fez, aparentemente, nunca foi real meu caro.
Friday, April 06, 2007
Que nunca foi real,veja só...
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Que acabou feito um sonho
Foi o meu inferno, foi o meu descanso
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal
Huummm....
Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Não me esqueça por tão pouco
Nem diga adeus por engano
Mas é sempre assim
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal
Wednesday, March 28, 2007
Não me importo em ver a idade em mim,ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela têm razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?
Ahh tanto faz!
E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?
Deixo tudo assim,não me acanho em ver vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiroa prever e poder desistir do que for da errado?
Ahhh, ora, se nao sou eu quem mais vai decidiro que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.
Ahhh, se o que eu sou é tambem o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...
Sunday, March 25, 2007
Horóscopo do menino mudo*
sobre tudo que acontece acaba evocando
sentimentos paranóicos nas pessoas pró-
ximas. Elas percebem que você oculta
algo,ainda que esse algo, talvez, nada
signifique para elas. O que fazer com isso?
Friday, March 16, 2007
(Em agradecimentos à um covarde)
Chegou a hora de te descongelar. Você me machucou tanto, mas tanto que eu sucumbi. Eu deixei pra lá, e a distância ajudou a te congelar, ajudou a não pensar. Então foi ai, que imagine só, eu descongelei. Você me nutria o tempo inteiro de ansiedade, você me fazia de coisas que eu não queria ser feita, você me machucou tanto, e eu, desnutrida de ansiedade, desabei meu caro. Desabei pro fim do mundo, pro fim da minha existência, fiquei morrendo de sede, da ansiedade cruel que você me alimentava com prazer. Pois então, e ai, foi que morri. Morri, como há muito tempo não morria, morri feio. Morri de vez. Morri de sede e te congelei para não morrer mais. Você foi necessário para minha estrutura caótica, para me manter viva no inferno, mas quando eu morri, meu caro, fui primeiro ao purgatório, onde tudo é uma grande pausa quente, desesperada e que me metia um medo filha da puta, que me fez sucumbir à loucura. Quando você secou minha fonte de angústia, eu sai importuna, atrás de novas angústias, como num vício eterno de ter o coração na mão. Acontece que de você, aparentemente, nada ficou. Eu te congelei lá longe do meu sentimento, algo intocável, seco, onde eu jamais iria tocar de novo. Me enforquei,me alimentei de outras angústias. Todas as avalanches do mundo meu caro, passaram por aqui. E de todos os meus males, eu mirei apenas em você, como minha salvação. Quando você resolveu secar minha fonte, todos os outros males também morreram de sede, e foi ai, justamente nesse exato momento, como na cena do filme, foi ai, onde eu morri. Eu sai correndo,sem olhar pros lados,atrás de outras angústias para voltar a sobreviver,e como num paradoxo chavão,eu nascia de novo,mas nascia para logo morrer. Com você bem longe, com minha fonte seca, senti o pior dos horrores, e também como era horroroso o uso que fiz de você. Quando decidi voltar a viver, decidi também, não mais me matar, como automaticamente fazia, como quando você me alimentava. Resolvi que se fosse para voltar a viver, teria que não pensar em morrer e isso me fez pensar em você.
Então, acabo de te descongelar, você esta distante na terra linda, quente. E eu confesso, te sucumbi.Nós sempre soubemos que jamais teríamos nascidos, um para o outro. Éramos de longe um casal não ideal. Mas, ao mesmo tempo era você de uma forma cruel que me alimentava, para que eu pudesse viver, para poder morrer. Eu te fiz com maestria, você entrou no jogo, como sublime jogador. Acontece que numa overdose de angústia, eu deslizei, pedi mais. Pedi para que você parasse de me alimentar de angustias, pedi para que você fosse meu, assim, só meu, mas sem me matar, para me ver nascer só para morrer de novo.E foi ai que você inesperadamente, covardemente me disse não. Como se seu papel em minha vida fosse apenas me alimentar de angústia, de ansiedade. Como se desde do começo, desde de a primeira vez que te vi, você senhor, já soubesse que eu jamais iria ser sua garota. Logo depois, eu soube também. E quando você se revelou apenas um covarde sem qualidades, eu finalmente entendi qual foi seu papel na minha vida. Agora nesse exato momento, estou te descongelando, estou querendo botar toda a culpa do meu vício por angústias em cima de mim mesma, como se eu me auto-punisse. Ousei a te amar, só para que você me abastecesse de inseguranças.Mas sei que isso só não basta, quando um não quer, bem, você sabe. Você deve saber de sua cota covarde que você pintou em meu mundo. Você deve saber que o uso que fez de doces palavras não foi só apenas, um ato de enganar a menina rebelde e apaixonada. Você teve medo de colocar na sua vida, alguém que jamais seria como você. Meu caro, você teve tanto medo da diferença, que num gesto terrível, me disse adeus, secou minha fonte. E é exatamente por isso que eu estou aqui para te agradecer. Sem sua covardia, eu ainda seria a mesma garota viciada em pequenas angústias, em falsas alegrias, em sonhos que no fundo, eram terríveis pesadelos.Obrigada por tudo que fizeste comigo, o ato covarde, o sumiço absoluto, as palavras baratas e principalmente o virar de costas, o empurrão para o abismo. Sem isso meu caro, eu ainda estaria pelos cantos à procura de um homem assim como você, sem qualidades, para me manter viva de angústias maléficas. Agradeço-te por ter me mostrado que viver de angústia, jamais é amor, jamais é afeto, jamais é admiração. Viver de angústia, como eu vivia ao seu lado, era viver na eterna busca desenfreada da maior doença. E eu não tenho a maior doença, meu caro.
Hoje, eu descobri que viver não é assim. Que amar, não é assim. Descobri que a vida não é a grande doença. Hoje eu descobri, que a coisa mais honesta que veio de você para mim, me libertou: sua covardia cruel. E sabe meu caro, eu não tenho como te agradecer.No entanto,ficam aqui minhas honestas e humildes palavras cheias de erros e um eterno obrigada por ter passado pela minha vida desta forma assim, tão ruim.
Thursday, February 08, 2007
Você
Monday, February 05, 2007
Tuesday, January 30, 2007

Sunday, January 21, 2007
(-Te adoro,mesmo com tudo-nada-nosso-)
Não é o que você pensou
Quando você começou isso
Você conseguiu o que queria
Agora você mal consegue suportar, embora
Agora você saiba, isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar
Você está certo de que existe uma cura
E que você finalmente encontrou ela.
Você pensa que um drinque
Vai encolher você, até você quase desaparecer
E estar no chão, mas isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar
Prepare uma lista do que você precisa
Antes que a morte venha te buscar
Porque isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar
Não, isso não vai parar
Até você se tocar
Não, isso não vai parar
Então simplesmente desista
Tuesday, December 26, 2006
Monday, December 25, 2006
-arroto,falo palavrão pra caralho,tenho o corpo cheio de tattooagens e moro longe. Você teria vergonha de me apresentar aos seus amigos anti-fumantes,caso eu resolvesse fumar meu calton na frente de todos eles,ou caso eu falasse de política e risse de alguma menina que abrisse a boca e falasse um absurdo preconceituoso você teria vergonha de me apresentar para a sua família porque sabe que eu falaria coisas que sinto,que vejo com meu olho fraco-
(so fucking sorry pra mim,ou melhor,so sorry pra você também)
Monday, December 11, 2006
Certos caminhos opostos na era.Gera que gera, e surta.Acabei de provar uma fruta madura, seu gosto de veneno ainda não me permite voltar.Eu já quis seu perdão para minha imaturidade, mas não vou avançar sem saber o que estou fazendo apenas por amor.Não. Aquilo tudo vira um saco de amontoadas idéias pagas de que um dia eu poderia ser a garota dos seus sonhos.Uma doce ilusão de duas pessoas perdidas.E como os outros gostam de você.
Frágil instinto; Um dia o peito vai dar leite e aí o mundo vai parecer ter salvação.Uma barriga, um futuro.E agora um monte de oba-oba a procura de claras intenções de suprir tudo aquilo que sofremos quando saímos e lotamos a cara de cerveja.Maldito dia que eu te fiz chorar, achando que ainda era mulher, não menina rosa.Azul, violência, Amarela prata.Eu quis atenuar um bocado de explicações para justificar esse momento.Quanto sofrimento para alguém que eu disse que amei.Suposições baratas.Levo agora minhas respostas no bolso e meu vomito congelado para quando eu tiver fome e quiser comer algo saudável.
Certos caminhos opostos na era.Gera que gera, e surta.Acabei de provar uma fruta madura, seu gosto de veneno ainda não me permite voltar.Eu já quis seu perdão para minha imaturidade, mas não vou avançar sem saber o que estou fazendo apenas por amor.Não. Aquilo tudo vira um saco de amontoadas idéias pagas de que um dia eu poderia ser a garota dos seus sonhos.Uma doce ilusão de duas pessoas perdidas.E como os outros gostam de você.
Frágil instinto; Um dia o peito vai dar leite e aí o mundo vai parecer ter salvação.Uma barriga, um futuro.E agora um monte de oba-oba a procura de claras intenções de suprir tudo aquilo que sofremos quando saímos e lotamos a cara de cerveja.Maldito dia que eu te fiz chorar, achando que ainda era mulher, não menina rosa.Azul, violência, Amarela prata.Eu quis atenuar um bocado de explicações para justificar esse momento.Quanto sofrimento para alguém que eu disse que amei.Suposições baratas.Levo agora minhas respostas no bolso e meu vomito congelado para quando eu tiver fome e quiser comer algo saudável.
Friday, December 08, 2006
Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.
Texto extraído do livro "Primeiras Estórias",
Wednesday, December 06, 2006
ceninha-2
Êta laia, vai chá de boldo ai?
Não pai, brigada, quero água mesmo.
Pega aqui, ó, tem gelada.
Brigada pai.
Noite longa, hein!?
Pois é, nem me fala...Pai?
Oi filha, o que você quer?
Eu vou lá pai.
Vai onde cacete?
Na casa dele.
Ah não Dorinha, de novo não filha.
Eu vou lá pai. Preciso resolver algumas coisas.
Cê tem noção de que horas são agora?
Foda-se preciso ir pra lá.
Bêbada deste jeito?
É pai, ou vou agora ou vou explodir.
Caralhooo, só não vai me perder a cabeça.
Saiu de casa ainda no comecinho da manhã pegou um ônibus até a casa dele.Chegando lá não lembrava o número do prédio e aquela espelunca não tinha porteiro. Ligou pra Luisa que atendeu ao telefone depois de muitos toques e disse: Oi Lú, é Dorinha, qual é o número do prédio do Dario?
Que?! Dorinha? Cê tem idéia de que horas são?
Tenho Lú, vou falar com ele agora meu. Vou subir lá e dizer que ele não pode fazer isso comigo.
Ta louca?! Aonde você esta?
Começou a ficar nervosa ascendeu um cigarro e disse: caralho já to aqui. Tô na frente do prédio, mas não sei a porra do número. Qual é a porra do número!?
Ai, merda você ta bêbada...é 23, não tenho certeza. Perái Dorinha tô indo pra aí.
Luisa morava perto da casa de Dario, o que sempre foi útil, de certa, forma ter o namorado e a melhor amiga envoltos nos mesmo quarteirão.
23. Ela tocou a campainha insistentemente depois de tentar o celular que ele não lhe atendera, então ele abriu a porta e saiu correndo. Ela subiu rápido. Chegando lá , a porta já estava aberta,mas ele não estava na sala. Luisa chegou logo em seguida, sentou-se na sala aguardando a amiga que estava no quarto berrando.
Fala comigo!
Falar o que?! Você é doente, eu tô com sono, quero dormir e não tenho nada pra te falar, você sabe disso. Que merda você esta fazendo aqui!?
Quer merda você esta fazendo comigo cacete! Não acredito que vai acabar, não pode ser, você não pode estar falando sério? Você me ama.
Não, você esta errada. Eu não te amo mais. Você conseguiu destruir todo o amor que eu tinha por você. Você acabou com o sentimento mais bonito que um dia eu senti. Vai embora daqui porra, eu não quero olha pra tua cara, me deixa dormir!
Dorinha ficou parada olhando pra ele deitado se recusando a olhar pra ela. Começou a chorar dizendo que ele estava fora de si. Começou a tremer e se desesperar a tal ponto que se ele a olhasse ia pedir em casamento, de dó. Mas ele não olhou. E ela segurou tantas coisas que queria falar, mas que de nada adiantaria, que resolveu ir embora... saindo do quarto olhou os quadros na parede e escolheu um. Pegou o quadro tacou em direção a cama onde ele estava deitado. O barulho do vidro foi forte para um sábado de manhã. Luisa deu um berro da sala e correu pro quarto.
Caralho Dorinha, vamos embora meu, vai...pegando do braço da menina.
Esse filha da puta! Esse escroto! Eu vim aqui resolver tudo! Você é um nojento, sem coração. Eu te odeio!
Isso Dorinha, falou calmo. Eu sou tudo isso, agora se manda daqui.
Todos foram a caminho da porta Dorinha chorava que parecia que ia derreter, Luisa estava assustada. Na porta do prédio dele, Dorinha chorando gritou bem alto: Seu filha da puta e meteu um murro na cara dele.
Ele gritou: vai se foder sua maluca sai daqui!
Os dois só se esqueceram que a porra do prédio não tinha porteiro e que a vontade de nunca mais se ver teria que agüentar a gentileza de Dario que acompanhou as meninas até a porta para poder abrir o prédio. Dorinha se deu conta disso no caminho, e para não terminar a façanha desse jeito amistoso, quando ele lhe abrira a porta Dorinha deu mais um murro na cara dele. Esse sim! Bem apanhado, na mira, redondinho. De acordo com uma briga de namorados.
Ceninha
Te conheço muito bem, você foi o filha da puta dos meus sonhos, aprendi a bater uma com você, mas agora já era, a menininha já era, você também envelheceu, olha pra cima porra, tudo mudou!
O que aconteceu com você? O tempo passou sim,mas você mudou demais, vem pra cá...a gente era tão bom junto...vem cá vem.
Não! Me larga Léo, sai daqui vai, você esta bêbado, já esta tarde, vai pra casa porra!
Odeio me lamentar! Odeio cacete! Você me faz lamentar, eu vou pra casa sim, te odeio você é uma vaca...Léo colocou as mãos no bolso e disse: tá vendo isso aqui!? Mostrou as chaves do carro, de casa e seguiu: isso aqui poderia ser tudo seu. construí,mudei de casa por que pensei que a gente ia ficar mesmo junto.
Léo, tá ridículo isso, sério meu, vai embora.
Pegou um cigarro,Léo tirou o isquero do outro bolso e disse: posso?
Ti fuder Leonardo,vai embora! Disse ela empurrando o braço dele.
Vadia! É isso que você é uma vadia!
Porra.
Léo finalmente vai embora, a garota sentada no balcão, olha pros lados pra saber a cor do escândalo. Mas o bar não estava nem ai, naquele lugar era tão comum briga de casal quanto cerveja quente sexta a noite.
Foda-se disse ela, encontrei alguém melhor que esse filha da puta controlador. Arrumou a bolsa, pagou a conta,ascendeu mais um cigarro e atravessou a rua.
Nessas horas é bom mudar de bar.
Monday, December 04, 2006
Escrevo por doença mesmo.
E para que cada dia da minha vida,vire uma memória.
Portanto, não me venha com idéias que servem apenas como deculpa para que eu conheça seu trabalho que é uma cópia barata do fonseca,ou do bukowisk. Eu não quero tomar choop com você.
Obrigada.
Sunday, December 03, 2006
Esse foi o primeiro ano da minha vida sem você. Quando tudo aconteceu foi assim: eu me juntei de bons amigos, e me mandei pro Rio de Janeiro. Fiquei onde você ficava e fui atrás do que você fazia, fui sentir como era o que você gostava e entender mais de você. De como estava sua vida no fim dela, sem mesmo você saber. E eu adorei todos seus lugares, e achei o máximo quando me reconheciam como sua filha, foda-se Freud, eu tenho um puta orgulho de ser parte de você. O Rio a cada dia que passa, continua mais lindo...mesmo com tanta decadência. O Rio foi o lugar onde a gente te eternizou, não foi o lugar onde você nasceu, muito menos o lugar onde você mais freqüentou. O Rio não foi sua família, nem sua salvação. O Rio passou na sua vida e seu coração se deixou levar,assim diria já a música. Parece que foi feira para vocês dois; você e o a cidade. Dia quinze agora, você completaria mais um ano de vida, e quem diria que a um ano atrás, tava tudo tão turbulento que eu esqueci de te dar seu último parabéns.Mas sabe, certas coisas vão em paz. E eu entendo profundamente, e vou chorar eternamente de saudades e também por que eu queria terminar de te contar: pai, eu entendo todo seu amor por aquela cidade, eu fiz questão de jogar suas cinzas naquele mar, por que é lá que você gostaria de estar. É onde eu vou querer estar também um dia. É onde eu entrego as flores e vejo meus amores, e além de tudo, é o seu lugar, não?
Amo-te muito.
Com saudades, Isabel
Friday, December 01, 2006
(e você é bom nisso rapaz)
As estreitas fardas da vida que conjugava o verbo mais -fato- que vivi,não sufocou naquele momento nato. E era outono, bem outono que nem na fotografia, mais outono seria. E na cabeça das pessoas, as pessoas não faziam. Tinham muitas almas caras e sorrisos extensos, era além. Era algo do frio do outono que depois ficou gelado de corpos que andam querendo mais chegar do que refresco. Era meu mundo girando alto, batendo um coração muito do acelerado.Muitas coisas das quais não consigo lembrar a sensação, mas a nostalgia do cheiro, é pra sempre.
As vezes quando a realidade me seqüestra, eu tiro os óculos, recuo lento para um lugar onde minha visão é rara, e as vezes isso me salva de você. Mas seu silencio um dia ainda estoura meus tímpanos. As vezes quando chove -eu não consigo dormir-, como se o barulho da chuva me chamasse pra correr na rua, mas eu estou de pijama.
Eu estou querendo me molhar.
Ou você me pega de jeito,ou me deixa ir...
Wednesday, November 15, 2006
E olhava todo dia a linha do mar
Ele só quer escutar o que ela quer dizer
Ela sabe do desejo o seu coração
Aí ela disse: vai querer?
O menino esperava sua mulher chegar
E olhava todo dia em cima do mar
Ela só quer escutar o que ele quer dizer
Ele sabe do desejo do seu coração
Aí ele disse: por amor, ou por besteira?
Tão bom morrer de amor, e continuar vivendo
Wednesday, November 08, 2006

The motorcycle boy reigns
(Se a pessoa tem um olhar diferenciado da realidade, não significa que ela seja louca. Mas ter este “olhar” pode levar a loucura.)
Dessas pessoas que nascem do outro lado do rio, no filme errado, papel principal da peça outra, dessas que tem capacidade para fazer tudo, e simplesmente não consegue escolher o que fazer. A sutileza do olhar em preto e branco e o universo que se desenvolve na alma que tem o tamanho do céu. De mim e de você. É só eu, e você. De entrar na sala e na parede, colorindo o ambiente, toda a matéria. Toda minha resposta.
Depois testar o viver, depois testar seu amor, depois conciliar que as pessoas se vão. Depois querer que você fique, e dormir chorando porque você se foi.
-Impossível passar por essa vida sem essa -os meus atos me assustam; de sentar na cadeira e olhar fundo em seus olhos e finalmente concluir; eu não queria ser assim. Desses que dizem: “reze para não ficar assim”, e o menino apaixonado dizia, quando eu crescer vou ser igual a você; não queira rapaz, apenas boa noite, e não queira.
Hey Susan, você não me contou tudo. Se os peixes de briga estivessem no rio, eles iam matar uns aos outros? Por que você não os solta para ver?
Deixe que sigam, deixem os selvagens em paz.
Monday, November 06, 2006
i.crozera
A crise parecia não ter fim. E a menina já estava virando mulher e nada de supera-la. Tinha dias em que ela sentia que flutuava, e a crise teve todo um lado poético e de inspirações, então ela ia embora e a menina demolida, começava de novo a se reerguer. Passado um tempo, a crise voltava; nem mais forte, nem mais fraca, mas a menina desmoronava tudo outra vez. E seguia de promessas de mudanças, e contia o choro e segurava as lembranças. Até a crise seguir rumo deixando novamente a menina em cacos. Pronta pra outra. Toda hora, todo momento bandido a menina tinha exatamente que estar pronta pra outra, era mesmo muito confuso. E ela passou a não saber mais lidar com isso. Igual aquela tarde em que ela tratou mal a pessoa que ama, igual a uma discussão que não tem fim. Pensou que era muito difícil gostar de alguém como ela gosta. Ela conta que estava do lado dele e era tudo tão carnal, uma química de dar choques uma coisa louca, deixavam ambos fracos, e mesmo assim, tinha horas que ela desejava se afastar dele, mas os encantos dos beijos dados e dos apertos e de todos os banhos suados tomados e costas, tudo, não deixava que ela ali se afastasse. Depois voltou pra casa. Reparou que todos os e-mails mandados por ele, tinham sido salvos, deixou os afazeres de lado para reler tudo o que já tinha sido dito e viu que talvez antes era tão mais lindo o jeito dele lidar com ela, que se assustou. Ficou mesmo muito triste e reclamou pra todo mundo do amor. Depois foi ao encontro dele, lá longe, muito longe para uma menina sozinha ir. E disposta a contar tudo o que sentia, ela se calou. Ela se rendeu e se calou e eles novamente foram um do outro e quando ele virava as costas, todas as dores voltavam, e ele tinha umas costas lindas, uma coisa louca. A menina quis chorar, mas não houve. Ela se calou, como nunca havia se calado antes e bem desconfiou que parte do amor que sente por ele, é cenil, é de pedra. Ela teve medo e ao mesmo tempo encanto em ver como ele mexia tanto com a menina que tanto gostava de falar, de expor amor, ódio e dor. Ele a fazia calar. Era raro, era de fogo, era imensamente perigoso e ela cegamente, com medo, obedecia. Nada foi dito, ela voltou já com saudades do menino, e novamente releu o que ele já tinha escrito para ela, e novamente pensou que as coisas não eram como antes. O menino mudo quer que todo mundo se cale também. Chegou a pensar que isso não era nada justo, mas ele a abraçava de um jeito tão homem, tão protetor, que ela o olhou com olhos de poço e pensou; quero isso pra sempre, mas não posso me calar. E o embate fez com que ela seguisse na dúvida e outros meninos-homens surgiram depois dele, mas nenhum o fazia. E sabe, não tinha mesmo jeito. Mas as coisas precisam ser ditas, o menino não pode seguir mudo no intuito de calar ela também; a menina segue no rígido impasse de gritar, ou calar ao lado dele.
seria uma oportunidade irreal que a menina por tanto tempo andou envolvida.
aquela vida que não altera, a não ser sua mente que já esta fraca.
a menina que batalhou demais para não sair por ai concretizando loucuras
a menina que não gosta de dormir com o barulho da chuva
mas adora quando venta e parece que o mundo vai explodir
estavamos no auge de nosso encanto.tudo era muito bom, aparentemente]
e as coisas,como dizem por ai,levam tempo para se realizar
e quem me dera tudo poder realizar; a vida longa e saudavel e uma saudade absurda que arde no peito por alguem que não existe mais.
sabe, eu sinto que a vida continuou com a sua presença,mas quando eu sinto que isso é impossível,ai que eu choro.
eu tenho altos e baixos; dias e dias. inseguranças infinitas
e uma marcante caracteristica de não saber calar os sentimentos
e todos os outros atos neles envolvidos
as coisas adoram acontecer em momentos esquisitos
adoram.
acontecem devagar e no auge da esquisitice aguda,
pronto: ela acontece.
mas sempre que no dia seguinte se lembra, já faz um sentido
a gente pensa com muita calma
a gente pensa lerdo demaisas coisas demoram pra serem entendidas
As coisas da cozinha com as coisa do banheiro, se virava para pegar o vinagre e acabava misturando com desinfetante.
O homem pegou o trânsito e chegou em casa com dor de cabeça, e muito do chateado pois o radio não informou para ele se a rua de seu destino estava parada.E estava tudo parado.
E o destino do homem, quem sabia?
Enfretamos por um lado um grande recesso da vida. Impomos regras ditamos e cuspimos leis, e não gostamos muito de papos cabeça. Incluímos nosso contidiano como a labuta da vida e simplismente sofremos por coisas nada. Até a vida falar em alto e bom tom que é chegada a hora de dor, de lágrima. Então, o homeme sem destino chora e anda por ai. Até que volta a rir tudo de novo, numa tacada de imensa felicidade, e vai mesclando uma com a outra, ate a hora de ir embora, pois a vida não tem muita paciência, mas o homem não sabe disso.
Eu não quero encontrar apenas respostas
Eu não quero fazer com que você se sinta inseguro
Eu não quero ir até a porta e ter vergonha de entrar
Eu não quero seu sucesso
Nem meu coração desparando por coisas nada
Eu não te quero mais
Eu não me quero asssim
Eu preciso de ar quente e casa na praia
Eu preciso mudar o cabelo e trocar de mini saia
Eu quero beber cerveja olhar pra ela e tudo bem
Eu não quero que vc me sirva de remédio
Eu não quero ficar louca
Eu não posso
Eu não quero uma vida igual a de vocês
Eu não preciso de você pensando em mim todo dia
Eu não posso mais te querer
Eu não confio mais em você
Eu quis te ver apaixonado
Eu quis sair bem desta historia sangrenta
Eu não fiz de tudo por amor
Eu sonho com ele vindo de mala e cunha
Eu sonhei um dia em ter o homem doente por perto
Eu sonhava
Eu desaprendi tudo
Eu não quero mais você como amante
Eu preciso de alguém que mora longe
Eu sou incrível
Ele é mais
Eu sou imprevisível, ele até demais.
Eu sou uma errante
Ele é todo certinho
Eu sou estravagante
Ele era mauricinho
Eu sou metida a inhé
Ele já se cansou desse papinho
Ele me abraça e fala bom dia/eu disfarço minha máxima alegria
e o seu maior sonho de consumo é sofrer um enfarte em angra e ser resgatado pelo helicoptero da amil,já que pagam tão caro o plano de saúde.
eles assinam pewperview, comem lagosta e votam no alckimim.
isso não teria problema algum se eu, garota esperta, 23 anos de asfalto, não me apaixonasse por um desses.
nos dias em que ela acordava assim
os pensamentos na velocidade da luz
a maxima vivida em menos de um segundo
um fria na barriga
agora já são dois
logo,logo perco a conta
pés gelado,mão suadas
gelo nas extremidades
vai acontecer
e agora
já era
eu vou morrer
mas eu não morro.
eu sobrevivo, é incrivel,um milagre,vou rezar.vou olhar pra cima e agradecer a alguem.num sei quem,num sei mesmo.nunca acreditei.mas estou viva, ia mesmo morrer; o corpo disse,é agora!a mente confirmou,eu acelerei.
olha aquele cara falando,olha como ele ai eu ups ele
olah olha olha olha caralho
ele
eu
frio
barriga
eu me encosto minha garganta fechou faz três segundo, e nada deu morrer
é incrivel,sou imortal
dai de novo
e de novo
e mais uma longa vez.
dessa você não me escapa
eu não te escaparia
vem logo
mas é mentira
me deixa em paz
-eu pedi-
mas ela num quer, num deixa e eu penso penso penso penso
parei,vou entrar em surto
tudo de novo isabelvolta pro fim dafila que seu panico tá de volta
Sunday, November 05, 2006
como por exemplo; toda vez que eu vou ensacolar as compras no supermercado, tenho que por dois saquinhos para os produtos mais pesados. fico pensando que tão mais fácil seria fabricarem saquinhos mais resistentes.
ou então, outro caso, planos de vida de toda mulher:
ter um namorado e uma boa pinça. então outro dia uma amiga minha rebateu a tese, solucionando tudo em uma frase; "na casa do meu namorado tem uma pinça otíma"
e eu fiquei com inveja.
(mas se tudo na vida fosse possível; ter uma pinça boa, um namorado bom, saquinhos resistentes isso aqui meus caros seria o paraíso na terra.
eu pouco me importo com a gordura trans e meu time de futebol-mentira-.
mas te juro que não queria ter barriga)
Thursday, October 26, 2006
,
Tanto que vinha luz
Tanto que era muito e eu não suportava.
Tanto que fazia minha vida criar essas vírgulas jamais vistas.
Tanto que como muitos, eram freqüentes.
Tanto que não podia fechar a mão, e eu, apertava forte.
O quadro fazia.
Era tanto, eram todas as coisas que até no armário não cabia.
Uma luz, uma velocidade que não há ar que agüente.
Você, na imensidão. Eu na intensidade.
I.Crozera
Wednesday, October 18, 2006
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver
Eu pensei: que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar
Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás
Por que será?
Vou pensar
Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva...
Não sei mais
Se tu quer, como sonhar?
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso porque diz mais
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez, se tem que durar
Vem, renasce do amor dentro de lágrimas
Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?
O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber
Claro de um trovão
Se alguém depois sorrir em paz
Só de encontrar
Saturday, October 07, 2006
Thursday, October 05, 2006
crozera
Colocaram um rosto, e um corpo, colocaram também. Colocaram as asas que pulariam daquela varanda e colocaram um sorriso discreto nas asas de quem não quer voar. Fiquei preocupada. Colocaram tantas historias, suporam tantas idéias e fórmulas novas, fiquei preocupada, de novo. Mas a preocupação era tão boa, fantasticamente boa, cheia de encontros feitos de plumas num céu quente de uma outra cidade que ao mesmo tempo que oferecia tudo,oferecia você também. Não me leve a mal, por favor, não me leve a mal.Mas não vai ser isso que vai nos aproximar. Eu adoro seu jeito educado e odeio que você tem tanto pra falar e não se expressa nada bem. Colocaram meu rosto diante do seu e a gente mandou bem. Depois foi cada um pro seu canto e eu como de costume, desci a lenha nesta fogueira onde só quem queimava, era eu mesma. Você estava lindo olhando o fogo, mas não respondia. Você quase se escancara e me mostra coisas que jamais queria que eu visse.Mas eu nunca vejo, você é bom nisso. Colocaram seu corpo sobre meus olhos, assim, bem de pertinho.Eu quis te engolir.Pensei em todas, te juro, todas as possibilidades de te ter, mas você, de novo, não respondia a minha altura. Você quer se mandar, mas não fala. Você quer me ter, mas não fala, você já tinha um grande amor e eu não soube. Você acabou de encontrar alguém e não me contou a novidade. Eu estou vendo com aquela dificuldade. E fazendo cursos intensos de interpretação a casa contato com você. E eu já tive essa sensação ontem. E hoje e amanhã e eu já vivi isso. Colocaram você de novo na minha frente e eu te empurrei, pensei comigo; que viagem, isso não vai dar certo, mas você falou bem baixinho, bem devargazinho com seu jeito todo educado; vem comigo. E eu fui. Mergulho de cabeça, planos e baixarias, estou com você. Então, colocaram a gente mais longe e essa doeu mais. E os meses se passaram e você foi seguindo a outra estrada, aquela que eu não vou estar no final.E eu te esperando com asas sorrindo e dizendo pra mim mesma; que incrível.
Você só esqueceu de avisar que eu estava sozinha nessa camarada.
Wednesday, October 04, 2006
crozera
Fazia tempo que ela queria reformar o quarto. O quarto que ainda mantinha seus pudores adolescentes e onde mais tempo ela costumava ficar quando estava em casa. E sabe, muitas vezes ela estava em casa. Pensou em pintar as paredes, colocar um lustre bem chique e outro bem hippie para dar um contraste que em verdade era tudo muito ela. Queria tirar dali tudo quanto era escrita, e frases já superadas de outras fases. Queria por mais prateleiras, queria dormir cercada de livros, talvez uma coleção inteira de Vinícius, ou Gullar queria por novas fotos e tirar velhos recortes de um armário abarrotado de roupas. Queria que seus olhos tivessem uma solução, ao invés de colocar a televisão tão pertinho do rosto, mas tão pertinho que ninguém acreditava como ela conseguia assistir e viver com o calor daquele aparelho em seu rosto, o que de certo lhe dava a medida do tédio. Queria também por cortinas pretas, bem pretas para que o sol não invadisse como ele sempre tem feito ao longo desses anos, apesar de que isso nem de longe chegou a ser um grande incomodo. Queria um quarto maior, quem sabe um banheiro só dela também. Queria uma rede preta, uma vez lhe falaram da tal da rede preta. Ela lembrou de quando era criança e perguntou pro moço que vendia redes, se ele tinha da cor preta. O moço rio da cara dela e anos mais tarde a tal da rede preta apareceu muito longe dali, mas ela já se deu por satisfeita ao saber que o vendedor de redes estava sendo um pretensioso ao rir do pedido dela.
Mas as pessoas riem, elas acham totalmente engraçado muitas coisas; meu quarto,meu jeito de falar, de vestir e dizem num tom bem blazê : “ai só você mesmo,viu” e a menina um pouco se importa sim,afinal ninguém é de ferro.
A gente podia parar um pouco, né?
Fazer com que certas coisas voltem de um jeito bem sutil quando vão pra voltar, de novo.
A gente sente muito. Eu sinto muito.
Outro dia mesmo eu estava comendo, sentei na mesa o almoço estava lindo,todo colorido bem ali e não foi nada real. Eu explico: eu estava com o garfo e faca, uma faca bem afiada que serve pra cortar carne, então foi ai que algo me chamou atenção na televisão e como ela estava bem baixinha sei lá eu por que, eu me aproximei dela para ouvir melhor a notícia tão importante que agora nem lembro mais. O fato é que quando voltei para terminar a comida, sentei na cadeira e não entendi mais nada. Nada mesmo, olhei primeiro pra faca, depois pro garfo e não consegui se quer imaginar o que aqueles dois braços estavam fazendo segurando tais talheres. Então olhei pra comida e tentei supor quem estava comendo aquilo, e era eu mesma. Eu sabia, mas não conseguia sentir que eram aqueles meus braços que manipulavam aqueles talheres que cortariam a comida que entraria na minha boca. Até a boca não era minha, os dentes muito menos. Meu estômago parou de querer aquilo. Larguei os talheres dei um impulso pra trás num ato de susto e medo.E meu coração disparou se cagando de tudo isso.
Dizem assim; eu tenho desrealização. Não me pergunte como isso acontece, o porque disso acontecer, não me pergunte o que eu não sei.
Mas o fato é que desde de pequena eu confronto o espelho desta maneira injusta. Eu olho, olho, olho bem fundo e não acredito que aquela imagem que ele reflete é minha, então eu pulo e faço gestos e tenho vontade de quebrar num soco porque eu nunca consegui sentir uma única vez, que ele de fato me refletia. Isso é um prato cheio pro meu psiquiatra; ele adora a acha até poético o jeito que eu defino minhas emoções e sensações pra ele quando vou ao consultório.E eu adoro ouvir que mais gente também tem isso. É um alivio saber que lá de dentro do meu quarto, aquele mesmo, que precisa ser reformado, eu não sou a única.
E as pessoas, essas mesmas que riem e que falam que só eu pra fazer tal coisa, onde elas se escondem quando sentem medo? Eu sou do tipo fácil, fácil pra sair correndo com dois megafones dizendo que eu to com pânico, que eu sou a louca da vez.E as pessoas acham bem bonitinho.Mas e elas? Eu quando vejo alguém centrado e organizado fico toda boba admirando como tal pessoa consegue levar esse tipo de vida. Acho realmente lindo. Acho bem bacana uma coluna retinha que acorda as sete da manhã, que trabalha desde de os 16 que já namorou 3,4 vezes.E que sabe a hora de ser paciente.
Já a minha cabeça parece uma anarquia. Todo mundo ali dentro faz o que quer, e principalmente todo mundo ali dentro adora pensar, pensar, pensar e não agir. Eu fico puta da vida com todos eles, fico toda hora relembrando que existem coisas a terminar, horários e pessoas que não podem ficar na mão, por minha causa. Mas eles são uns egoístas. Fazem somente o que querem e quando querem. E sofrem por isso também:
Tem vezes que minha cabeça para.
Para ou entra num surto. E eu fico angustiada com quinhentos mil pensamentos transtornados a toda hora. Tais pensamentos, afobados pra saírem da minha cabeça fazem do meu corpo uma vitima fatalíssima e então eu não me suporto sentada, ao mesmo tempo em que toda a luz e as soluções aparecem como uma descoberta na velocidade da mesma. e depois vão embora sem deixar rastro algum. Então o medico diz; toma um calmante quando for assim. E eu resisto a isso. Pelo meu próprio pensamento eu resisto. A gente passa a vida inteira procurando o sentido de ser quem é e o porque de acontecer tais coisas com a gente e eu sou nesse assunto, sou uma grande pensadora. A todo momento estou interrogado e botando a vida na parede pra ver qual que é.e me parece que esses meus surtos, que a gente aqui na terra chama de síndrome do pânico,tem todo um sentido pra mim. Como se com a vinda dele, eu renascesse de novo em alguns pontos que morrem durante o cotidiano normal de acordar cedo e ter a coluna reta. Mas mesmo assim eu sofro em telo e é claro que eu não gosto de sofrer, pelo ao contrário eu odeio. Mas mesmo assim no fim do túnel tudo o que me acontece, e já me aconteceu tem uma cara de vida vivida, e sabe, eu não posso mesmo encobrir a beleza disso.
Tuesday, October 03, 2006
eu juro tudo errado
mas tudo errado.
eu juro que eu me sentiria orgulhosa de contar nossas histórias a todos que quisessem ouvir, de como tudo que aconteceu com a gente, foi coisa do destino.
eu levantaria nossa bandeira,pode crer.
eu incetivaria meninas inseguras/ abraçaria bem forte um menino na dúvida e diria pra ele acreditar.
eu patrocinaria tudo quando é casal que estivesse na mesma situação que estavámos.
(eu juro tudo errado).
eu vou contra todo meu destino esquerdista boemio.
tudo isso por que eu queria você,
mesmo sabendo que a cada discussão ideologica eu me perguntaria quinhantas vezes que raio estou fazendo do seu lado, e por que eu não fiz tudo ao contrário.
que seja qustão de tempo
e que eu possa jurar aos meus netos que coisas bestas assim,acontecem.
e que eu pare de fantasiar
pare
pare
pare
já
Friday, September 29, 2006
Eu tenho a força?
-a força secreta daquela alegria esquisita-
você sabe que as pessoas vivem falando assim mesmo pra mim: "você é muito forte","você consegue!","a maestria com que você se ergue é incrível".e isso foi por um tempo muito bom de ouvir.mas depois não. em nenhum momento eu dúvida do verdadeiro carinho e das honestas palavras de "consolo" que essas pessoas querem me passar,mas por outro lado, as vezes me soa muito cômodo dizer que a força esta comigo.e eu realmente não entendo de onde todos veem essa "força" que sai de mim. eu mesma me acho uma fracota,até tatooei a palavra força pra ver se me adiantava algo. eu sou mesmo muito capaz de jogar tudo pro alto(e muitas vezes já joguei mesmo),sou capaz de passar o dia chorando comendo chocolate de baixo da coberta e as pessoas ainda insistem em me empurrar a tal da força,como se no ato delas falaram que a tenho eu me orgulhasse disso e assim desprenderia de mim em um ato heroíco uma imensa força capaz de mudar o mundo.balela.as coisas não são tão fáceis pra mim.eu seguro um rojão e engulo três pra dentro, e isso é ter força? ou ter força é perder a pessoa mais importante da sua vida e continuar a respirar? isso não é força,isso é instinto de sobrevivência.e nós como humanos,damos um lado todo sentimental a um instinto,na verdade, pré histórico.
E como se não bastasse eu ouvir religiosamente que eu tenho a força,a vida parece também acreditar nisso.e anda colocando inúmeros obstaculos em meu caminho para que no fim das contas eu ache o tal pote de ouro.o que ela quer de mim? eu canso de dizer,é realmente um ato honesto; eu não tenho a força.mas se a vida não acreditar nisso,ou me por esses tais obstaculos para que assim eu possa criar a tal da força,eu realmente confesso que estou de saco cheio de batalhar.to com uma puta preguiça de tentar ser feliz,de virar pras pessoas que eu amo e dizer que eu preciso delas,de falar com uma amiga que eu acho que ela vai se fuder, levantar cedo e ir pra faculdade,eu to de bode com tudo isso,e ainda me falam que eu tenho a porra da força.
mas parece mesmo que a tal da força irá me perseguir até o fim, como um fantasma que assombra uma criança no castelo mal assombrado.ou então a tal da força quer brincar de esconde esconde e fica bem atrás de mim fazendo com que só os outros a vejam.
pessoal,um aviso pra vocês; eu não tenho a força.e que isso fiquei bem claro.
I.Crozera
SÃO JORGE
.quase não consigo acreditar em nada.quase são 7 da manhã equasetudooqueacontece tem sido sem equilíbrio.minha vida é isso.tem sido assim.e assim estou cá.eu cá ali; de lado, envergando minha rala visão,quase que nada.e tem horas que eu preciso ver.então me deitoeentro na bolha que é melhor do que abrir a porta e ver que a realidade me doi.eu odeio ver como a vida é difícil pra mim.tão ruim nas coisas tão mais simples até fúteis,até da medo de pensar porque me comporto assim.o ruim é ver alguém tão semelhante e tão mais disposto.parece que eu não sou daqui.e quando eu entro no mundo de verdade a realidade me ataca cruelmente e sem sentido,pois a vida,no talo; não tem sentido algum.talvez eu vagueie amando do impossível,tomando tropeços das coisas de verdade,onde nada é permitido pra mim.
-é incontrolavel-
é quase com ritmo. com coração. com lágrimas que me saem toda hora. tímidas no canto esquerdo do rosto vencido. fazendo eu relembrar de tudo almatoquetransversal.é incontrolavel como me sintosimplismentetremor.das coisas mais raras eu lhe garanto;tudopassaporaqui.
encosta
encosta aqui pra sentir tudo de pertinho.
pra onde você foi? você também mora aqui.
não.
encosta de novo,deixa que eu encosto então.me procuremeliguemeresponta.não me deixe ficar surda no silêncio.
eu não sou surda,sou cega.
você me encosta agora,ou desgruda pra sempre,porque ainda você não me viu completa.
eu mando.eu amo mandar em tudo.
é meu dever,encosta logo.
Friday, September 22, 2006
Isabel, a pentelinha
prevendo o futuro
E ainda assim foi incrível.
Mas acabaram por se afastar, uma pena.
Um desperdício de corações, de sensações, de amores e de ilusões.
Mas olha, ela ainda sonha com ele.
E ele ainda pensa nela ..."
Wednesday, September 20, 2006
isabel-crozera
Eram muito dos tendenciosos os frutos dessa contradição. E eu, que tava com tanta dor de cabeça, insisti nessa historia mesmo sabendo que nada disso foi possível um dia.Mas isso eu conto depois.Agora falarei das novas propostas de vidas instaladas no mundinho ploft de my granada
Uma relação entre as dádivas e os peritos que pensam traduzir meu certo;
Algo como entender o que se passou em 1659, logo após o incêndio que matou aquele cara.
E as coisas mais supostas que aconteceram naquela noite de descobertas
Teve um plâncton que salvou o mundo, disse adeus as coisas fúteis, viveu de dividas e alucinou.Depois, contou toda a historia com magia e sedução que pessoas ateias não são bem assim.Logo que foi dormir, as coisas ficaram tão maduras que já não pôde mais sonhar, e era tão fácil ver o ritmo das ações elevadas que seus critérios tinham ficado macio e tudo quanto era tara,trava no penhasco das glorias umedecidas por todos nós, sonhadores de meia tigela.
Tive um pânico modificador de pensamento como se algo maior que uma autoridade me prendesse e me acalmasse para depois tentar modificar os pensamentos viciados que faziam meu corpo surtar com o medo que tenho por ser humano.Algo muito contraditório vindo de uma pessoa como eu, mas também algo muito meu.
isabel-crozera
Desde que ela começou a colecionar o vazio
Encheu-se deles
Como comitante vida
Eram sopapos de um breve adeus
Tudo quanto era
Era
Gerou uma incrível luz
Mas escura
Faltava
Os olhos da realidade
Uma ofensa
Uma vontade
O inexplicável de cada maldita situação
E as coisas menos plausíveis que insistiam em apurar
Os gestos dos movimentos
Certas cores, um oferecimento. Uma expectativa de uma mente acelerada, um interlúdio vazio a procura de uma espera.
(Para)
isabel-crozera
Me chamaram.Ouvi uns gritos na espreita madrugada, o antigo baseado que agente ascendeu junto com aquele cara, depois ele me deu a ponta como presente.Um bom presente já que ia terminar a noite por lá e ele já estava indo embora.Na noite do conhecimento, um buteco com as tantas catuabas, cerveja, calton, maconha.Num lugar escondido, talvez um lugar muito visível, até.Supostas ocasiões me encantaram.Depois ele disse; Nossa você não sai do bar...E eu respondi: Você também não.Se não, não estaria me vendo.Certas particularidades, coincidências.Tudo que na televisão passava que agente não ia imaginar que aconteceria com a gente.Pressuposições, quase que um movimento aquático.E o meu medo de ter que operar o coração.E o meu medo de tudo que me dava medo.O coração operado para tirar a mágua, como no filme.Um filme lindo que eu vi certa vez.Ele queria tirar a moça da cabeça, mas o destino não deixou que isso acontecesse.Se fosse com agente.O mundo é mesmo uma redoma bem pequenina e com alguns encontros que pra sempre serão um milagre.Um pré-suposto, movimento lombar.Aquilo que eu ouvi outro dia, marcando coisas na mente.Uma mistura das minhas paixões, muito de si, muito de mim, pouco de nós.Cheguei atrasada.Eu sempre chego atrasada.Eu me acho pontual.As pessoas que me conhecem, tanto quanto eu sempre digo, você me conhece? Saiba lidar.Eu não sei lidar.Ela me pediu exames; tiróide, colesterol, diabete e uma ida o cardilogista.Uma ida ao medico.Eu quero logo essas certezas, já que eu voltei a tomar um santo remédio.Eu queria esclarecer e entender, pra depois partir pro mundo.Isso não é triste.Isso é a vida: Levofobia agente tem do lado esquerdo.Onde esta o coração?Mas resistir não tem sido um problema.Resistir ajuda a me encontrar.Quem sou? Resisto.Amor, amor, amor.Escolha uma frase de efeito.Eu gosto de ser assim como sou; um lado obscuro, um lado lady.Não, não um lado lady não.Desculpe a tentação.Esfera forte-sou ali.Freqüentemente assino em baixo.Mas estou sempre em alta, com oscilações no meu movimento lombar.
Eu caio no sono acordada tremendo e ouvindo o ruído como se um olho meu estivesse aberto
E um ouvido rindo
Meus braços descordando dos trejeitos meu coração simulando uma emoção e se preparando para a espera de uma convulsão
Eu não consigo dormir eu não sei se passo a noite pirando e achando que estou acordada ou se esse é meu novo sono me encurralando eu minha alma meu corpo sou mesmo um canalha
A televisão a fronha meus pés gelados umas vontades tórridas efeito sentido ao contrário pensamento desvairado
Eu não consigo deitar de tanto sono vou me ausentar algum dia por engano eu quero fechar os olhos quero me controlar pra dormir eu não consigo eu não posso com a noite ela é muito da companheira eu não estou acostumada com os choques do meu corpo esse ímpeto de semimorte os sustos desinibidos um calculo inevitável lá estou eu tentando desligar, um sorriso meu travesseiro um zumbido faz frio.
Eu não me dormi não durmo nunca mais fechei meus olhos
Não eu preciso me deitar me deitar me deitar às vezes eu quero dormir eu não consigo eu sigo eu sigo não chego eu quero travar com meu sono roncar por um coro acordar trinta horas depois esquecer os dias as avenidas minha catuaba o bom e futuro salário e isso era pra me dar sono, mas vou me arrepender se não colar minha cara na cama tentar respirar sem meu consentimento elaborar sonhos de mais profunda lucidez ta tudo tão estranho bom estranho me sinto agora eu não consigo dormir me ver me ouvir vou ter um colapso eu já entrei nesse túnel é escuro é escuro quero me jogar sair daqui mas preciso dormir nem que seja por um pesadelo dormir um mês inteiro eu quero eu não consigo.
isabel crozera
CUNHA & SUAS –algumas- MULHERES em...
Em busca do clitóris perdido
Cunha, estrangeiros boa pinta entrando em contato com algumas brasileiras saidinhas daquele bar...Comeu-as não as chupou e mandou que fossem embora antes do bom amanhecer. Cunha, oh meu caro nós não somos aquilo que pensas homem! Somos mulherzinhas que juntinhas nas bandas fazemos sons de igualdade para que esse mundo não seja tão machista...Cunha, você não sabe nada de vida de amor e amizade, de lutas e coragem.Acho que você gosta de boxe. Curte um som pesado e não toma sorvete....Cunha, olha pra cá, eu queria uma relação seria com você, mas as minas da banda não permitem...Elas berram tanto, você sabe como é né? Ah você deveria ir num show nosso um dia desses, sabe é daqueles que só as minas tocam e fica cheio de lésbicas, pois queremos a igualdade. Cunha, eu tô gostosa hoje???
isabel-crozera
O LIXO ENTUPIDO &FOLHADOS DE MAÇA
-Uma nova entrelinha sugestiva e nem um pouco autocrítica da realidade-
Dois peritos semi alcoolizados visando buscar o que há de errado no mundo.Essas pessoas falsas e medíocres perambulavam por ai sem que uma lei as altuassem em flagrante. E os pobres meninos da calçada do Leblon que esperavam por Ber todos os dias que esse mundo põem o sol pra nascer.
Quatro delegados mortos e não era violência
Xuxa viva paquitas putas e tudo isso era bem infantil
O sonho que tínhamos em legalizar a maconha e o medo de tomar uns tapas do gambé
(Isso era a coisa mais classe media que eu consigo me lembrar)
Lamber coisas alucinantes/ser esdrúxulos por pura intuição
Dois peritos se comovendo com aquela atitude e tendo que fazer um imenso relatório sobre o que viam do mundo
Não que fossem ETS
Nem sardinha enlatadas com pedaços de golfinhos, apenas um intermédio de uma loucura misturada com gardenal-como a Atena-e pitadas de frontal, para que tudo se apague do cérebro como num toque de mágica
Tudo muito bacana demais
Dava até pra desconfiar quando anoitecia naquela cidade
Tinha um medo de não poder respirar/ mais era tão forte tão prozaico
Do que será que temos medo?
Isabel-crozera
BERINGELAS Assasinas&contatos MUSICAIS
(o grande primeiro fiasco da historia sobrevive até hoje)
Envaretados surgimos atômicos nos decalques da historia sempre a espreita a espera da aurora cor de xoc, Atlanta corrosiva uma peste nuclear e nunca mais você verá o seu vizinho.
Um engenhoso celibato as custas de muito esperma e uma xiboquinha para maiores frustrações, algo sobre humano da rocha do caule e mil e uma noites que viveremos neste mundinho ploft, oh desgraceira mórbida que as pessoas são/pensam que não são/são e acham que são outras. Mandam um maluco pro hospício, seguem nessa jornada de fofocas alheias e prováveis vidas destemperadas e fudidas cheirando a morte e destruição.
-Jorrava algo que não entediam, mas sempre que tinham medo, o tratavam bem - Covardes, fracos astutos/um bando de coisas malditas.
A ARTE EXISTE PARA QUE A VERDADE NÃO NOS DESTRUA
Vocês, otários, não passam de meros sobreviventes inconscientes e derrotados.
Um sigilo
Termômetro
As custas, de boas.
As pessoas...Se comovem.
Vende-se paraísos...Dentro dos copos de sua bebida preferida.
isabel-crozera
Certos caminhos opostos na era.Gera que gera, e surta.Acabei de provar uma fruta madura, seu gosto de veneno ainda não me permite voltar.Eu já quis seu perdão para minha imaturidade, mas não vou avançar sem saber o que estou fazendo apenas por amor.Não. Aquilo tudo vira um saco de amontoadas idéias pagas de que um dia eu poderia ser a garota dos seus sonhos.Uma doce ilusão de duas pessoas perdidas.E como os outros gostam de você.
Frágil instinto; Um dia o peito vai dar leite e aí o mundo vai parecer ter salvação.Uma barriga, um futuro.E agora um monte de oba-oba a procura de claras intenções de suprir tudo aquilo que sofremos quando saímos e lotamos a cara de cerveja.Maldito dia que eu te fiz chorar, achando que ainda era mulher, não menina rosa.Azul, violência, Amarela prata.Eu quis atenuar um bocado de explicações para justificar esse momento.Quanto sofrimento para alguém que eu disse que amei.Suposições baratas.Levo agora minhas respostas no bolso e meu vomito congelado para quando eu tiver fome e quiser comer algo saudável.
isabel-crozera
Monday, September 18, 2006
O MELHOR POEMA DO MUNDO
Sunday, September 03, 2006
Wednesday, August 16, 2006
Thursday, August 10, 2006
Wednesday, August 09, 2006
Tuesday, August 08, 2006

Aqui é onde nada se muda. E a força da mulher que tentar parar de sentir tanto.Aqui é seu esconderijo, as pessoas são suas própias peças. É onde me escondo. Moramos sozinhos e dormimos a mil. A química que não me deixa pensar sensata, pensar como alguém que eu quero pra mim. Vieram me dizer coisas lindas, e coisas sem sentido também.Me desejaram mais felicidade é acreditam que o que eu ando sentindo não me basta, como se eu fosse muito maior do que aquele homem. As pessoas se afundam no seu próprio ego macio e insuportável. Eu não me deixaria ir tão longe, e agradeço todos os dias por ver beleza e vida em raridades, em diferenças.
Começa assim;
A vida estava indo.Mas resolveu que ia parar.e resolveu que ia sofrer. E resolveu que ia mudar tudo pra mim. Sem mesmo uma cigana ou um prefacio do livro vadio. A vida decidiu, eu acompanhei. E então foram muitas realidades.Na verdade foi tudo muito rápido. Quando aconteceu o pior, eu me vi montando um muro. Chega de realidade por enquanto.Me abracem bem forte e diga trinta vezes que isso não é verdade.Até eu acreditar, e eu acreditei. O tempo se sucedeu de uma forma bem poética e a vida ganhou forma de dor e sentidos belos.Mas o tempo é também cruel, um rei cruel que manda e desmanda. E essas são as lembranças. E elas me vêm quando eu durmo, me sugam quando eu acordo insegura por não saber em que situação eu ando com a cabeça. E ela me toma.E eu choro de lembrar. E lembrar, eu sempre vou. Você sofreu de um jeito esquisito.Você adoeceu e morreu bem magrinho dizendo coisas lindas. E isso me dói, além do sofrimento. E eu sonho com as cenas lindas e as mais desgraçadas também. Então eu acordo e choro, eu preciso de alguém.Depois vem outro dia. O começo do fim da vida. E lá vou eu começar tudo de novo. Uma outra tentativa. A vida que deu. A vida não me deu alternativas em montar.Mas me deu tentativas.A vida num só destino que tem mesmo muito minha cara. E certos encontros fulminantes que pra sempre vão marcar. No dia em que te conheci, tinha outros também.Mas assim que se fez ser. E hoje é você, só você. E pra você não é assim. O dia em que conheci aquela menina, não sabíamos quem estava com mais dor no coração. E a gente se abraçou bem forte e assim se fez uma amizade linda.O dia em que eu quis chorar, eu sufoquei até o final, pois ainda resisto por mais imbecil que seja, esse sentimento de entrega.Eu levo a sério, mas você disfarça. E amanhã de manhã, uma nova vida começa para mim.E velhos problemas ficam cada vez mais velhos, até que morrem.E depois chegam outros. E a velha alegria, das mesmas coisas que me deixa feliz, por essa eu luto até o final.Eu levo a sério, mas você disfarça. Eu conto as horas e sei reconhecer quando estou vivendo um momento feliz. Eu vou partir pra próxima levando velhas dores.Até que ela se torne uma folha seca bem bonita daquelas que você guarda com carinho, pra sempre.Talvez esta seja a força secreta.
Concluindo:
Alguns relances do que foi aquele dia, onde se fez a chuva de uma cidade pequena vazia e linda. Todos os lampiões estavam na mesma hora se apagando, deixando o escuro por si só a mercê de uma grande lua que quase aquecia o céu. Mesmo assim, quando batia o vendo da madrugada, era um frio inexplicável, frio de solidão. As casas, pequenas e bem juntinhas umas das outras estavam no seu puro luto, nada se ouvia. Apenas os barulhos dos bichos e o caminhar das estrelas que do céu faziam seus passos. A noite era devagar, parecia que nunca ia ter fim.e era sozinha também. O barro daquele dia de chuva fazia com que o cheiro de terra desse o tom. E todas as outras coisinhas que não se pode aqui descrever.
A pequena cidade de lampião e céu de estrelas que esperava um grande acontecimento.
E ele nunca virá, para enferma condição de seus moradores. Os bichos e os grilos toda noite no mesmo chão.E as camas que suportam a dor do homem que lá mora.
Monday, August 07, 2006
Wednesday, August 02, 2006
texto antigo,que cabe pra hoje,veja só
Naquela tarde, nem uma idéia de girico me faria voltar a pensar, depois da balada regada a muita catuaba com limão uns ou outros e ninguém me lavaram a pensar que eu nunca mais ia voltar a pensar. É porque observando de longe minhas paranóias e as coisas relevantes di mi vida como poderia eu, garota esperta vinte anos de asfalto voltar a querer a sentir a plena vontade de pensar, pensar pra que? Pensar o que? Não! Tava cansada dessa estória, de nada tava adiantando exercitar meu cerebelo...Foi quando num momentinho nheca, desses que se tem muitos por ai sentei na varanda de uma tarde de sexta feira e fui repassando as sensações. Nada poderia ser mais tímido que a felicidade que eu senti naquele momento, e tinha um sol que me lembrava a minha eterna vontade de estudar de manha só pra ficar na longa tarde na minha vila vendo como o dia pode demorar a passar se sai esse sol e tudo fica calmo e calado...Então abri uma coca cola ascendi um cigarro e bolei uma cena de vivida dando uns arrotos e vacilando em alguns momentos nessa minha possível adaptação ao mundo real. Demorei muito tempo pra perceber que eu sinto as coisas rápidas, fortes e demais e isso é como aquele carinho que se tem pelos amigos e se demonstra quando se esta bêbada dando um longo abraço apertado e no dia seguinte curtir aquela ressaca falando no telefone sobre a noite de ontem e perguntando ao seu amigo se ele já comeu hoje e se uma cervejinha ia ser legal pra fechar o domingo, depois chegar em casa semi semi bebinha, bem pouco, e pensar vendo fantástico que vai começar tudo de novo, outra vez, mas que passa rápido e logo mais tudo acaba pra começar tudo de novo, fumar o ultimo da noite pra poder deitar na cama com os pés gelados e pescar na televisão algo que dê sono e então dormir se despedindo do final de semana; do álcool, do tédio do Raul Gil, da ressaca do china in Box, da minha mãe acordando tarde de ver as pessoas que não se vê geralmente, diariamente ,se despedir da madrugada da boemia e ir caindo no sono feliz por saber que logo mais tem mais e o dia chega. E mesmo com tanta graça, aquela de rir de se sentir feliz aquela que te pega desprevenida de toda a vida vivida nada tem tido mais graça que esse momento, graças a você!








