Friday, October 21, 2005

Outras guerrilhas
Por Isabel Crozera.


Afinal de contas eu sou volátil, ela pensou.
Depois deu um beijo no espelho deixando a marca de batom pra ninguém
Ninguém apenas no infinito que era aquele espelho pra ela
Sim, ela olhou você por anos, se perguntando o que teria por de trás daquele olhar pequeno
Enquanto ela olhava, ele olhava pra ela, refletindo.
E ela sentia medo de não ser ela
Ela sentia medo de verdade, então dizia pra parar.
Parar não era uma solução, será que a solução existe?
Parou de novo, essa mulher parece que tem mania.
Mania de parar veja só.
Ela se apronta, olha pro espelho e não acredita.
Ela é ela, eu sou eu, ela fala.
O espelho ri
No espelho não tem mágua. No espelho, a vida.
A vida da menina que foi seqüestrada pela mente
No espelho o resgate, a formula transparente.
Essas juras sozinhas que fazemos na nossa frente
Ela se encara, se mede, ta tudo bem.
Ela não olha como todos ela suga a própia imagem
Retornando, há outras coisas além seu quarto.
Apesar de que o mundo todo cabe lá dentro.


Fixa uma idéia na minha cabeça, fixe, fixe, fixe
Onde ela se escondeu
Ta com fome de vida e constrói uma sociedade no quarto?
Ta desprezando a vitória depois de tanta lagrima?
Chore.
Ontem aquela menina chorou tanto por dentro, mas tanto.
Dançava, pulava sorria e chorava o amor perdido, a intensidade do momento foi única meus caros.
E ela sangrou.
O vermelho da alma regada a paixão.
Duvido que você acertaria.
Ela engasgou um possível arrependimento
E dançou mais ainda, num ritmo de musica.
-esquecimento-

1 comment:

Renata Lobo said...

tava girando pelo orkut e entrei na comunidade Espancadores d Teclado, nao sei pq resolvi entrar no seu blog, mas adorei o texto do reflexo no espelho. Parabens!
Renata Lobo