"Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa."
Rilke,sempre me emocionando...e mais e mais
Wednesday, July 30, 2008
É totêmico, já diria a Lu.
A gente tetra, depois penta, concluimos nós outro dia em pleno samba frio regados a Seletas e cervejas de latinha. Tinha uma senhora da velha guarda que olhou pra gente e disse; eu era assim! E a gente se olhou, achamos graça e falamos; que bom! Vamos então ficar igual a senhora!
E tinha uns amigos do Rio.
Daí a Julinha ficou rodopiando com o presidente.
E o Pedro ficou inventando palavras novas.
A Mari de luto tomava sua Absolut. Em silêncio.
E eu, bem eu ficava procurando alguém que nunca vai chegar. Assim mesmo, sem poesia.
Depois fiquei com o Paulinho da viola na cabeça:
Mais não se pode dizer
Nem eu, nem ninguém
Você é quem deve colher
Depois de semear também
Você é quem pode rasgar o caminho
E fechar a ferida
E achar o seu justo momento
A razão de tudo aquilo que chamamos vida
Vamos lá, deixa o coração
Recolher os pedaços do sonho perdido
Essa é a lei nos caminhos
Onde a ilusão e a dor
Fazem parte do primeiro artigo
Traços comuns em nossas vidas
Não justificam um conselho sequer
E logo eu, que procuro
Infinitas formas de amar e viver
Posso apenas declarar que o medo
É que faz a nossa dor crescer
Poeta desgraçado fodeu minha cabeça, nem pagou indenização.
Mas vai pagar o enterro, porque aqui estou eu, morrendo de amores.
De poesia. Esperando a sublime primavera...vai chegar.
A gente tetra, depois penta, concluimos nós outro dia em pleno samba frio regados a Seletas e cervejas de latinha. Tinha uma senhora da velha guarda que olhou pra gente e disse; eu era assim! E a gente se olhou, achamos graça e falamos; que bom! Vamos então ficar igual a senhora!
E tinha uns amigos do Rio.
Daí a Julinha ficou rodopiando com o presidente.
E o Pedro ficou inventando palavras novas.
A Mari de luto tomava sua Absolut. Em silêncio.
E eu, bem eu ficava procurando alguém que nunca vai chegar. Assim mesmo, sem poesia.
Depois fiquei com o Paulinho da viola na cabeça:
Mais não se pode dizer
Nem eu, nem ninguém
Você é quem deve colher
Depois de semear também
Você é quem pode rasgar o caminho
E fechar a ferida
E achar o seu justo momento
A razão de tudo aquilo que chamamos vida
Vamos lá, deixa o coração
Recolher os pedaços do sonho perdido
Essa é a lei nos caminhos
Onde a ilusão e a dor
Fazem parte do primeiro artigo
Traços comuns em nossas vidas
Não justificam um conselho sequer
E logo eu, que procuro
Infinitas formas de amar e viver
Posso apenas declarar que o medo
É que faz a nossa dor crescer
Poeta desgraçado fodeu minha cabeça, nem pagou indenização.
Mas vai pagar o enterro, porque aqui estou eu, morrendo de amores.
De poesia. Esperando a sublime primavera...vai chegar.
Monday, July 28, 2008

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Friday, July 25, 2008

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Poeta,achei aquele poema guardado teu.
Como é bom...

Você tem trinta e um nomes. Trinta e um e noventa. E foi assim que eu aprendi a escrever nossos números. Foram vendo as fábricas trabalharem tensas de solidão. Foram 499 antídotos como bem relembrou uma doce amiga de alma volumosa. Dias de prata, eram comuns para aprender sobre os números. As tentativas nasciam sobre mim, sem força alguma. Iria ver sempre ao por do sol contigo. Mas a vida é um mistério e um dia você foi para não voltar. Você tem trinta e um motivos para não retornar e uma vida que te necessita. Você foi quem deu a maquinaria. Quem me soprou a vida e eu te queria por perto, mas cortamos as raízes e o tempo custou a cicatrizar meus pés sem asas que lançados a uma altura absurda, rendeu-se a voar. Tenho hoje, meu pai, trinta e um objetivos de vida e alguns poetas que me salvam quando eu anoiteço me lembrando do dia que vivi. Não posso ceder a mais pura vontade de sair vivendo por aí.
Tenho reparado, todos perdidos. Felizes? Não. Tenho reparado um monte de coisas lindas, sujas e você. Você moleque de asas quentes, algum mistério guarda para me mostrar no final da estrada. Quero ver? Você saberia melhor a resposta, não? Ofendi valores de uma menina que tinha o sorriso mais encantador que conheci. E um certo dia ela voltou para me dizer que eu estaria perdoada.Eu sorri com muita sinceridade, mas ainda estou me desculpando. Desejo a ti, menina-sorriso, que teu brilho nunca se apague. Desejo a ti, tudo em dobro e sei que um dia nos encontraremos mais satisfeitas com a vida.
Um outro rapaz que notou minha existência era um que há tempos me chamava atenção. Mas em tal momento, que é o atual, eu não aceitei. E ele era doce, um encanto, mas não via portas abertas como vejo de você. Tenho trinta e um amores, tenho trinta e uma derrotas. Motivos. Complicações de se ter trinta e um problemas. E quero de você trinta e um abraços sinceros, sem motivos aparentes. Só o coração deve sucumbir ao medo? Quem vai pagar por isso, se não nossas almas que almejam tanto as poesias de amor? Tenho trinta e um contos guardados e trinta e umas. Tenho trinta e uma formas de te querer. E noventa.
Thursday, July 24, 2008
Tuesday, July 22, 2008
Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar
Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
O mestre sempre sabe o que diz, acho que ele nunca vai errar...
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar
Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?
O mestre sempre sabe o que diz, acho que ele nunca vai errar...
Wednesday, July 16, 2008
sómefodo.com
Todos os homens que passam pela minha vida existem. Já você, tem a terrível característica de não existir. E quando a gente conversa, eu fico com vontade de atravessar a rua e te encontrar no bar da esquina, abrir uma cerveja e sentar na sua mesa e mais. Mas você não existe. E quando me conta das coisas engraçadas e das piadas que só nós e um pequeno grupo de pessoas entenderiam, a gente se sente estupidamente especial, e é igualzinho para os dois. Mas o que não é igualzinho para os dois é como eu te sinto. E eu ando preocupada com esse sentimento. Fico imaginando tudo. E por você não existir, fica tudo mais fácil no meu coração azedo. E eu te conto coisas chocantes, e você com muita força diz pra mim que é isso aí. E eu te conto coisas para te chocar mesmo. E você me conta coisas doces, coisas lindas para que eu me apaixone por alguém que nem existe. E você me mandou uma música linda do Paulinho da Viola e dedicou a pior parte dela para mim. E agora eu me vejo escutando ela e rindo de você. E você nem ao menos, me procura para existir. E quando esta falando comigo, fala comigo horas e nós nos sentimos bem e tiramos um sarro, mas porque não fomos a diante?
Quando eu fui viajar, te comprei um presente ridículo, daqueles que nós, metidos a intelectuais adoraríamos chacotear. E ele é um presente que não vale nada. Mas valeria como desculpa para eu te ver. Mas você, meu bom, você esqueceu de existir. Talvez porque existir tudo que se moldou entre nós seja tão lindo que você tenha medo que se torne real. Talvez porque eu não te conheça de fato e esteja lidando com um maluco que abre caminhos para um novo acreditar e na verdade esta com outra mulher alegre e tirando uma da minha cara.Talvez porque eu fiquei maluca de vez e acreditei na sua existência. Mas eu detestaria acreditar nisso. E já que você não existe, quero acreditar no melhor de você. E já que você não existe, quero que me prove porque faz tanta diferença quando não esta. E para finalizar, já que você de fato não existe, porque esta sumindo tão devagar?
Todos os homens que passam pela minha vida existem. Já você, tem a terrível característica de não existir. E quando a gente conversa, eu fico com vontade de atravessar a rua e te encontrar no bar da esquina, abrir uma cerveja e sentar na sua mesa e mais. Mas você não existe. E quando me conta das coisas engraçadas e das piadas que só nós e um pequeno grupo de pessoas entenderiam, a gente se sente estupidamente especial, e é igualzinho para os dois. Mas o que não é igualzinho para os dois é como eu te sinto. E eu ando preocupada com esse sentimento. Fico imaginando tudo. E por você não existir, fica tudo mais fácil no meu coração azedo. E eu te conto coisas chocantes, e você com muita força diz pra mim que é isso aí. E eu te conto coisas para te chocar mesmo. E você me conta coisas doces, coisas lindas para que eu me apaixone por alguém que nem existe. E você me mandou uma música linda do Paulinho da Viola e dedicou a pior parte dela para mim. E agora eu me vejo escutando ela e rindo de você. E você nem ao menos, me procura para existir. E quando esta falando comigo, fala comigo horas e nós nos sentimos bem e tiramos um sarro, mas porque não fomos a diante?
Quando eu fui viajar, te comprei um presente ridículo, daqueles que nós, metidos a intelectuais adoraríamos chacotear. E ele é um presente que não vale nada. Mas valeria como desculpa para eu te ver. Mas você, meu bom, você esqueceu de existir. Talvez porque existir tudo que se moldou entre nós seja tão lindo que você tenha medo que se torne real. Talvez porque eu não te conheça de fato e esteja lidando com um maluco que abre caminhos para um novo acreditar e na verdade esta com outra mulher alegre e tirando uma da minha cara.Talvez porque eu fiquei maluca de vez e acreditei na sua existência. Mas eu detestaria acreditar nisso. E já que você não existe, quero acreditar no melhor de você. E já que você não existe, quero que me prove porque faz tanta diferença quando não esta. E para finalizar, já que você de fato não existe, porque esta sumindo tão devagar?

Mais um vez, somos vítimas desta classe( média) artística que ao protestarem, só jogam mais merda no ventilador
Foi-se o tempo que a classe artística, era também representante da classe intelectual e política deste país. Hoje em dia, temos que nos deparar com Regina Duarte indo para a televisão dizendo que tem medo, ou então, engolir um bando de famosos acéfalos, "se organizando" para apoiar o CANSEI. Aliais, alguém se lembra disso? Foi tão marcante que me esqueci. Mas era uma mistura de João Dória Junior com Hebe Camargo tentando falar de impunidade,se aproveitando de uma tragédia de avião, veja bem, logo quem.
Se não bastasse isso, hoje lendo o site globo.com me deparo com uma notícia um tanto quanto curiosa, a manchete era: Tico Santa Cruz lidera movimento de protesto no BlogLog. O Bloglog é um blog do site globo.com, onde muito artistas (de maioria global), postam suas futilidades para agregar mais lixo e imbecilidade na internet. Tico Santa Cruz, ficou mais conhecido quando seu amigo e guitarrista de sua banda, Detonautas morreu estupidamente em um assalto no Rio de Janeiro. A banda que nunca tinha tido muito êxito musicalmente, ficou a partir dai, em evidência pela revolta de Tico, que se tornou um cara digamos, preocupado com o mundo de hoje. Antes disso, nada parecia importar. Suas músicas eram odiosas, tocadas nas rádios graças aos jabás de sua gravadora, as letras nada diziam de importante e nem qualidade poética tinham. O fato é que Tico, sempre gostou de escrever em blogs. Reza a lenda que a banda dele, até se conheceu em um bate papo via internet. (Pausa pro nariz crescendo e para a vergonha alheia,uhmm ok.) Enfim, Tico em seu BlogLog, pede para todos os engajados artistas globais que também protestem contra o presidente do STF, Gilmar Mendes, que liberou o banqueiro Daniel Dantas.
Em seu blog, podemos ler um post falando de como o caso se desenrolou.Reparem o final do texto:..." CASO esse CASO venha a terminar como outros que acompanhamos, devemos então decretar um estado de exceção OFICIAL, onde a Constituição e os direitos de todos os cidadãos brasileiros devem ser rasgados e jogados nesse lixo imundo..." Mais uma vez políticos não são presos, mais uma vez a justiça parece falhar. Até aí, tudo bem. Nada contra um cantor de meia tigela que nunca fez nada para repensar nossos valores, querer reclamar do país que vive. O mais interessante da história é que descendo a página do blog, Tico coloca uma lista de endereços dos blogs de artistas que aderiram ao protesto. E aí meus queridos, começa a parte esdrúxula da história toda.
Abri o Blog de Suzana Werner, alguém lembra dessa? Modelo, atriz, casada com jogador de futebol. Bem, Suzana, escreveu exatamente essas palavras em negrito no seu sitio;" Fim da Impunidade! Faço parte desse protesto e quero ver um Brasil melhor para meus filhos. Valeu Tico! Vale a pena a conscientização. Bjs!" E logo em seguida a "atriz" da continuidade ao seu post sobre seu aniversário com frases do tipo; ..."Os taxistas trabalharam muito naquele dia HAHAHA..." tudo isso ilustrado com fotos da loira sorridente em um buffet de luxo carioca. Seguindo nos blogs que "aderiram" o protesto de Tico, estava lá Thiago Rodrigues; um grande ator merecedor de todas as novelinhas que já fez. Thiago, mais indignado que Suzana escreveu assim: ..." Ontem, ao assistir o Jornal Nacional, eu fiquei chocado. Engraçado é que as pessoas ainda se chocam com essas sacanagens...
Conversas sinistras desse Pitta com os mano doleiro e tal..." Os três pontinhos finais, ficam por conta de Thiago mesmo, ele não conseguiu explicar melhor o caso Pitta(a operação Satiagraha) e contou da vez que o encontrou num vôo. Disse que Pitta não conseguia olhar na cara de ninguém, de vergonha. Ora, seu eu fosse o Thiago também não conseguiria hahaha. Pitta é um bosta. Mas o Thiaguinho atuando é o que? Enfim.
O que eu queria dizer com tudo isso, e me desculpem escrever mal assim, é que toda e qualquer reparação que essa classe política,que essa classe média faz, é completamente nula aos olhos dos mais interessados.
Meus queridos, vocês não tem noção nenhuma do que escrevem. Vocês são a contradição em pessoa. Querem falar de impunidade? Que tal, Tico falar de jabá na MTV, rádios, canal Multishow. Quer falar de impunidade Thiaguinho? Bom, comece na empresa em que o sr trabalha. Vocês não passam de contribuintes para essa baderna toda e ainda querem passar um pano, pagando de revoltadinhos? Não consigo engolir. O que vocês fazem pela política e bem estar de nosso país? Reclamam! Protestam com a bunda na cadeira diante de seu computador, depois são pagos para irem a festinhas e serem capa de revistas de fofoca. E o discernimento nisso tudo? E quanto a manipulação, emburrecimento que o trabalho de vocês geram? E o fortalecimento que os grandes canais de televisão dão para o consumo? E o que vocês estão fazendo contra isso? Não me venha falar de protesto, vocês nem sabem o que esta palavra significa. Não me venha falar em repúdio político, vocês não tem esse direito. Não tem mesmo! Como é que pode uma mulher escrever algumas palavrinhas da qual ela nem sabe do que se trata e nem explicar o por que daquilo e ainda ter a pachorra de dizer que precisamos de conscientização!? Vocês entendem o grau de ignorância? Qual foi a importância que Suzana deu a tudo isso?.
Quer saber, ta ligado aquela nave que a gente tem vontade de mandar todos os políticos de merda para outro mundo? Vocês tem lugares garantidos nela também.
Quem quiser conferir os blogs que aderiram ao protesto de Tico Santa Cruz, acessem o blog do cantor: http://bloglog.globo.com/ticosantacruz/
Monday, July 14, 2008
Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Dudu Gudin, degladiador de cabeças sem nexo
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Dudu Gudin, degladiador de cabeças sem nexo
Saturday, July 12, 2008

Seguiu-se para um viaduto que jamais iria parar em outro lugar do qual eu não pertencia. Seria difícil dizer o que se passava. Cabeça vazia é uma fábrica de sonhos da oficina do diabo. E o viaduto não acabava. Pedi para que parasse tudo, arrumei minhas coisas e me mandei dali. O outro espaço, foi sui generis. Conheci um céu, todo dia igual, todo dia diferente. E eles se encontravam no mar... E eu respiraria aliviada de amor, suando. Parou de ser úmido e ficou bastante frio. Ainda por cima, era feriado. Trombei um cobertor que me aqueceria e algumas roupas velhas que eu jamais colocaria de novo, se não fosse aquela ocasião. A ocasião contava muito, era eu, você dançando infinitamente. Mas estava tudo tão gelado enquanto eu rodopiava...E eu, rodopiei tanto que cai zonza, sozinha. Você estaria ali, assustado. Quem seria essa moça que dançava? Eu do chão te pedia; não tenha limites, não tenha nada para segurar seus medos. Mas era eu, tão insegura que estaria com medo. E o medo me fez feliz. O medo me fez renascer. E lá de longe, se alguém viesse me perguntar o que houve, eu jamais contaria a história toda. Toda louca historia da moça que girou sozinha em frente ao rapaz. O rapaz também fugia as regras. Parecia que nada iria detê-lo. Mas a armadilha, ele próprio, foi quem fez e caiu com receio. Olhava desconfiado e cheio de nostalgias, cheio de canções. E me contava distante, tudo que se passava. E me provava diariamente, que também não era deste mundo. Tinha eu, achado um habitante de meu reino. Estava na estrada, virando o viaduto já sem esperanças de encontra-lo. Pois quem veio, a muito já foi embora, e em todos se transformaram. Estava ela desolada, perdendo o cabo de guerra, sem forças. E o rapaz mostrava que tinha braços fortes, mas se duvidava se gostaria de ajuda-la. A moça ficou lá se esforçando. E sabem, bem...Ela esta até hoje ali.
Tuesday, April 29, 2008

Eu mal enxergo e isso de fato fez com que minha audição fosse afetada. Os ensinamentos de um pequeno colégio da esquerda burguesa pioraram mais ainda minhas perspectivas. Então, algo muito natural aconteceu, eu tive um surto modificador de pensamentos. Todos se assustaram e eu fui medicada. Depois fiquei com muita dúvida e saudades, então mudei de cidade. Hoje, ouço trinta vezes por dia Paulo César Pinheiro e Raphael Rabello. E o dia que eu achar a trufa de chocolate perfeita, minhas andanças terão sérias mudanças de rumo.
Minha mãe se culpa por ter me criado com bases construtivas e libertárias. Mas damos tantas risadas juntas, que a vida se torna mais engraçada do que chata e/ou triste. Sempre vamos a locadora e eu me embrenho em comédias inteligentes ou filmes cabeças, enquanto minha mãe aluga um filme idiota de ação. O que certamente mostra o quão mais inteligente ela é. Pois já não acredita mais no cinema, nem na educação libertária. E eu acho isso muito justo e por isso também, rimos pra caralho.
As pessoas sempre dão risadinhas dos meus modos. E eu queria ter unhas bem grandes para assusta-las como se fosse um monstro do lago. Mas eu rouo minhas unhas, desde de os sete anos de idade, e gosto muito. Primeiro eu as trituro com meu dente da frente, depois as engulo. Sempre me falaram que elas não são digeridas e eu ainda estou aqui.
Observo como as pessoas olham as diferenças e enfraqueço cada vez que um olhar me incrimina sem que eu possa ter feito nada a respeito de qualquer fato. Enfraquecida, volto ao espelho e me pergunto por que tanta gente por aí faz a loca. Se para mim, seria tão mais fácil apenas, ser.
Mas por tudo que passei e tudo que ainda preciso conquistar, é mais que um olhar de permissão das cabeças cozidas que andam todos os dias em busca de um plano de saúde mais completo. E minha mãe acha isso um absurdo. No final, eu sei que ela ainda esta certa. Eu só estou mesmo, com tudo isso, retardando o dia de colocar um óculos que me faça enxergar as coisas, como elas realmente são.
Wednesday, April 16, 2008
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver
Pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas
E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho
E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção, falando de você
Amigo violão
Que comigo estará
Até eu morrer
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu que vivo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu me vejo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver
Pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Eu me ponho a dedilhar
Com emoção e fervor
As velhas melodias
Cheias de harmonias novas
E nesse instante então
Eu sou um sonhador
Acompanhante das canções de amor
Chego a cantar sem perceber
Alguns versos e trovas
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho
E isso eu quero agradecer
Fazendo uma canção, falando de você
Amigo violão
Que comigo estará
Até eu morrer
Nada me fará sofrer
Pois trago junto ao coração
O bojo do meu violão cantando
Nada me dá mais prazer
Nem mesmo uma grande paixão
Que o som das sete cordas do meu violão tocando
E eu que vivo a obedecer
Eu nem sei bem porque
E sinto uma transformação
E os acordes nascem sem querer
Sem querer desponta uma canção
E eu sinto o coração nos dedos
Passeando em calma
Afugentando os medos
Que residem n'alma
E deixo me envolver pelo braço do meu violão
E o peito meu, fibra por fibra
Apaixonado vibra
Com prima e bordão
E é aí
Que eu sinto a mão de Deus
Na minha mão
Friday, February 29, 2008
Eu vou te contar que você não me conhece
E eu tenho que gritar isso
Porque você está surdo e não me ouve
A sedução me escraviza a você
Ao fim de tudo você permanece comigo
Mas preso ao que eu criei e não amei
E não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um abismo maior nos separa
Você não tem um nome e eu tenho
Você é rosto na multidão
E eu sou o centro das atenções
Mas há mentira na aparência do que eu sou
E há mentira na aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome
E você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui
Busca chegar no limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância
Ou do reconhecimento dela
Entre eu e você
Existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja nu
Eu me dispo da notícia
E a minha nudez parada
Me denuncia e te espelha
Eu me dilato
Tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com a as quais você me veste.
[Fauzi Arap]
E eu tenho que gritar isso
Porque você está surdo e não me ouve
A sedução me escraviza a você
Ao fim de tudo você permanece comigo
Mas preso ao que eu criei e não amei
E não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um abismo maior nos separa
Você não tem um nome e eu tenho
Você é rosto na multidão
E eu sou o centro das atenções
Mas há mentira na aparência do que eu sou
E há mentira na aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome
E você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui
Busca chegar no limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância
Ou do reconhecimento dela
Entre eu e você
Existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja nu
Eu me dispo da notícia
E a minha nudez parada
Me denuncia e te espelha
Eu me dilato
Tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com a as quais você me veste.
[Fauzi Arap]
Tem uma música do Raul Seixas que diz assim:..."quando acabar, o maluco sou eu!"...
É bem por aí, não?
Tem gente que se dá muito bem ao ser chamado de doido, faz de tudo para aparecer um. No meu caso, eu fujo disso a toda hora,mas acabo sempre ouvindo um comentário ali,outro aqui que sou meio "maluquinha", como diz a Zélia.
Tá certo que na adolescência eu não estava nem aí,e queria mesmo é que todo mundo se fodesse. Mas os anos passaram aumentando minhas inseguranças de mulher. E a culpa de não me encaixar em várias situações, sempre caia na minha cabeça. Como se o porque de tudo, fosse apenas por eu ser "doidinha".
O mais louco (e isso sim é louco) é que eu vejo as pessoas ditas "normais" fazerem as maiores doideiras do mundo, transgredindo coisas que eu jamais faria. E o mundo acha normal. Mas no meu caso, basta eu falar uma frase, que já me olham com um sorriso de dó, indignação tudo coberto com uma frasesinha maldita: ..."ah Isabel, só você mesmo"...
Talvez por isso, eu dê tanto valor para os meus amigos. Pois eles sempre me respeitaram como sou, pois sempre numa situação dessa, jamais iriam sorrir desconfortávelmente para mim. Pelo ao contrário; mesmo eles sendo totalmente diferentes de mim, sorriem concordando com minha visão, ou descordando, mas jamais rindo com ironia e pensando; ai, ai, que mina louca.
Tem dias que eu gostaria mesmo de ser "normal", dai vocês podem pensar, mas o que é ser normal? Ah meu povo, quem não é, sabe quem é. E quem é, acha que não é. Por isso tentam essa filosofia barata. Eu gostaria de ser vista como alguém normal, mas no fundo sei que esta glória não é minha. E talvez, um dia eu aceite essa idéia de ser maluquinha mesmo para os outros. Mas não vou negar, isso me incomoda.
Outro dia um conhecido meu disse; ela é doidinha MAS é legal. Prestem atenção na frase, o MAIS fala por si só, não? Na cabeça dele, isso foi uma forma bacana de elogio. Na minha, foi uma frase totalmente sem nexo. Mas claro que nesses casos eu não vou a fundo nisso tudo. Não vou por a pessoa na parede e perguntar porque ela me acha doidinha. Porque eu sou toda tattooada? Por que falo sem vergonha de todos os assuntos? Por que ser moralista esta longe de ser quem eu sou? Sinceramente, eu não entendo messssmo. No fim, acabo sendo uma pessoa engraçadinha. Maluca, MAS legal. Eu gostaria de um dia, pelo menos ouvir que eu sou "doidinha E legal" hahahaha, seria mais justo, não?
É bem por aí, não?
Tem gente que se dá muito bem ao ser chamado de doido, faz de tudo para aparecer um. No meu caso, eu fujo disso a toda hora,mas acabo sempre ouvindo um comentário ali,outro aqui que sou meio "maluquinha", como diz a Zélia.
Tá certo que na adolescência eu não estava nem aí,e queria mesmo é que todo mundo se fodesse. Mas os anos passaram aumentando minhas inseguranças de mulher. E a culpa de não me encaixar em várias situações, sempre caia na minha cabeça. Como se o porque de tudo, fosse apenas por eu ser "doidinha".
O mais louco (e isso sim é louco) é que eu vejo as pessoas ditas "normais" fazerem as maiores doideiras do mundo, transgredindo coisas que eu jamais faria. E o mundo acha normal. Mas no meu caso, basta eu falar uma frase, que já me olham com um sorriso de dó, indignação tudo coberto com uma frasesinha maldita: ..."ah Isabel, só você mesmo"...
Talvez por isso, eu dê tanto valor para os meus amigos. Pois eles sempre me respeitaram como sou, pois sempre numa situação dessa, jamais iriam sorrir desconfortávelmente para mim. Pelo ao contrário; mesmo eles sendo totalmente diferentes de mim, sorriem concordando com minha visão, ou descordando, mas jamais rindo com ironia e pensando; ai, ai, que mina louca.
Tem dias que eu gostaria mesmo de ser "normal", dai vocês podem pensar, mas o que é ser normal? Ah meu povo, quem não é, sabe quem é. E quem é, acha que não é. Por isso tentam essa filosofia barata. Eu gostaria de ser vista como alguém normal, mas no fundo sei que esta glória não é minha. E talvez, um dia eu aceite essa idéia de ser maluquinha mesmo para os outros. Mas não vou negar, isso me incomoda.
Outro dia um conhecido meu disse; ela é doidinha MAS é legal. Prestem atenção na frase, o MAIS fala por si só, não? Na cabeça dele, isso foi uma forma bacana de elogio. Na minha, foi uma frase totalmente sem nexo. Mas claro que nesses casos eu não vou a fundo nisso tudo. Não vou por a pessoa na parede e perguntar porque ela me acha doidinha. Porque eu sou toda tattooada? Por que falo sem vergonha de todos os assuntos? Por que ser moralista esta longe de ser quem eu sou? Sinceramente, eu não entendo messssmo. No fim, acabo sendo uma pessoa engraçadinha. Maluca, MAS legal. Eu gostaria de um dia, pelo menos ouvir que eu sou "doidinha E legal" hahahaha, seria mais justo, não?
Monday, February 25, 2008

Tenho sido amante das madrugadas, das probabilidades, das estatísticas cruéis. Tenho andando com perspectivas anônimas, recursos sem pilhas, vontades ao léo. Tenho vivido ao meu bel-prazer, como se já não bastasse, é esse meu nome. Tenho me apaixonado pelo impossível, entrando e saindo do coração de homens corajosos. Bons de luta. Tenho vivido o medo do raio. Como e anseio dias lindos onde encontro a minha felicidade no fundo do mar e me banho na borda para que a razão não limite meu sucesso. Tenho esbanjado sorrisos e feito muito gente chegar a conclusão que é o máximo. Tenho dado meu máximo. Tenho a conquista do muro para rachar. O carinho escondido a força macabra e o encanto pelas coisas esquisitas que fazem meu coração bater feito ouro em mina. Tenho saudades da Guanabara, tenho raízes no centro. Tenho feitos dias quentes quando só chove ao meu redor. Tenho um plano, tenho um milhão deles. E uma alma lotada de intenções sem fim.
...vamos brindar o cansaço, meus amigos vamos brindar o cansaço
esse é o prêmio pra vitória do boêmio...
-Candeia
Quantas loucuras e uma mulher de fusô preto e blusa branca estilo hippie com chinelas brancas também, ascendia um cigarro. Vestida de óculos escuros, animada com a chuva que caia e revendo velhos amigos que saudavam num misto de tristeza e alegria, naquele velório. Tinha um bebê que dava continuidade ao mundo. E muitos cigarros e cocas para que não comeu o dia inteiro. O choro, cheio de lágrimas e abraços sinceros. E más lembranças de uma turma que não acordou para ir até lá.
Os olhos de Paulinha revelavam um cansaço e também refletia o tamanho infinito de seu coração. E ao seu lado uma amiga que sempre, sempre eu sei que vou poder contar. Ela é tão linda e pequenina, mas tinha óculos pretos bem grandes e me deu um abraço quando as lembranças de velório passaram por mim. Eu lembrei de todo sofrimento que vivi. E isso me fez chorar; saber que Laura também vai ter dias de dor. E mais um longo processo de sei lá eu o que, do qual não se escolhe, mas se passa. As outras amigas queridas também estavam lá, e o dia parecia estar triste com tanta gente que chorou no pequeno espaço cinza. A imagem que não vai sair jamais da alma. Dei um abraço apertado e merecido. Pedi forças, e que Deus ilumine a todos que nele acreditam.
Depois dormi com os cabelos alisados, num sono profundo sem ter tempo de acordar antes para sair num sábado à noite. Despertei de madrugada num calor de voar dali, mas o corpo não estava mais ligado. Chegou o domingo e tivemos um almoço em família. Daqueles que tínhamos quando você era vivo e gostava de cozinhar. A gente deve muito ao mundo. Deve aproveitar, deve viver cada segundo, deve isso, deve felicidade, deve agradecimento, deve, deve sorrisos, deve dinheiro. Porra nenhuma. Vou sair dessa, devendo.
Devendo uma faculdade, devendo um diploma fodido, um emprego de status, um carro zero e um marido incrível, um casamento feliz, um cachorrinho filhote. Vou ficar devendo aos meus cabelos brancos. Prefiro ir pegar micose na praia. E dever uma alimentação melhor a mim mesma. E que em minha busca, eu nada tema em dever, nem me culpe por não aproveitar. Sei que sempre dei meu máximo. Muito também é falta, assim dizia o samba rasgado, enquanto eu sento em frente ao fogo e com a brasa mais fraca, ascendo à vida.
esse é o prêmio pra vitória do boêmio...
-Candeia
Quantas loucuras e uma mulher de fusô preto e blusa branca estilo hippie com chinelas brancas também, ascendia um cigarro. Vestida de óculos escuros, animada com a chuva que caia e revendo velhos amigos que saudavam num misto de tristeza e alegria, naquele velório. Tinha um bebê que dava continuidade ao mundo. E muitos cigarros e cocas para que não comeu o dia inteiro. O choro, cheio de lágrimas e abraços sinceros. E más lembranças de uma turma que não acordou para ir até lá.
Os olhos de Paulinha revelavam um cansaço e também refletia o tamanho infinito de seu coração. E ao seu lado uma amiga que sempre, sempre eu sei que vou poder contar. Ela é tão linda e pequenina, mas tinha óculos pretos bem grandes e me deu um abraço quando as lembranças de velório passaram por mim. Eu lembrei de todo sofrimento que vivi. E isso me fez chorar; saber que Laura também vai ter dias de dor. E mais um longo processo de sei lá eu o que, do qual não se escolhe, mas se passa. As outras amigas queridas também estavam lá, e o dia parecia estar triste com tanta gente que chorou no pequeno espaço cinza. A imagem que não vai sair jamais da alma. Dei um abraço apertado e merecido. Pedi forças, e que Deus ilumine a todos que nele acreditam.
Depois dormi com os cabelos alisados, num sono profundo sem ter tempo de acordar antes para sair num sábado à noite. Despertei de madrugada num calor de voar dali, mas o corpo não estava mais ligado. Chegou o domingo e tivemos um almoço em família. Daqueles que tínhamos quando você era vivo e gostava de cozinhar. A gente deve muito ao mundo. Deve aproveitar, deve viver cada segundo, deve isso, deve felicidade, deve agradecimento, deve, deve sorrisos, deve dinheiro. Porra nenhuma. Vou sair dessa, devendo.
Devendo uma faculdade, devendo um diploma fodido, um emprego de status, um carro zero e um marido incrível, um casamento feliz, um cachorrinho filhote. Vou ficar devendo aos meus cabelos brancos. Prefiro ir pegar micose na praia. E dever uma alimentação melhor a mim mesma. E que em minha busca, eu nada tema em dever, nem me culpe por não aproveitar. Sei que sempre dei meu máximo. Muito também é falta, assim dizia o samba rasgado, enquanto eu sento em frente ao fogo e com a brasa mais fraca, ascendo à vida.
Thursday, February 21, 2008

Roi todas. Todas de angústia e saudade. Todas por saber que o mero egoísmo daquele moço o fará com que ele se esqueça de mim tão logo. Quão louco. Maldito rapaz, um dia ainda lhe acerto uma porrada no meio da fuça. Aquela fuça grande. Um dia ainda furo os pneus do carro dele. Os quatro. Sou boa nisso. Mas minha mãe, muito sábia e mulher consciente, disse para que eu não tentasse a violência. E sim o não ato. Não ligue, não faça, desista. Ela ainda me diz, que ridículo, esse cara é um galinha! E eu queria falar para minha mãe; amo esses bichinhos. Se pudesse vivia num galinheiro sofrendo pelos cantos, vendo as penas desses moços cheios de medo, voar pelo céu azul de um dia lindo. Meu bem, ele disse; fazia três anos que eu não sentia isso. E hoje, veja bem, olha lá com quem ele esta. E minha mãe, essa dá graças a Deus e diz; e você ainda volta por causa dele? Eu juro que não, mãe. Te juro. Mas engraçado...tudo muito superficial e desprezível. Até o momento que eu senti uma saudade esquisita só de conversar. De verdade. E sei que ele é do tipo desgraçado mesmo que não esta nem aí. Ta na pior, sou muito boa de papo, acreditem. Ele me dizia; olha o que você faz comigo! Até pelo MSN. E eu do outro lado da tela ria muito.
Sabe, pode-se dizer que quem não amou, não viveu. Não vou de contrário. Mas quem não consegue sentir saudade, quando a tem, e eu sei que tem mocinho, ah sei. Esse sim meus caros, esse ainda, nem nasceu. Vou deixa-lo no útero de uma namorada materna, bem cuidadinho. Quando ele nascer, pego pra cristo. Certo?
Thursday, February 14, 2008
-Pastel de Chocolate-
Foi engraçado como o dia amanheceu claro só de um lado. E como o tempo passa, e a gente vai pondo mais vida na alma e a alma mais vida na vida. E como por pouco a gente se esquece das pequenas e melhores risadas e carinhos e abraços que recebemos. Ou quando uma velinha faz com que você ganhe o dia, e outra te faz ficar com ódio. Então, você ouve uma música cheinha de sentidos e olha para o céu e vê que ele não é da sua cor preferida. Aliais, qual é sua cor preferida? Talvez a felicidade esteja na hora do almoço, onde a arma esta na mesa, e rola um fascínio imenso por tudo que se desconhece. Por um filme que desconhecemos o final. Pelo seu final, que ainda esta longe, mas que já brilha de tão bonito. Por saber que existe um pastel delivery, por saber que são poucas as pessoas que olham para o mundo e pensam que muita coisa ainda não aconteceu. Sabe que isso é um bom motivo? Um bom motivo para viver, é um bom motivo para morrer? Se morrer, a quem vai fortalecer? A vida cheia de encantos, e raros momentos de felicidade batendo na porta, e um barulho de vento infinito, barato, rude. Passou-se tudo pela sua cabeça. E outros mil sentimentos que jamais hão de ser descobertos, pois o ouvido não permite a razão explodir. Os corações não contem olhos. Os olhos estão para o mundo. O mundo é seu. Nada do que você me disser, vai mudar o que penso. Tudo que você fala para a vida, me altera, altera alguém. Até aquela pessoa que você odeia, até tudo que você ainda é muito nova para saber. Ainda somos. Por isso não vou permitir tão omissão com um certo lance, chamado viver. As mãos podem tocar o infinito da sua alma dourada. Essa não é a cor do céu. Muito menos, ao meu ver, sua cor preferida. Mas encare tudo isso de frente, pois é a cor de sua alma.
Foi engraçado como o dia amanheceu claro só de um lado. E como o tempo passa, e a gente vai pondo mais vida na alma e a alma mais vida na vida. E como por pouco a gente se esquece das pequenas e melhores risadas e carinhos e abraços que recebemos. Ou quando uma velinha faz com que você ganhe o dia, e outra te faz ficar com ódio. Então, você ouve uma música cheinha de sentidos e olha para o céu e vê que ele não é da sua cor preferida. Aliais, qual é sua cor preferida? Talvez a felicidade esteja na hora do almoço, onde a arma esta na mesa, e rola um fascínio imenso por tudo que se desconhece. Por um filme que desconhecemos o final. Pelo seu final, que ainda esta longe, mas que já brilha de tão bonito. Por saber que existe um pastel delivery, por saber que são poucas as pessoas que olham para o mundo e pensam que muita coisa ainda não aconteceu. Sabe que isso é um bom motivo? Um bom motivo para viver, é um bom motivo para morrer? Se morrer, a quem vai fortalecer? A vida cheia de encantos, e raros momentos de felicidade batendo na porta, e um barulho de vento infinito, barato, rude. Passou-se tudo pela sua cabeça. E outros mil sentimentos que jamais hão de ser descobertos, pois o ouvido não permite a razão explodir. Os corações não contem olhos. Os olhos estão para o mundo. O mundo é seu. Nada do que você me disser, vai mudar o que penso. Tudo que você fala para a vida, me altera, altera alguém. Até aquela pessoa que você odeia, até tudo que você ainda é muito nova para saber. Ainda somos. Por isso não vou permitir tão omissão com um certo lance, chamado viver. As mãos podem tocar o infinito da sua alma dourada. Essa não é a cor do céu. Muito menos, ao meu ver, sua cor preferida. Mas encare tudo isso de frente, pois é a cor de sua alma.
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