Wednesday, October 04, 2006

crozera

-sobre reforma e espelho-


Fazia tempo que ela queria reformar o quarto. O quarto que ainda mantinha seus pudores adolescentes e onde mais tempo ela costumava ficar quando estava em casa. E sabe, muitas vezes ela estava em casa. Pensou em pintar as paredes, colocar um lustre bem chique e outro bem hippie para dar um contraste que em verdade era tudo muito ela. Queria tirar dali tudo quanto era escrita, e frases já superadas de outras fases. Queria por mais prateleiras, queria dormir cercada de livros, talvez uma coleção inteira de Vinícius, ou Gullar queria por novas fotos e tirar velhos recortes de um armário abarrotado de roupas. Queria que seus olhos tivessem uma solução, ao invés de colocar a televisão tão pertinho do rosto, mas tão pertinho que ninguém acreditava como ela conseguia assistir e viver com o calor daquele aparelho em seu rosto, o que de certo lhe dava a medida do tédio. Queria também por cortinas pretas, bem pretas para que o sol não invadisse como ele sempre tem feito ao longo desses anos, apesar de que isso nem de longe chegou a ser um grande incomodo. Queria um quarto maior, quem sabe um banheiro só dela também. Queria uma rede preta, uma vez lhe falaram da tal da rede preta. Ela lembrou de quando era criança e perguntou pro moço que vendia redes, se ele tinha da cor preta. O moço rio da cara dela e anos mais tarde a tal da rede preta apareceu muito longe dali, mas ela já se deu por satisfeita ao saber que o vendedor de redes estava sendo um pretensioso ao rir do pedido dela.
Mas as pessoas riem, elas acham totalmente engraçado muitas coisas; meu quarto,meu jeito de falar, de vestir e dizem num tom bem blazê : “ai só você mesmo,viu” e a menina um pouco se importa sim,afinal ninguém é de ferro.


A gente podia parar um pouco, né?
Fazer com que certas coisas voltem de um jeito bem sutil quando vão pra voltar, de novo.
A gente sente muito. Eu sinto muito.
Outro dia mesmo eu estava comendo, sentei na mesa o almoço estava lindo,todo colorido bem ali e não foi nada real. Eu explico: eu estava com o garfo e faca, uma faca bem afiada que serve pra cortar carne, então foi ai que algo me chamou atenção na televisão e como ela estava bem baixinha sei lá eu por que, eu me aproximei dela para ouvir melhor a notícia tão importante que agora nem lembro mais. O fato é que quando voltei para terminar a comida, sentei na cadeira e não entendi mais nada. Nada mesmo, olhei primeiro pra faca, depois pro garfo e não consegui se quer imaginar o que aqueles dois braços estavam fazendo segurando tais talheres. Então olhei pra comida e tentei supor quem estava comendo aquilo, e era eu mesma. Eu sabia, mas não conseguia sentir que eram aqueles meus braços que manipulavam aqueles talheres que cortariam a comida que entraria na minha boca. Até a boca não era minha, os dentes muito menos. Meu estômago parou de querer aquilo. Larguei os talheres dei um impulso pra trás num ato de susto e medo.E meu coração disparou se cagando de tudo isso.
Dizem assim; eu tenho desrealização. Não me pergunte como isso acontece, o porque disso acontecer, não me pergunte o que eu não sei.
Mas o fato é que desde de pequena eu confronto o espelho desta maneira injusta. Eu olho, olho, olho bem fundo e não acredito que aquela imagem que ele reflete é minha, então eu pulo e faço gestos e tenho vontade de quebrar num soco porque eu nunca consegui sentir uma única vez, que ele de fato me refletia. Isso é um prato cheio pro meu psiquiatra; ele adora a acha até poético o jeito que eu defino minhas emoções e sensações pra ele quando vou ao consultório.E eu adoro ouvir que mais gente também tem isso. É um alivio saber que lá de dentro do meu quarto, aquele mesmo, que precisa ser reformado, eu não sou a única.
E as pessoas, essas mesmas que riem e que falam que só eu pra fazer tal coisa, onde elas se escondem quando sentem medo? Eu sou do tipo fácil, fácil pra sair correndo com dois megafones dizendo que eu to com pânico, que eu sou a louca da vez.E as pessoas acham bem bonitinho.Mas e elas? Eu quando vejo alguém centrado e organizado fico toda boba admirando como tal pessoa consegue levar esse tipo de vida. Acho realmente lindo. Acho bem bacana uma coluna retinha que acorda as sete da manhã, que trabalha desde de os 16 que já namorou 3,4 vezes.E que sabe a hora de ser paciente.
Já a minha cabeça parece uma anarquia. Todo mundo ali dentro faz o que quer, e principalmente todo mundo ali dentro adora pensar, pensar, pensar e não agir. Eu fico puta da vida com todos eles, fico toda hora relembrando que existem coisas a terminar, horários e pessoas que não podem ficar na mão, por minha causa. Mas eles são uns egoístas. Fazem somente o que querem e quando querem. E sofrem por isso também:

Tem vezes que minha cabeça para.
Para ou entra num surto. E eu fico angustiada com quinhentos mil pensamentos transtornados a toda hora. Tais pensamentos, afobados pra saírem da minha cabeça fazem do meu corpo uma vitima fatalíssima e então eu não me suporto sentada, ao mesmo tempo em que toda a luz e as soluções aparecem como uma descoberta na velocidade da mesma. e depois vão embora sem deixar rastro algum. Então o medico diz; toma um calmante quando for assim. E eu resisto a isso. Pelo meu próprio pensamento eu resisto. A gente passa a vida inteira procurando o sentido de ser quem é e o porque de acontecer tais coisas com a gente e eu sou nesse assunto, sou uma grande pensadora. A todo momento estou interrogado e botando a vida na parede pra ver qual que é.e me parece que esses meus surtos, que a gente aqui na terra chama de síndrome do pânico,tem todo um sentido pra mim. Como se com a vinda dele, eu renascesse de novo em alguns pontos que morrem durante o cotidiano normal de acordar cedo e ter a coluna reta. Mas mesmo assim eu sofro em telo e é claro que eu não gosto de sofrer, pelo ao contrário eu odeio. Mas mesmo assim no fim do túnel tudo o que me acontece, e já me aconteceu tem uma cara de vida vivida, e sabe, eu não posso mesmo encobrir a beleza disso.

Tuesday, October 03, 2006

eu juro tudo errado

eu juro que eu queria que as coisas dessem certo entre nós.
mas tudo errado.
eu juro que eu me sentiria orgulhosa de contar nossas histórias a todos que quisessem ouvir, de como tudo que aconteceu com a gente, foi coisa do destino.
eu levantaria nossa bandeira,pode crer.
eu incetivaria meninas inseguras/ abraçaria bem forte um menino na dúvida e diria pra ele acreditar.
eu patrocinaria tudo quando é casal que estivesse na mesma situação que estavámos.


(eu juro tudo errado).
eu vou contra todo meu destino esquerdista boemio.
tudo isso por que eu queria você,
mesmo sabendo que a cada discussão ideologica eu me perguntaria quinhantas vezes que raio estou fazendo do seu lado, e por que eu não fiz tudo ao contrário.

que seja qustão de tempo
e que eu possa jurar aos meus netos que coisas bestas assim,acontecem.
e que eu pare de fantasiar
pare
pare
pare
já

Friday, September 29, 2006


sempre pode ser melhor,acreditem

Eu tenho a força?

sobre a força:

-a força secreta daquela alegria esquisita-
você sabe que as pessoas vivem falando assim mesmo pra mim: "você é muito forte","você consegue!","a maestria com que você se ergue é incrível".e isso foi por um tempo muito bom de ouvir.mas depois não. em nenhum momento eu dúvida do verdadeiro carinho e das honestas palavras de "consolo" que essas pessoas querem me passar,mas por outro lado, as vezes me soa muito cômodo dizer que a força esta comigo.e eu realmente não entendo de onde todos veem essa "força" que sai de mim. eu mesma me acho uma fracota,até tatooei a palavra força pra ver se me adiantava algo. eu sou mesmo muito capaz de jogar tudo pro alto(e muitas vezes já joguei mesmo),sou capaz de passar o dia chorando comendo chocolate de baixo da coberta e as pessoas ainda insistem em me empurrar a tal da força,como se no ato delas falaram que a tenho eu me orgulhasse disso e assim desprenderia de mim em um ato heroíco uma imensa força capaz de mudar o mundo.balela.as coisas não são tão fáceis pra mim.eu seguro um rojão e engulo três pra dentro, e isso é ter força? ou ter força é perder a pessoa mais importante da sua vida e continuar a respirar? isso não é força,isso é instinto de sobrevivência.e nós como humanos,damos um lado todo sentimental a um instinto,na verdade, pré histórico.

E como se não bastasse eu ouvir religiosamente que eu tenho a força,a vida parece também acreditar nisso.e anda colocando inúmeros obstaculos em meu caminho para que no fim das contas eu ache o tal pote de ouro.o que ela quer de mim? eu canso de dizer,é realmente um ato honesto; eu não tenho a força.mas se a vida não acreditar nisso,ou me por esses tais obstaculos para que assim eu possa criar a tal da força,eu realmente confesso que estou de saco cheio de batalhar.to com uma puta preguiça de tentar ser feliz,de virar pras pessoas que eu amo e dizer que eu preciso delas,de falar com uma amiga que eu acho que ela vai se fuder, levantar cedo e ir pra faculdade,eu to de bode com tudo isso,e ainda me falam que eu tenho a porra da força.

mas parece mesmo que a tal da força irá me perseguir até o fim, como um fantasma que assombra uma criança no castelo mal assombrado.ou então a tal da força quer brincar de esconde esconde e fica bem atrás de mim fazendo com que só os outros a vejam.
pessoal,um aviso pra vocês; eu não tenho a força.e que isso fiquei bem claro.




I.Crozera

SÃO JORGE

mate um leão a cada dia para esta vida bundana e quase atéia (de tão sem sentido)...


.quase não consigo acreditar em nada.quase são 7 da manhã equasetudooqueacontece tem sido sem equilíbrio.minha vida é isso.tem sido assim.e assim estou cá.eu cá ali; de lado, envergando minha rala visão,quase que nada.e tem horas que eu preciso ver.então me deitoeentro na bolha que é melhor do que abrir a porta e ver que a realidade me doi.eu odeio ver como a vida é difícil pra mim.tão ruim nas coisas tão mais simples até fúteis,até da medo de pensar porque me comporto assim.o ruim é ver alguém tão semelhante e tão mais disposto.parece que eu não sou daqui.e quando eu entro no mundo de verdade a realidade me ataca cruelmente e sem sentido,pois a vida,no talo; não tem sentido algum.talvez eu vagueie amando do impossível,tomando tropeços das coisas de verdade,onde nada é permitido pra mim.

-é incontrolavel-
é quase com ritmo. com coração. com lágrimas que me saem toda hora. tímidas no canto esquerdo do rosto vencido. fazendo eu relembrar de tudo almatoquetransversal.é incontrolavel como me sintosimplismentetremor.das coisas mais raras eu lhe garanto;tudopassaporaqui.
encosta
encosta aqui pra sentir tudo de pertinho.
pra onde você foi? você também mora aqui.
não.
encosta de novo,deixa que eu encosto então.me procuremeliguemeresponta.não me deixe ficar surda no silêncio.
eu não sou surda,sou cega.
você me encosta agora,ou desgruda pra sempre,porque ainda você não me viu completa.
eu mando.eu amo mandar em tudo.
é meu dever,encosta logo.

Friday, September 22, 2006

Isabel, a pentelinha

Os homens às vezes dizem das mulheres que elas são frias e sem coração. Outras vezes dizem que são carentes demais e exigentes. Não sei das outras mulheres, só sei de mim. E, sobre mim, digo que muitas vezes fui fria e sem coração, mas até hoje não sei como evitar um mecanismo cruel que faz com que todo cara que trato mal me adore, mas, quando gosto de algum, de repetente fico carente e ele pára de gostar de mim. Meus olhos mudam para uma espécie de visão em raio X, e começo a ver, em cada gesto que ele faz, que está me deixando; ver isso é doído. Por algum tempo até faço que não vi. Tento me convencer de que ele está preocupado com outra coisa, que sou carente, que invento coisas. Depois às vezes compro umas roupas, me arrumo, porque dizem, e parece verdade, que a mulher sempre decide: enquanto ela quer, ela segura o homem do lado dela. Só que chega um dia – quantas vezes? Quantas vezes vou ter que fazer isso? - chega um dia que a gente cansa. A gente simplesmente cansa (Sabina Anzuategui – Calcinha no Varal)
essa coisa de correr atrás dos sonhos e das coisas que almejamos me deu no saco.

prevendo o futuro

"Ambos não estavam nos planos um do outro.
E ainda assim foi incrível.
Mas acabaram por se afastar, uma pena.
Um desperdício de corações, de sensações, de amores e de ilusões.
Mas olha, ela ainda sonha com ele.
E ele ainda pensa nela ..."

Wednesday, September 20, 2006

Um túnel, bem longe, em uma gota de tarde escura principalmente se não chove e como é seca essa cidade, nesses tempos que é bom olhar pra dentro e especificas condições são aquelas poucas que me arrepiam pra vida, eu quis gerar no mundo um inconsciente, só causei desilusão, a priore não tive medo, hoje estou medicada.Certas aflições, porém não se esquece jamais/vou priorizar- envolver minha critica, vou mentalizar o nada, o vão, a televisão.Estaremos prontos? Seremos dignos?Apuremos tal caso com um tanto de descrição seria injusto de minha parte convencer que todo o mal aconteceu por aqui.Vamos por partes quebrar certos instintos, fazer algumas revoluções, e machucar certas pretensões que qualificam esse mundinho de merda que gera nossa rebeldia.Uma ação no limite da equação, um rouco canto de alguém que já gritou demais, nem sempre é isso, nem sempre vou aperfeiçoar minha esdrúxula força de vida, um potencial a minha esquerda, o fio da meada sujo e cortado ao meu, assim, disparo entre seus olhares perfeito minha tórrida visão borrada que é assim que vejo o mundo!




isabel-crozera
Um intelectual a esquerda de meu rádio-um Bueno crime a la cada hora-pArte-3

Eram muito dos tendenciosos os frutos dessa contradição. E eu, que tava com tanta dor de cabeça, insisti nessa historia mesmo sabendo que nada disso foi possível um dia.Mas isso eu conto depois.Agora falarei das novas propostas de vidas instaladas no mundinho ploft de my granada

Uma relação entre as dádivas e os peritos que pensam traduzir meu certo;
Algo como entender o que se passou em 1659, logo após o incêndio que matou aquele cara.
E as coisas mais supostas que aconteceram naquela noite de descobertas

Teve um plâncton que salvou o mundo, disse adeus as coisas fúteis, viveu de dividas e alucinou.Depois, contou toda a historia com magia e sedução que pessoas ateias não são bem assim.Logo que foi dormir, as coisas ficaram tão maduras que já não pôde mais sonhar, e era tão fácil ver o ritmo das ações elevadas que seus critérios tinham ficado macio e tudo quanto era tara,trava no penhasco das glorias umedecidas por todos nós, sonhadores de meia tigela.

Tive um pânico modificador de pensamento como se algo maior que uma autoridade me prendesse e me acalmasse para depois tentar modificar os pensamentos viciados que faziam meu corpo surtar com o medo que tenho por ser humano.Algo muito contraditório vindo de uma pessoa como eu, mas também algo muito meu.


isabel-crozera
Revogado

Desde que ela começou a colecionar o vazio
Encheu-se deles

Como comitante vida
Eram sopapos de um breve adeus
Tudo quanto era
Era
Gerou uma incrível luz
Mas escura
Faltava
Os olhos da realidade
Uma ofensa
Uma vontade
O inexplicável de cada maldita situação
E as coisas menos plausíveis que insistiam em apurar
Os gestos dos movimentos
Certas cores, um oferecimento. Uma expectativa de uma mente acelerada, um interlúdio vazio a procura de uma espera.
(Para)


isabel-crozera
Movimento Lombar
Me chamaram.Ouvi uns gritos na espreita madrugada, o antigo baseado que agente ascendeu junto com aquele cara, depois ele me deu a ponta como presente.Um bom presente já que ia terminar a noite por lá e ele já estava indo embora.Na noite do conhecimento, um buteco com as tantas catuabas, cerveja, calton, maconha.Num lugar escondido, talvez um lugar muito visível, até.Supostas ocasiões me encantaram.Depois ele disse; Nossa você não sai do bar...E eu respondi: Você também não.Se não, não estaria me vendo.Certas particularidades, coincidências.Tudo que na televisão passava que agente não ia imaginar que aconteceria com a gente.Pressuposições, quase que um movimento aquático.E o meu medo de ter que operar o coração.E o meu medo de tudo que me dava medo.O coração operado para tirar a mágua, como no filme.Um filme lindo que eu vi certa vez.Ele queria tirar a moça da cabeça, mas o destino não deixou que isso acontecesse.Se fosse com agente.O mundo é mesmo uma redoma bem pequenina e com alguns encontros que pra sempre serão um milagre.Um pré-suposto, movimento lombar.Aquilo que eu ouvi outro dia, marcando coisas na mente.Uma mistura das minhas paixões, muito de si, muito de mim, pouco de nós.Cheguei atrasada.Eu sempre chego atrasada.Eu me acho pontual.As pessoas que me conhecem, tanto quanto eu sempre digo, você me conhece? Saiba lidar.Eu não sei lidar.Ela me pediu exames; tiróide, colesterol, diabete e uma ida o cardilogista.Uma ida ao medico.Eu quero logo essas certezas, já que eu voltei a tomar um santo remédio.Eu queria esclarecer e entender, pra depois partir pro mundo.Isso não é triste.Isso é a vida: Levofobia agente tem do lado esquerdo.Onde esta o coração?Mas resistir não tem sido um problema.Resistir ajuda a me encontrar.Quem sou? Resisto.Amor, amor, amor.Escolha uma frase de efeito.Eu gosto de ser assim como sou; um lado obscuro, um lado lady.Não, não um lado lady não.Desculpe a tentação.Esfera forte-sou ali.Freqüentemente assino em baixo.Mas estou sempre em alta, com oscilações no meu movimento lombar.
Eu não consigo dormir. Eu não consigo dormir, eu não consigo dormir
Eu caio no sono acordada tremendo e ouvindo o ruído como se um olho meu estivesse aberto
E um ouvido rindo
Meus braços descordando dos trejeitos meu coração simulando uma emoção e se preparando para a espera de uma convulsão
Eu não consigo dormir eu não sei se passo a noite pirando e achando que estou acordada ou se esse é meu novo sono me encurralando eu minha alma meu corpo sou mesmo um canalha
A televisão a fronha meus pés gelados umas vontades tórridas efeito sentido ao contrário pensamento desvairado
Eu não consigo deitar de tanto sono vou me ausentar algum dia por engano eu quero fechar os olhos quero me controlar pra dormir eu não consigo eu não posso com a noite ela é muito da companheira eu não estou acostumada com os choques do meu corpo esse ímpeto de semimorte os sustos desinibidos um calculo inevitável lá estou eu tentando desligar, um sorriso meu travesseiro um zumbido faz frio.
Eu não me dormi não durmo nunca mais fechei meus olhos
Não eu preciso me deitar me deitar me deitar às vezes eu quero dormir eu não consigo eu sigo eu sigo não chego eu quero travar com meu sono roncar por um coro acordar trinta horas depois esquecer os dias as avenidas minha catuaba o bom e futuro salário e isso era pra me dar sono, mas vou me arrepender se não colar minha cara na cama tentar respirar sem meu consentimento elaborar sonhos de mais profunda lucidez ta tudo tão estranho bom estranho me sinto agora eu não consigo dormir me ver me ouvir vou ter um colapso eu já entrei nesse túnel é escuro é escuro quero me jogar sair daqui mas preciso dormir nem que seja por um pesadelo dormir um mês inteiro eu quero eu não consigo.

isabel crozera
Arquivo morto e segregações falsas apresentam:

CUNHA & SUAS –algumas- MULHERES em...
Em busca do clitóris perdido

Cunha, estrangeiros boa pinta entrando em contato com algumas brasileiras saidinhas daquele bar...Comeu-as não as chupou e mandou que fossem embora antes do bom amanhecer. Cunha, oh meu caro nós não somos aquilo que pensas homem! Somos mulherzinhas que juntinhas nas bandas fazemos sons de igualdade para que esse mundo não seja tão machista...Cunha, você não sabe nada de vida de amor e amizade, de lutas e coragem.Acho que você gosta de boxe. Curte um som pesado e não toma sorvete....Cunha, olha pra cá, eu queria uma relação seria com você, mas as minas da banda não permitem...Elas berram tanto, você sabe como é né? Ah você deveria ir num show nosso um dia desses, sabe é daqueles que só as minas tocam e fica cheio de lésbicas, pois queremos a igualdade. Cunha, eu tô gostosa hoje???


isabel-crozera
Arquivo morto e segregações falsas apresentam:

O LIXO ENTUPIDO &FOLHADOS DE MAÇA
-Uma nova entrelinha sugestiva e nem um pouco autocrítica da realidade-

Dois peritos semi alcoolizados visando buscar o que há de errado no mundo.Essas pessoas falsas e medíocres perambulavam por ai sem que uma lei as altuassem em flagrante. E os pobres meninos da calçada do Leblon que esperavam por Ber todos os dias que esse mundo põem o sol pra nascer.
Quatro delegados mortos e não era violência
Xuxa viva paquitas putas e tudo isso era bem infantil
O sonho que tínhamos em legalizar a maconha e o medo de tomar uns tapas do gambé
(Isso era a coisa mais classe media que eu consigo me lembrar)
Lamber coisas alucinantes/ser esdrúxulos por pura intuição
Dois peritos se comovendo com aquela atitude e tendo que fazer um imenso relatório sobre o que viam do mundo
Não que fossem ETS
Nem sardinha enlatadas com pedaços de golfinhos, apenas um intermédio de uma loucura misturada com gardenal-como a Atena-e pitadas de frontal, para que tudo se apague do cérebro como num toque de mágica
Tudo muito bacana demais
Dava até pra desconfiar quando anoitecia naquela cidade
Tinha um medo de não poder respirar/ mais era tão forte tão prozaico
Do que será que temos medo?

Isabel-crozera
Arquivo morto e segregações falsas(pArte-2) apresentam

BERINGELAS Assasinas&contatos MUSICAIS
(o grande primeiro fiasco da historia sobrevive até hoje)

Envaretados surgimos atômicos nos decalques da historia sempre a espreita a espera da aurora cor de xoc, Atlanta corrosiva uma peste nuclear e nunca mais você verá o seu vizinho.
Um engenhoso celibato as custas de muito esperma e uma xiboquinha para maiores frustrações, algo sobre humano da rocha do caule e mil e uma noites que viveremos neste mundinho ploft, oh desgraceira mórbida que as pessoas são/pensam que não são/são e acham que são outras. Mandam um maluco pro hospício, seguem nessa jornada de fofocas alheias e prováveis vidas destemperadas e fudidas cheirando a morte e destruição.
-Jorrava algo que não entediam, mas sempre que tinham medo, o tratavam bem - Covardes, fracos astutos/um bando de coisas malditas.
A ARTE EXISTE PARA QUE A VERDADE NÃO NOS DESTRUA
Vocês, otários, não passam de meros sobreviventes inconscientes e derrotados.
Um sigilo
Termômetro
As custas, de boas.
As pessoas...Se comovem.
Vende-se paraísos...Dentro dos copos de sua bebida preferida.

isabel-crozera
As analógicas condições que foram transferidas para quarta-feira não deixam dúvidas que aquilo era mais transgressor do que qualquer ritmo de lambada rebelde.Os naturalistas que passaram a vida inteirinha imitando o zumbido da abelha nunca vão entender o amor que elas tem pela flor.E eu, garota esperta 21 anos, quero agora sorrir e dar tchau para todo o male-mal e casitos que me deixaram a beira de um ataque de pânico. O encontro com a filosofia, uma aula magna dizendo que Sócrates potencialmente poderia ter sido meu terapeuta.Uma fabula desperta horrores na vida dos manifestantes que viram massa de manobra dos otários fracotes, que todo ano, vemos por ai.Tinha umas cores que não estavam ali à toa, foi só chegar para que elas começassem a me incomodar de uma absurda maneira que não era vista, senão os grandes enxertos da humanidade, ou mesmo eu brincando de esconde-esconde querendo fazer xixi.
Certos caminhos opostos na era.Gera que gera, e surta.Acabei de provar uma fruta madura, seu gosto de veneno ainda não me permite voltar.Eu já quis seu perdão para minha imaturidade, mas não vou avançar sem saber o que estou fazendo apenas por amor.Não. Aquilo tudo vira um saco de amontoadas idéias pagas de que um dia eu poderia ser a garota dos seus sonhos.Uma doce ilusão de duas pessoas perdidas.E como os outros gostam de você.
Frágil instinto; Um dia o peito vai dar leite e aí o mundo vai parecer ter salvação.Uma barriga, um futuro.E agora um monte de oba-oba a procura de claras intenções de suprir tudo aquilo que sofremos quando saímos e lotamos a cara de cerveja.Maldito dia que eu te fiz chorar, achando que ainda era mulher, não menina rosa.Azul, violência, Amarela prata.Eu quis atenuar um bocado de explicações para justificar esse momento.Quanto sofrimento para alguém que eu disse que amei.Suposições baratas.Levo agora minhas respostas no bolso e meu vomito congelado para quando eu tiver fome e quiser comer algo saudável.

isabel-crozera
Fico insistindo naquilo
Que eu possa inventar
Numa doce cantada
Talvez a doce cantiga
Que de tão doce
Não será nada
Não será como eu quero
Ou será o que eu quero
E o que eu quero, se não quero sempre
Se eu não quero românticamente
A mesma balada baby
A mesma balada, baby

Monday, September 18, 2006

O MELHOR POEMA DO MUNDO

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,Que tenho sofrido enxovalhos e calado,Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachadoPara fora da possibilidade do soco;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.Toda a gente que eu conheço e que fala comigoNunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...Quem me dera ouvir de alguém a voz humanaQue confessasse não um pecado, mas uma infâmia;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?Ó príncipes, meus irmãos,Arre, estou farto de semideuses!Onde é que há gente no mundo?Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?Poderão as mulheres não os terem amado,Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?Eu, que venho sido vil, literalmente vil,Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Sunday, September 03, 2006

I am the wisest woman you've ever met
I am the kindest soul with whom you've connected
I have the bravest heart that you've ever seen
And you've never met anyone
who is as positiveAs I am sometimes