Friday, May 11, 2007

Ida


Preciso escrever no silêncio. O silêncio que divide suas parte do espelho que me encara. A outra parte sangrava, enquanto eu olhava aflita ao brilho apagado de meus olhos pequenos; mal abriam, mal fechavam tranqüilos. Dormi muito. Nunca acordei.O tempo ditando os milésimos de destinos e minhas oportunidades voando pela janela, pela janela de madeira grossa, de madeira escura, igual tem em Boracéia. Fingi nada ver, finjo tudo. O olhar desviado da minha guerra particular, interna, secreta, sozinha. E o espelho refletindo que eu não queria ver. Preciso prever o silêncio. Precisei viver. Não pude. Precisamos todos:

O sol queimava a pele, que logo ardente, descamava. Pegaria a estrada, logo estaria no aconchego de meu lar. Meu lar que tinha meu cenário, o espelho e o silêncio. O olho fechado demais, e eu tinha que dar ouvidos a todos que me diziam que o olho era o espelho da alma. Que bobagem, eu pensava. Meu olhar mal via a destreza da realidade,e eu ria de tudo isso. Foram anos numa batalha ingênua, perigosa. Eu me esquivava dela, alucinava, ria, fazia todo mundo rir também. Seduzia a todos para entrar no meu jogo, e as pessoas se revezavam, depois voltavam a realidade. Eu não.

Até um dia que ela descobriu meu endereço. Bateu na porta da minha casa, vestida de preto. Não errei ao dizer que sentia, não via, não havia. Mas ela jamais quis previsão, eu não aceitei. Me armei mais forte ainda,queria vingança. O espelho parou de doer, porque os olhos gastos já não se incomodavam em não enxergar a alma. Pouco queria de mim, pouco me pedia. E o mundo sem alma foi à liberdade mais venenosa que eu já provei. O sol queimava e doía muito, mas logo passava, assim, eu esquecia que um dia já tinha sentido dor. Os cachorros latiam, a casa acordava relativamente cedo, eu podia ouvir o barulho do aspirador de pó sugando a poeira da minha inércia, mas eu, nada fazia. Esperava o sono vir de novo, esperava a noite cair e ia, ao estilo dos olhos de quem não vê, para fuga. A fuga era um pedaço divino do meu dia, as fugas eram de ouro meu chapa. Eu estava ganhando a batalha, seduzia o tempo, o dinheiro, as pessoas, seduzia a realidade. Eram bons momentos, não vou negar. Eu ria alto e olhava pro lado, sempre tinha alguém me olhando e eu pensava; Olha mais, olha bastante, essa daqui que você esta vendo, é quem eu queria ser. Todo mundo acreditou que era eu quem estava ali, e minha malícia começou a me envolver também. Quando nada é de verdade, o silêncio é traidor, então eu gritava. O veneno, primeiro me cegou devagarzinho, tirou o brilho dos meus olhos maquiados de preto, de luto.Depois o veneno me conformou. E então, foi a pior parte. Eu andava no escuro, viva de farsa. Até que cega, não vi o precipício, e cai.

Fui abandonada no túnel que me levaria à razão, o túnel da vida. O pior lugar do mundo, até aquele momento.

Ela veio me dizendo que ganhou o jogo, me ditando as regras, me garantindo que se assim segui-las, poderia me sentir melhor. Eu estava ignorante, assustada. E as coceiras voltaram, por que as coceiras eram o veneno saindo, a farsa passando e tudo isso doía muito, muito, dói até hoje. Dói agora.

Nesta tarde cometi erros, amanhã vou cometer tantos outros, e por aí vai. Mas nesta tarde o ato de cometer, foi terrível. Doeu por um motivo, e eu quero explica-lo: já vejo o brilho perdido, voltando aos meus olhos, ainda maquiados, de preto alegria. Já não temo o espelho que reflete a verdade.

Você sabe de uma coisa? Tenho lutado para saber também.

Friday, May 04, 2007

Caio Fernando de Abreu


Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo, garotão?


Nada, você não entende nada

Thursday, May 03, 2007


Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo.

2000 mil anos


Veio então o que a anos se escondeu. Brincávamos assim. De falar que amando a gente escrevia melhor, choramos lado a lado. E rimos muito também, mas, sabíamos que no fundo, não havia cura, para a tal doença vida. Ela veio e foi embora, mostrando que as juras, não tem valor. Mostrando que o que era pra valer, é o que se sucede e não, o que se promete. A vida demonstrou encanto, os caminhos opostos e hoje eu queria telefonar e dizer: fizemos tudo errado amiga. Fizemos tudo, nada viveu daquilo, nem os ideais, nem nossos homens, nem nossa amizade. Mas o mundo, cheio de encantos, veio e levou. Destinos turbulentos para achar a vida real, para achar o que vamos levar até o final. Ouvimos uma linda música que falava de nós mesmas, depois nos perguntamos e contamos todos nossos sofrimentos, ascendemos um cigarro e vimos o quão chavão é essa vida peculiar: Existe a beleza de ser um eterno aprendiz, existe uma vitória para cada um de si.E mil derrotas fantasiadas de risadas escrachadas.Um belo dia, você cai. E o tombo é tão feio que o mais difícil agora, é levantar sem tomar um copo de cerveja. O tempo urgindo na sua orelha e você fazendo de conta que ele ainda estaria por vir. O sol se pondo em uma finalmente tarde de frio. E todas as nostalgias possíveis daquelas de emocionar corações calejados, aqui. Você percebe pra onde gira o parafuso, entranhas são razões comedidas pelo silêncio da alma. E elas querem fugir. Você entende, mas não agüenta. Teve uma vez, que vi meu pai muito doente em uma cama de hospital, e eu disse, mesmo com ele já inconsciente, que o amava muito, falei bem alto; entendeu? Você esta me ouvindo? E com a cabeça, meu pai fez que sim. Depois, nunca mais nos falamos, e a vida ficou diferente, como só ela poderia. Você pode se guiar pelas pessoas ao seu redor. Você pode depender delas até seu final. Eu vi meus amigos indo embora, embora, embora e eu não fui com eles. Eu de longe brindei com um copo, e hoje, talvez faria tudo igual. Depois, vi os mesmos amigos fazendo a linha da vida seguir em frente, enquanto que eu, recuava a cada comentário que ouvia. Enquanto que eu me perdia na angústia e no vazio, fazendo com que a vertigem fosse necessária. Vi alguns amigos recuarem também; eu estava sentada na cadeira, e abri um sorriso largo e acolhedor, disse: sejam bem vindos novamente. E eles se sentiram mal. Eu já estava ali. O dia da queda foi o dia mais importante da minha vida. A insustentável leveza do ser talvez explique toda a fragilidade, mas ainda não entendo do meu vazio. O dia em que eu cai, era domingo pra segunda. Lembro que comprei o jornal na praia. Lembro. Foi um dia de sol e mar e de sorte no jogo. Azar meu. Depois eu lembro do mal estar na casa de Laura, depois eu lembro do cochilo bêbado no sofá e Leninha chegando-“dormeee doidão,mil fita acontecendo e ce aí, no bem bom-...Putz,que horas são?” Depois a queda, o coice: Carnaval. Todas as escolas passando pela avenida desfilavam minha tristeza.E eu chorei no telefone aquele dia, dizendo à Flávia que não ia voltar, que eu não agüentaria de tanta angústia. Ela entendeu. Em seguida, tudo foi recolhimento, foi como nascer de novo, eu juro. Foi como nascer de novo, andar de novo, falar de novo, amar de novo, tudo novo. E eu ainda estou aprendendo. O resgate de Jéssica: Passaram-se intermináveis três meses, todos me procuravam, e eu, alegava insanidade. Foram longas noites de recusa, de entendimentos. Foram longas noites e dias cinzas encolhida na parede chorando e gritando; faz parar! Faça tudo isso parar, por favor! Preciso de um sonho que se sonhe só: Um sonho só meu. É incrível, ele esta se realizando. E o fecho de luz que entra todo dia de manhã tem mais dourado que todos os feches somados de muitas vidas, até da minha vida, á alguns anos atrás. Resolvo aceitar viver de verdade, e é uma alegria só.

Saturday, April 21, 2007

eu


Dentro do carro sobre o trevo a cem por hora, ó meu amor

Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho

e fico rico quanto mais eu multiplico

diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio

vejo a luz do ter olharpassa as praças, viadutos

Tu nem te lembras de voltar

De voltar, de voltar

No corcovado quem abre os braços sou eu

Copacabana, essa semana o mar sou eu.

E as borboletas do que fui pousam demais

por entre as flores do asfalto em que tu vais

E as paralelas dos pneus na água das ruas

são tuas estradas nuas em que foges do que é teu

No apartamento oitavo andar, abro a vidraçae grito quando o carro passa-

Teu infinito sou eu! Sou eu, sou eu, sou eu.

No corcovado quem abre os braços sou eu

Copacabana, essa semana o mar sou eu.

E as borboletas do que fui pousam demais

por entre as flores do asfalto em que tu vais

Thursday, April 19, 2007

Olha só xuxu;Minha ficha caiu há tão pouco tempo,que até me assusta.Mas não vou correr,nem vou te fazer como pessoa vazia. Aquela que eu sozinha me relaciono. Tão pouco fazer de você, uma mira de meus estragos,um conforto para minha angústias.
Aconteceu:
Os olhos não suportariam tanta realidade,por isso resolvi não enxergar.
A realidade, descobri tarde demais. A realidade, a gente muda.Desculpe xuxu, fui tão egoísta e ainda me lamentei de sua perda.Senti raiva de você, hoje sou a culpada.Mesmo sendo vitíma do meu vazio. Ele é muito maior do meu não amor por você que eu sempre xuxu,sempre senti.


"Foram necessários seis acasos para levar Tomas até Tereza,como se,por conta própia, nada o tivesse conduzido até ela"

Xuxu,veja só;encontro tantas coisas nossas, até que tudo poderia ser um bom romance. Até outrora em nós acreditou.Retorna vai xuxu? Me deixa eu te contar o que naquela noite não consegui pensar. Retorna que eu quero me redimir. Não das ofensas,mas das juras de amor.

Wednesday, April 18, 2007

Cacete, hein?


Me cansei de ficar mudo, sem tentar

Sem falar

Mas não posso deixar tudo como está

Como está você?

Sunday, April 15, 2007

Todo o teto que caiu,foi há exatamente 3 meses atrás...
(silêncio)

Thursday, April 12, 2007

Madrugada de Janeiro




Pois é, até
Onde o destino não previu
Sei mas atrás vou até onde eu consegui
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar
Clareia minha vida, amor, no olhar



“Eu tive uma noite na varanda e depois te vi dormir. Fiquei te observando achando que os felizes para sempre poderiam existir. E naquele momento, foi”.
Para todo o sempre, e eu fui feliz.
Hoje, o peito aperta ao lembrar que eu já fui feliz para sempre, com um homem que para sempre me fez também sofrer.
Ele dizia que não queria me ver triste, que não queria que eu chorasse.
Ele também dizia tanta coisa linda, mesmo não sabendo o que ele estava dizendo.A gente era tão diferente mais em detalhes mínimos, ele me seqüestrava.Hoje os detalhes sumiram e veio a tona o que ele sempre foi.
Eu queria poder saber porque essas coisas acontecem;
Ele veio para minha vida, deixou histórias de cinema americano.
Depois se despediu de um jeito covarde que até hoje, dói
só de lembrar.Ver tal dor matando lentamente tudo de bom que eu via nele, certamente é a parte mais cruel.Ele não me deixou escolhas.
Se eu pudesse escolher, ahhh se eu pudesse, jamais tudo isso teria sido, acontecido.

Na noite em que te conheci, meu destino não queria brincar dessas coisas, de saber seu nome.Mas na noite em que você me conheceu,
Seu destino quis brincar de ser o homem da vez; aquele que machucado, agora quer, machucar também.
Me sai uma bela vitima e sua maldade durou mais do que seu destino gostaria.Eu aposto que ele não era tão mal assim, mas você ao meu ver, gostou desse troço de me incendiar e depois se calar, fazendo do silêncio seu secreto desgosto.E incluindo no seu nó na garganta coisas que você gostaria de dizer ao mundo, e a mim também.
O que você não falou, sempre me doía, sempre.
E o bem que você me fez, aparentemente, nunca foi real meu caro.

Friday, April 06, 2007

Que nunca foi real,veja só...

Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Que acabou feito um sonho
Foi o meu inferno, foi o meu descanso
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal
Huummm....
Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão
Não me esqueça por tão pouco
Nem diga adeus por engano
Mas é sempre assim
A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

Wednesday, March 28, 2007

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela têm razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?
Ahh tanto faz!
E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?
Deixo tudo assim,não me acanho em ver vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiroa prever e poder desistir do que for da errado?
Ahhh, ora, se nao sou eu quem mais vai decidiro que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.
Ahhh, se o que eu sou é tambem o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...

Sunday, March 25, 2007

Horóscopo do menino mudo*

Sua habitual propensão a manter o silêncio
sobre tudo que acontece acaba evocando
sentimentos paranóicos nas pessoas pró-
ximas. Elas percebem que você oculta
algo,ainda que esse algo, talvez, nada
signifique para elas. O que fazer com isso?

Friday, March 16, 2007

-Reflexos e Análises de varanda-
(Em agradecimentos à um covarde)

Chegou a hora de te descongelar. Você me machucou tanto, mas tanto que eu sucumbi. Eu deixei pra lá, e a distância ajudou a te congelar, ajudou a não pensar. Então foi ai, que imagine só, eu descongelei. Você me nutria o tempo inteiro de ansiedade, você me fazia de coisas que eu não queria ser feita, você me machucou tanto, e eu, desnutrida de ansiedade, desabei meu caro. Desabei pro fim do mundo, pro fim da minha existência, fiquei morrendo de sede, da ansiedade cruel que você me alimentava com prazer. Pois então, e ai, foi que morri. Morri, como há muito tempo não morria, morri feio. Morri de vez. Morri de sede e te congelei para não morrer mais. Você foi necessário para minha estrutura caótica, para me manter viva no inferno, mas quando eu morri, meu caro, fui primeiro ao purgatório, onde tudo é uma grande pausa quente, desesperada e que me metia um medo filha da puta, que me fez sucumbir à loucura. Quando você secou minha fonte de angústia, eu sai importuna, atrás de novas angústias, como num vício eterno de ter o coração na mão. Acontece que de você, aparentemente, nada ficou. Eu te congelei lá longe do meu sentimento, algo intocável, seco, onde eu jamais iria tocar de novo. Me enforquei,me alimentei de outras angústias. Todas as avalanches do mundo meu caro, passaram por aqui. E de todos os meus males, eu mirei apenas em você, como minha salvação. Quando você resolveu secar minha fonte, todos os outros males também morreram de sede, e foi ai, justamente nesse exato momento, como na cena do filme, foi ai, onde eu morri. Eu sai correndo,sem olhar pros lados,atrás de outras angústias para voltar a sobreviver,e como num paradoxo chavão,eu nascia de novo,mas nascia para logo morrer. Com você bem longe, com minha fonte seca, senti o pior dos horrores, e também como era horroroso o uso que fiz de você. Quando decidi voltar a viver, decidi também, não mais me matar, como automaticamente fazia, como quando você me alimentava. Resolvi que se fosse para voltar a viver, teria que não pensar em morrer e isso me fez pensar em você.
Então, acabo de te descongelar, você esta distante na terra linda, quente. E eu confesso, te sucumbi.Nós sempre soubemos que jamais teríamos nascidos, um para o outro. Éramos de longe um casal não ideal. Mas, ao mesmo tempo era você de uma forma cruel que me alimentava, para que eu pudesse viver, para poder morrer. Eu te fiz com maestria, você entrou no jogo, como sublime jogador. Acontece que numa overdose de angústia, eu deslizei, pedi mais. Pedi para que você parasse de me alimentar de angustias, pedi para que você fosse meu, assim, só meu, mas sem me matar, para me ver nascer só para morrer de novo.E foi ai que você inesperadamente, covardemente me disse não. Como se seu papel em minha vida fosse apenas me alimentar de angústia, de ansiedade. Como se desde do começo, desde de a primeira vez que te vi, você senhor, já soubesse que eu jamais iria ser sua garota. Logo depois, eu soube também. E quando você se revelou apenas um covarde sem qualidades, eu finalmente entendi qual foi seu papel na minha vida. Agora nesse exato momento, estou te descongelando, estou querendo botar toda a culpa do meu vício por angústias em cima de mim mesma, como se eu me auto-punisse. Ousei a te amar, só para que você me abastecesse de inseguranças.Mas sei que isso só não basta, quando um não quer, bem, você sabe. Você deve saber de sua cota covarde que você pintou em meu mundo. Você deve saber que o uso que fez de doces palavras não foi só apenas, um ato de enganar a menina rebelde e apaixonada. Você teve medo de colocar na sua vida, alguém que jamais seria como você. Meu caro, você teve tanto medo da diferença, que num gesto terrível, me disse adeus, secou minha fonte. E é exatamente por isso que eu estou aqui para te agradecer. Sem sua covardia, eu ainda seria a mesma garota viciada em pequenas angústias, em falsas alegrias, em sonhos que no fundo, eram terríveis pesadelos.Obrigada por tudo que fizeste comigo, o ato covarde, o sumiço absoluto, as palavras baratas e principalmente o virar de costas, o empurrão para o abismo. Sem isso meu caro, eu ainda estaria pelos cantos à procura de um homem assim como você, sem qualidades, para me manter viva de angústias maléficas. Agradeço-te por ter me mostrado que viver de angústia, jamais é amor, jamais é afeto, jamais é admiração. Viver de angústia, como eu vivia ao seu lado, era viver na eterna busca desenfreada da maior doença. E eu não tenho a maior doença, meu caro.
Hoje, eu descobri que viver não é assim. Que amar, não é assim. Descobri que a vida não é a grande doença. Hoje eu descobri, que a coisa mais honesta que veio de você para mim, me libertou: sua covardia cruel. E sabe meu caro, eu não tenho como te agradecer.No entanto,ficam aqui minhas honestas e humildes palavras cheias de erros e um eterno obrigada por ter passado pela minha vida desta forma assim, tão ruim.

Thursday, February 08, 2007

Você

"De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assimFez dele razãoPra se perder no abismo que é pensar e sentir"

Monday, February 05, 2007

[o amor, ele mesmo, em carne e osso, me jurou, prometeu, garantiu, que se eu, que se eu, eu fosse um bom moço, eu fosse uma pessoa boa, eu me divertiria, eu viveria rindo à toa. Olha só o que me disse, um dia, ele, o amor em pessoa.]

Tuesday, January 30, 2007


"Dentro de uma coisa que gerou um monte de outras dentro dela e coisas certas de um selvagem coração que abastecia.Nada tinha uma perfeita condição, e foi só um, dois, três passos para que o covarde mostrasse suas garras.Nada dele era real.Tinha uma força fraca, uma inteligência fraca e machucou meu coração.O covarde morre mil vezes. Morre pela manhã ao ver a força do sol, morre a tarde ao ver no sorriso de quem ama, que nunca amou.Morre mais à noite olhando pela varanda de uma cidade quente. Morre mil vezes.O covarde se desprende e engana os valores, na confusão das conquistas. E aguarda um grande premio no fim da vida, mas morre. O covarde corre e soa e brinca e ri pra morrer, pois sabe de sua breve vida, e foge da dor que é ser feliz. O covarde é cego, duro, sem luz e machuca sem olhar a quem. Da arrogância pequena, das falas infelizes e o que mais um bom coração pôde agüentar. O covarde entra nas nossas vidas, e sai sem deixar rastro, por pura vergonha dos atos cometidos e porque morre. Porque morre mil vezes, às vezes até mais."

Sunday, January 21, 2007

Pra você:
(-Te adoro,mesmo com tudo-nada-nosso-)



Não é o que você pensou
Quando você começou isso
Você conseguiu o que queria
Agora você mal consegue suportar, embora
Agora você saiba, isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar

Você está certo de que existe uma cura
E que você finalmente encontrou ela.
Você pensa que um drinque
Vai encolher você, até você quase desaparecer
E estar no chão, mas isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar

Prepare uma lista do que você precisa
Antes que a morte venha te buscar
Porque isso não vai parar
Isso não vai parar
Isso não vai parar
Até você se tocar

Não, isso não vai parar
Até você se tocar
Não, isso não vai parar
Então simplesmente desista

Tuesday, December 26, 2006

é disso que eu to falando:
Só abre a guarda se tiver garantias de fidelidade

Monday, December 25, 2006

2007

são tantas emoções...
-arroto,falo palavrão pra caralho,tenho o corpo cheio de tattooagens e moro longe. Você teria vergonha de me apresentar aos seus amigos anti-fumantes,caso eu resolvesse fumar meu calton na frente de todos eles,ou caso eu falasse de política e risse de alguma menina que abrisse a boca e falasse um absurdo preconceituoso você teria vergonha de me apresentar para a sua família porque sabe que eu falaria coisas que sinto,que vejo com meu olho fraco-
(so fucking sorry pra mim,ou melhor,so sorry pra você também)