Wednesday, March 22, 2006

Afinal,todo carnaval tem seu fim minha gente...


Uma mudança de velocidade, uma mudança de estilo. Uma mudança de cena, sem nenhum arrependimento, Uma chance de ver, admirar a distancia, Ainda ocupado, apesar de nem se lembrar. cores diferentes, sombras diferentes, Foram feitas sobre cada erro. Eu sou o culpado. Sem rumo, tão simples de ver, Uma arma carregada não ira te libertar. Entao você diz. Vamos tomar uma bebida e dar um passeio, Uma voz nervosa e uma que chora, Nós te daremos tudo e ate mais, É muita pressão, não aguento mais. Oh, eu andei sobre a água, corri pelo fogo, Mas nao consigo mais sentir isso. Aquilo era eu, esperando por mim, Esperando por algo mais, Eu, encontrando comigo mesmo, esperando por outra coisa.

A menina esperava seu homem chegar
E olhava todo dia a linha do mar
Ele só quer escutar o que ela quer dizer
Ela sabe do desejo o seu coração
Aí ela disse: vai querer?

O menino esperava sua mulher chegar
E olhava todo dia em cima do mar
Ela só quer escutar o que ele quer dizer
Ele sabe do desejo do seu coração

Aí ele disse: por amor, ou por besteira?

Tuesday, March 21, 2006

Susan-Outsaiders

O primeiro verde da natureza é dourado
Para ela a cor mais difícil de fixar
A primeira folha é uma flor
Mas, só durante alguns segundos
Depois folha se rende a folha
Assim a aurora se transforma em dia
Assim o paraíso se afundou na dor
Nada que é dourado fica

Burra

Pra onde vai esta dor?
De todo o impacto eu ainda consegui angariar sorrisos,momentos lindos, tudo mais.Mas a dor, ela não se desmancha, ela corre e entra na veia de qualquer coisa por ai dentro de mim.A dor, e todas as outras dores menores...as dores que eu já tinha antes disso acontecer.
A força secreta estaria esgotando recursos?
De onde vem?

Eu não posso ficar a vida inteira sentindo "A" dor.
Nem esperar que os outros saibam e me respeitem por isso.
Mas não sei pedir ajuda direito a vocês.
Sei ir ficando cada vez mais estranha, cada vez mais longe de tudo.

Eca, que saco...odeio tudo isso.

Eu jurava que não tinha nada avê
e é sempre assim: a gente começa esnobando, enquanto o outro
fica na espreita louca procura, como um caçador em busca da presa.
Depois acontece a sindrome de estocolmo e a presa fica amarrada ao caçador.
Só que é contra a lei a presa querer o caçador.

Agora: Meu caçador nem vê tanta graça em mim, uma presa frágil.
Então seguinte; também nunca mais vou dar bola pra caçadores,
não mais ser presa fácil, entendeu?

Vou voltar a ser o leão mais invejado, forte e bonito da floresta.
E não vai ser um pequeno caçador que vai me prender.

Monday, March 20, 2006


Eu sou incrível
Ele é mais
Eu sou imprevisível, ele até demais.
Eu sou uma errante
Ele é todo certinho
Eu sou estravagante
Ele era mauricinho
Eu sou metida a inhé
Ele já se cansou desse papinho

Sunday, March 19, 2006

TPM-entendeu?!

depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;
ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;
raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;
diminuição do interesse pelas atividades habituais;
sensação de dificuldade de concentração;
cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
acentuada alteração do apetite;
distúrbios do sono;
sensação de estar fora do próprio controle;
inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;
dor de cabeça;
dores musculares;
ganho de peso ou sensação de inchaço;

Wednesday, March 15, 2006

O que que tem ter TPM?



-Ninguém pra conversar-
É uma merda quando você não tem com quem falar que você acha o mundo uma bosta que as pessoas são imprestáveis e que você está cada vez mais de saco cheio de tudo isso.Quando eu ouço certas notícias, quando vejo essa situação acontecer.Eu fico pensando que falta alguém pra compartilhar os momento em que as idéias surgem e os otários parecem imortais.Eu tenho medo de ter medo.Medo de ficar triste, medo de morrer e todos ficarem com dó de mim, medo de ficar sozinha.Eu odeio dó de mim. Mas você precisa saber que você pode contar com alguém.Isso parece um pouco infantil? Talvez, você seja um pouco infantil, uma parte que de tão machucada não cresceu.Um plano infalível que não deu certo a lá cebolinha.Eu jurava ser uma pessoa forte, inteligente.Mas lembrei disso, eu despenco.Tem momentos que eu não agüento.Por isso que eu posso ser aquela pessoa que pode escutar as ingratidões deste mundo...ou não.

Quem me dera


Ai, como essa moça é descuidada
Com a janela escancarada
Quer dormir impunemente
Ou será que a moça lá no alto
Não escuta o sobressalto
Do coração da gente
Ai, quanto descuido o dessa moça
Que papai tá lá na roça
E mamãe foi passear
E todo marmanjo da cidade
Quer entrar
Nos versos da cantiga de ninar
Pra ser um Tutu-Marambá
Ai, como essa moça é distraída
Sabe lá se está vestida
Ou se dorme transparente
Ela sabe muito bem que quando adormece
Está roubando
O sono de outra gente
Ai, quanta maldade a dessa moça
E, que aqui ninguém nos ouça
Ela sabe enfeitiçar
Pois todo malandro da cidade
Quer entrar
Nos sonhos que ela gosta de sonhar

Tuesday, March 14, 2006

O príncipe do cavalo branco fugiu montado deixando ela a pensar na esbórnia. Ele só esqueceu de avisar, que um dia voltaria...


300g espaguete do fininho
1 cebola grande picada em pedaços médios
1 colher de sopa de óleo
1/2 maço pequeno de brócolis
1/2 maço pequeno de couve-flor
250 ml de molho para yakissoba
6 colheres de sopa de molho shoyo
400g de tirinhas de carne ( mignon, patinho ou alcatra) ou de frango
100 g de champignon
1 cenoura cortada em rodelas médias
250ml de água
1 colher de sopa de maisena diluída em 50ml de água
acelga ao seu gosto

Monday, March 13, 2006



A GELADEIRA JÁ SABIA


Hoje olhei para dentro da minha geladeira e percebi um espelho por lá. Olhei fundo em seus ovos olhos gelados e hostis, tudo muito sozinho. Olhei porque uma luz se acendera enquanto eu lhe abria. O clima estava meio frio, dias de inverno por aqui, pensei. Alimentos mudos comemoravam em discreta elegância a nova moradia, finalmente tinham saído da prateleira daquele supermercado imenso, mas tão imenso que produto nenhum via futuro lá dentro. Isso não devia levar esses pobres alimentos a lugar nenhum. Pelo menos era o que se comentava nas frias estruturas onde os alimentos agora viviam, por acaso a minha geladeira. Ontem os EUA sofreram um ataque terrorista na ilha de Manhattan e também em Washington. Então, pude perceber que os alimentos estavam bastante preocupados. O que seria do suco de laranja industrializado? Queriam eles, os alimentos, protestar. Teve até o colapso de papel, que aqui em casa chamam de salsicha que ameaçou apodrecer em mofos, fazendo o clima ficar frio, caso os industrializados não voltassem mais. O argumento desesperado de tal alimento era pra ele, muito óbvio. Os industrializados davam ordem à minha geladeira e eu nem sabia de nada. Porém, os boatos com aromas diziam que, na verdade, essa tal salsicha tinha uma certa queda pelo ketchup gringo que chegou aqui em casa na última compra que fizemos lá no Carrefour. O supermercado francês que me perdoe, mas a minha geladeira está cada vez mais americanizada. Sem contar as pragas que alimentei com tanto cuidado inconscientemente ao longo destes anos. Eles, os ímãs: coloridinhos, pequeninos, tão inocentes, se multiplicam a cada dia que passa fazendo com que minha geladeira vire um tremendo outdoor, um verdadeiro complô publicitário que poderia competir com qualquer muro desses grandes que vemos pela cidade afora. A diferença se constitui no pagamento do merchandising. Ninguém apareceu ainda aqui em casa pra me pagar o pedaço cedido à publicidade de minha geladinha geladeira. A sociedade geladeirensse amiga dos alimentos dependentes de conserva está animada. A cada ano que passa os produtos ficam cada vez maiores, o que relativamente resulta em um aumento volumoso da expectativa de vida de uma sociedade geladeiral, já que, quanto maior o produto, mais ele vai demorar a ser gasto. Isso, claro, tirando festas e datas comemorativas, onde os humanos são capazes de devorar em um só dia umas três ou quatro sociedades geladeirais. Em compensação, um curioso fato tem tirado do sério a parte esquerda do meu aparelho doméstico: a desigualdade social. Atribuída ao fato de que, a partir do momento que todos os produtos têm seu preço, uma maionese russa cara se acha no direito de permanecer bem no centro da geladeira, só porque custou mais do que as verduras, por exemplo. Essas bichinhas, e não importa se é brócolis ou vagem, tanto uma como a outra, geralmente moram nos famosos escombros geladeirais, as gavetas. Esquecidas, muitas apodrecem lutando. Dizem que é preciso muita embalagem se você quer se dar bem por aqui. Tudo muito louco, e eu nem tava com fome. Abri a geladeira pra matar o tédio. Os alimentos me olhavam como se eu fosse um fenômeno natural da vida deles. O ato nosso de consumo, para os alimentos, é ao mesmo tempo a vida e a morte. Eles sabem que quando saem das prateleiras de um supermercado, estão indo para um lugar especial, mas isso também significa que a morte está por vir. Por isso que a geladeira é também um lugar sagrado pra eles, os alimentos. Fiquei pensando na minha lata de leite condensado, que como a maioria daquela população, vai morrendo aos poucos. E que daqui a pouco outras latas, iguaizinhas a essa vão vir morar neste meu caixote gelado moderno, é só esperar pela próxima compra do mês. Como no mundo.

Resposta


Se você quer mesmo saber
Por que ela ficou comigo
Eu digo que não sei
Se ela ainda tem seu endereço
Ou se lembra de você
Confesso que não perguntei
As nossas noites são
Feito oração na catedral
Não cuidamos do mundo
Um segundo sequer
Que noites de alucinação
Passo dentro daquela mulher
Com outros homens, ela só me diz
Que sempre se exibiu
E até fingiu sentir prazer
Mas nunca soube, antes de mim
Que o amor vai longe assim
Não foi você quem quis saber?

E se eu fosse o louco, você fosse o chefe? Se eu fosse grande como uma montanha e você apenas um ex presidiário, transferido para um hospício? E se você fosse um indio inseguro, não tão grande como uma montanha, nem tão corajoso quanto o louco...e se ele não fosse louco? E se fosse? E se o índio quebrasse a janela de cada um, você fujiria? E se você levasse choques, e se os choque são diários? E se a lobotomia fosse algo que você não percebesse, eu poderia enforcar você com um travesseiro? E se eu te contasse que nossa lobotomia é na labuta, nossos choques contidianos, como você iria reagir? Como o índio, ou como o presidiário? você ia ficar louco...ah ia, pode apostar. E se o louco que existe dentro do presidiário ensinasse um bando de maluco? Se a enfermeira não gostasse? Como quando seu chefe não aprova, ou como quando a síndrome do pequeno poder desaba na sua cabeça...você iria tocar o puteiro, dormir no chão e tomar um porre? Você iria rir de tudo e querer salvar sua pele, mas simplismente você não conseguiria, pois você já teria vínculos? Você quer ver seu amigo feliz, você ia enforcar o inimigo...sim você ia, por amor você ia. Você ia arrastar seu amigo contigo pra quebrar as paredes, você ia salvar ele da forma que for preciso. Mesmo você não sendo índio, mesmo você sendo louco, mesmo preso e tomando remédios. Mesmo você sendo eu, mesmo sendo o que você é, todos os dias você é ou o índio, ou o presidiário, ou o maluco...todos os dias. -One flew over thge cuckoo's-

Sunday, March 12, 2006

domingo-chico buarque

Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro

Thursday, March 09, 2006

Mautner Rei


E depois o Tio Patinha (do fundo monetário internacional)
Não me emprestou nenhum dinheiro
Nem dólares, nem rublos nem cruzeiros
De que eu tanto precisava
Para quê?
Ora para quê!(Mistério do Terceiro Mundo)
Para eu comprar o meu pandeiro
Pra usar em fevereiro!
E depois o Zé Carioca
Meu amigo, meu vizinho
Me pagou um cafezinho
E assobiou o samba do Noel RosaQuem Nasce lá na vila
Assobiou o samba todinhoAssobiou o samba certinho!
Estas coisas só acontecem(podem crer)
Muito de vez em quando (Por quê? Ora por quê!)
É preciso ser noite de lua cheia (E o que mais)
É preciso ter (pelo menos ... um) lobisomem chorando
É preciso ser o mês de Agosto

Wednesday, March 08, 2006


-Ganham se bem, pagasse bem-
Viva o assalariado, viva a fonte de todos os nossos problemas, viva nosso empecilhos ajustados nesta sociedade disfarçada. O outro sonho ficou esquecido estava dentro daquela cidade que na verdade era um cenário de ilusões.

Eu decorei aquele filme, pois o moço era eu. Eu era a maluco dos sonhos impossíveis a menina desajustada, e agora estou aqui sem você. Talvez só era você. Me entedia, me fazia rir de um jeito honesto. Deve ser por isso que eu prezo uma boa risada, um amigo que me faça rir, um alguém que me abrace forte. Eu sei, fiz isso, fez falta, toda às 24 horas do meu dia irá fazer. É meio como se sentir desamparada. Quem esta ali? Desculpe, não enxergo, não quero enxergar. Ou devo usar lentes? Aliais, quanto devo a você?

O mundo não é sempre um desespero, os filósofos sabiam disso? Eu quis te por nesta historia maluca que é minha vida, eu quis dilacerar meu diário compulsivo que é minha mente. Agora tenho medo, pois acho que te vejo correndo.
Quem agüentaria?

Eu saio por essa cidade, ela tem.(Ela tem). Ela tem essa graça, eu moro bem aqui; você poderia parar o carro? É logo nesta vila de portão verde, sim é muito bom, apesar da vizinhança. Justo eu que me interesso tanto por humanos...
Abro a gaiola, mas eles não sabem voar. Pai veja só isso; eles não sabem voar.

E eu?




(Arte e texto, Isabel Crozera)

Vende-se paraísos...Dentro dos copos de sua bebida preferida

Arquivo morto e segregações falsas apresentam:

O LIXO ENTUPIDO &FOLHADOS DE MAÇA
-Uma nova entrelinha sugestiva e nem um pouco autocrítica da realidade-

Dois peritos semi alcoolizados visando buscar o que há de errado no mundo.Essas pessoas falsas e medíocres perambulavam por ai sem que uma lei as altuassem em flagrante. E os pobres meninos da calçada do Leblon que esperavam por Ber todos os dias que esse mundo põem o sol pra nascer.
Quatro delegados mortos e não era violência
Xuxa viva paquitas putas e tudo isso era bem infantil
O sonho que tínhamos em legalizar a maconha e o medo de tomar uns tapas do gambé
(Isso era a coisa mais classe media que eu consigo me lembrar)
Lamber coisas alucinantes/ser esdrúxulos por pura intuição
Dois peritos se comovendo com aquela atitude e tendo que fazer um imenso relatório sobre o que viam do mundo
Não que fossem ETS
Nem sardinha enlatadas com pedaços de golfinhos, apenas um intermédio de uma loucura misturada com gardenal-como a Atena-e pitadas de frontal, para que tudo se apague do cérebro como num toque de mágica
Tudo muito bacana demais
Dava até pra desconfiar quando anoitecia naquela cidade
Tinha um medo de não poder respirar/ mais era tão forte tão prozaico
Do que será que temos medo?

ups


Como tudo foi feito

A partir do segundo testemunho divino que nem nunca esse existiu
-Eu sabia que era pura sorte-
Lambeu uns ácidos e saiu por ai
Fingido ser apaixonado pelo mundo
Inventou um navio com múltiplos de bichos
Fez da maça a fruta proibida
Disse que o homem veio da criação
Pecou e se deu mal sendo expulso do melhor lugar do mundo-aqui e agora-
O homem frágil criou o mal rezou pelo bem e casou na igreja,
Depois pecou mais ainda fez armas de fogo matou pessoas e riu baixinho
Criaram as bombas vieram os filósofos questionaram e morreram se revoltaram e foram queimados /escreveram e foram presos
Inventaram o sucrilhos, a batata rufles e um leite mais humano sai da vaca.