Sunday, January 20, 2013

Sem êra

Arredou daqui mais bufante que búfalos distintos e franceses. Saiu-se ia quando bem se deparou que de tudo se esquecera e logo a cabeça, ora veja, justo ela, estava bem ali grudadinha no pescoço da senhorita que passou de todos os limites rumo a nova vida velha de vícios psicologicamente infantil e nada ousados, (vide seu último ataque). Ataque aquele que nunca jamais-saia de sua boca- irei fazer algo assim. Parecia querer prevenir o coração de sua grande ideia.
(Que somos tadinhas, porcas, véias com celulites inimagináveis, isso queridos, vocês já deveriam ter sacado. O lance todo se enquadra nas atividades mais remotas e as dores, possíveis cólicas juvenis e futuramente dores fascistas na coluna que hão de nos atacar também, caso continuemos a assinar a veja e fumar baguio com formol.)
Arredou bufante, como onças no cio, famintas. Mal se continha dentro de tanto mal amém.
Decidiu tomar um banho de irresponsabilidade como forma de se cobrir na capa e assim luz do sol, logo cedo, todo dia. de pisantes na areia do mar verificou o cheiro do mato e a presença de algo bom no local. Resolveu que mudaria tudo de cenário e este sendo de açúcar jamais uma gota se quer de lágrima poderia ser derrubada. Parece que me dou bem com regras. me regue por favor alfredo, sim?
Largou alguns kilos largados pois o estrombo resolveu dar nó de tanto amor jogado fora mal digerido e já vomitado. e esse lance custou a voltar como era antes, se bem que antes já não tá.

Eu bem que poderia, tacar uma pedra na sua cabeça para que o galo fique grande e doloroso e assim você se depare comigo em seus pensamentos doídos. mas então eu arrenego tudo num ato free style de viver e penso que abrir minhas asas sem você deve ser mais refrescante. Tudo isso em uma carta, disse ela. Uma carta não dessas de e mail. Uma carta de correio. mas acho que nunca chegou, lamentou baixando a cabeça em uma negativa ríspida e sem fim.

Friday, August 17, 2012

No fim, depois de tanto socar o espelho, o coração alheio, a verdade, a mentira, a justiça, a injustiça, seus afetos, meus desconhecidos, suas escolhas, meus méritos, nossas conquistas, seu jeito mudo, meu momento trêmulo, as derrotas, as vitórias, os fracasso, meu ódio, cá estou eu. Sozinha de novo.

Retornando de cabeça baixa, envergonhada, caminhando a mesma estrada onde os monstros dizem ser minha casa e eu os odeio por isso. Sigo de volta ao lar dos rumores perdidos, onde bem foi meu lar por tanto tempo. Levo bandeira branca, engulo o sangue e meu quarto ainda esta la. Intacto: lenços monstrinhos, camas monstrinha, jeitos horripilantes. A caverna sempre me esperou voltar. Então,entrego o jogo: aqui estou novamente.

Friday, July 06, 2012

100


E no mais, meu caro é de suma importância que se aprenda essa lição; no fim do resta um, não importa de onde vem as centopéias, achadas andando bem rapidinho num dia de faxina. Aliais, isso nada importa. O ato, a força em si da pregação do para onde, de onde veio. Isso é bosta. Malária pouca é bobagem. Importa é o lado do rosto que se evita o  vento. E as lições de um velho murcho que ja foi marujo. De resto meu bem, é apenas um como vai, entre tantos. E muitas ligações dizendo que as coisas não deram certo, não andam bem. No mais é você e sua mansa cabeça me provocando e eu me perguntando em conjunto porque que é que eu tenho tanta pena de mim. E se não somente os laços, as aparências e uma vida confortável, ao empurrar para o precipício e se declarar culpado.

(...)faxinar a casa, voltar a dormir, ligar a tv. Sem fotos de uma comidinha alegre para o maridinho fofo, nem declarações de uma vidinha merda, versão pobre da revista claudia. apenas uma casa que não seca. E um cabelo cheio de inevitáveis fios brancos me avisando que o tempo parceiro, o tempo já era.

Tuesday, September 21, 2010

Samba para Endrigo...

Quando eu chego ao Rio
Eu me arrepio
De ver tanta coisa linda
Solta no ar.
Eu que vim do frio,
Me delicio
A ponto de ter vontade
De não voltar.

Cada um na rua
É um rei na sua
Maneira tão popular.
Sou tão batuqueiro
Quanto qualquer
Tocador de pandeiro é.
Sou tão mandingueiro,
Tão brasileiro
Quanto um cidadão qualquer.

Mas afinal
Até que eu não sou mau de bola,
Mas não sei sambar na escola,
Nem sou bom de ginga, não.
Mas a questão para mim
É que ser sambista
É mais do que um bom passista
Bem mais do que um folião.


vina e toquinho

Tuesday, August 31, 2010


Paira um aperto no peito
Me deu saudades da minha cidade
Me fazendo repensar que o ninho é mais estranho quando se esta dentro.
E só.
Saudades de uma ou duas tardes sozinha, ou da companhia.
Saudades das ruas tortas e apressadas
Das lojas sem faxadas
E das dores, dos amores que por la deixei
Saudades de vocês.

Em ano de centenário
Saudades do Pacaembu de quarta feira
De Flávia e sorvete
Do papo e da gente
E da cama e da TV
Saudades de você.

Enfim saudades
De mãe, irmão, Zélia, puska.
As bibys; hoje eu sou metade saudade
E a outra metade também
Saudades assim
Que saudades quando mata
Não diminui o anseio em mim

Gullar....

O que eu vejo

me atravessa

como ao ar

a ave


o que eu vejo passa

através de mim

quase fica

atrás de mim


O que eu vejo

- a montanha por exemplo

banhada de sol -

me ocupa

e sou então apenas

essa rude pedra iluminada

ou quase

se não fora

saber que a vejo.

Thursday, August 19, 2010

é

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.


Vininha

Saturday, August 14, 2010

13

Por Mino Carta


Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola dlue ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio…

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

Friday, August 13, 2010

TOMARA

Tomara que eu inda te encontre um dia
Sozinha, cansada de recomeçar
Querendo de novo a minha companhia
Pedindo desesperada pra voltar

Quem sabe
Com isso a solidão se acabe
Fazendo
Com que essa minha dor se vá

Um dia
Eu mato essa melancolia
Tal como ela me mataria
Se eu me poupasse de esperar

PCP

sexta 13

Significado de Otário

adj. e s.m. Bras. Gír. Que ou o que se deixa enganar facilmente; ingênuo, simplório, bobo.


-descobri que eu sou o pior tipo de otária que existe; auto-otária-

Sunday, August 08, 2010

Have a Gudin day!

O meu samba vício do momento:

Por eu ser como eu sou

Por eu ser como eu sou
Sempre trago um carinho na minha canção
Por eu ser como eu sou
Deixei viva a lembrança no seu coração
Por eu ser como eu sou
Eu não tenho defesa pros males que o amor causou
Mas possuo a malícia de ver quando a hora do fim já chegou

Mas você eu não sei
Ainda manda lembrança
Ainda pede noticia
Ainda tem esperança
Quer viver iludida
Reabrir a ferida
Se eu jamais me despeço é porque pra você
Meu possível regresso alimenta sua vida

Tenso

- Na sua próxima TPM, vou te trancar num quarto e você só sairá de lá quando passar...
- Não vou ter nem comida ?
- Vou colocar a comida por debaixo da porta.
- E a gente não vai nem conversar ?
- Não! Tudo! Menos, conversar!
- :/

Saturday, August 07, 2010

s2

Tanto de mim
Que distâncias venci
Pra descobrir
O espetáculo ali
Vendo a rosa dos ventos brotando
Ali de um disco ao alcance da mão
E aí?
Como explico uma tal sensação?

Tanto de mim
Se afastando do cais
Tantas palavras vitrines de nós
Despenquei na poesia inquietante
Do alto dessa construção
Só de ouvir
Quase fico sem respiração...

Sou quem seu canto ouviu
Feito um caro amigo eu sou
Um entre tantos que abriu
Seu diário e folheou
Intimidades na luz
O universo num clarão
Versos diversos que a vida
Traz numa canção

Tanto de mim eu dedico a você
Sempre serei quem te viu, quem te vê
Se eu cresci
E acompanho os novos acordes do seu violão
Quem seguiu
Sabe, Chico, foi meu coração.



ainnnn Gudim....

Friday, August 06, 2010

Millor

O problema de ficar na fossa é que lá só tem chato.

Thursday, August 05, 2010

VAI, lacraia

Fui atacada por uma LACRAIA na madrugada de segunda para terça, exatamente as cinco e tanto da manhã. Senti algo subindo em meu pescoço e ainda deu tempo de pensar em qualquer coisa antes de por a mão para coçar e descobrir que era uma LACRAIA. Dei um berro sai correndo do quarto e só fui voltar lá vintequatrohoras depois. Sim, acreditem ou não, eu abri a janela do quarto pesquei com um rodo algumas peças de roupas, minha carteira e chinelo e fui dormir em um hotel. Chorei de nojo, de raiva e de desespero-TPM-.
A LACRAIA nunca foi achada. Provável que tenha ido embora pro lugar de onde veio. Hoje fui comprar uma cama achando que o colcão no chão seja perigoso demais para alguém que mora em uma casa no Catete. Alguém me disse que surtei e que preciso de tratamento. Fiquei pensando que esta pessoa esta certa. Depois ri de tudo isso. Depois não ri mais e dividi o valor da cama em suaves prestações. O vendedor me disse; a Sra pode pagar em dez vezes sem juros! SEM JUROS. O valor é quatrocentosesessentaequatroreais. Depois ele continuou. Se a senhora pagar em duas vezes sai por trezentosenoventareias! Aí eu disse; olha o juros indo embora! E o vendedor ficou sem graça.
Trezentosenoventareias é o preço de uma lacraia, eu falei pra ele.
Ele; que foi senhora? Não entendi.
E eu; nada não, esquece! Aceita crédito?

é que aí me bate uma nostalgia paulista...

Do blog da LIA

Teve uma noite em que teve uma festa DA HORA em uma cobertura em plena Praça da República. E foi uma daquelas noites, que eu não sei se é a lua ou o sol, mas tem umas noites (raras) em que fico e me sinto mais bonita que o normal e aí que tinha uns cinco caras dando em cima de mim e eu me achando. A pistinha rolando solta, o DJ mandando muito, eu rebolando na pista e começa a tocar um Nirvana. Eu adoro! Eu tava lá chacoalhando o cabeção e gritando ié ié iéééé, e um dos cinco que tava me xavecando tentou a jogada "sou descolado e crítico". Acho que ele acha isso legal. Mas o ponto é que ele falou na minha orelha:
- Nirvana é masturbação de adolescente.
Eu nem titubeei:
- ããrr, e você não gosta de se masturbar?
E saí ié ié iééé


Bel, cê lembra? Eu te contei na hora!

Monday, August 02, 2010

Deslumbre de mês oito

vivi foi uma doce ilusão desalgada, onde corria eternamente brincando de ciranda, de criança.
você não acreditaria nos absurdos que plantei e como eles brotaram nesse meu mundo esquisito, como esta dificil viver além paixão. ou quão difícil é pensar em você sempre. sendo que não pensar, doí muito mais. e como os erros são monstros famintos.
eu fecho a porta sem me ver, sem me atrair. como as luzes trocaram de lugar. como eu ainda não troquei a lampada e portanto, não tenho nada meu. você não iria se surpreender em saber como ando com tempo de não ter mais. e de como é rasteiro e bonito quando eu vejo o tempo passar. igual quando eu observava as folhas em moinho indo embora do quintal. e quando eu te via, se nossas falas coubessem em um abraço apertado. se nossos erros foram sintomas da alma. eu estranhei.
dos dias em que me perseguia, rata, rateira de mim. e encontrei um amador que como eu, fugia também do que fosse real. e como vacilamos e na contra mãos nasceram poemas tolinhos, lindos, feito criança que era. porque fomos muito utopicos a ponto de nadar em ar e morrer afogados.
não existia uma paquetá, andamos por uma ilha de papel. você iria rir de tudo isso e me sabotar no pensamento. era tão melhor que eu nisso. e se perdeu também. iria rir com seu ar importante de todas as minhas esquisitices e não iria se assustar, pois era esquisito também. iria gostar de saber que hoje eu tenho um amor que me faz querer bem.
eu lhe narria seus erros. você não concordaria com tais enganos. eu ficaria a vontade em enloquecer sob seus olhos, pois foi assim que você me ensinou.
é assim; na maioria das vezes eu sou motivo de chacotas e muitas das vezes nem sei porque estou destrilhando. e tenho um defeito asqueroso; odeio ver erro meu nos outros. como se o outro me denunciasse assim sendo. o que sou, já era. e já não estou aguentando essa onde de dar nomes engraçados a tudo que sinto, como se minha neurose fosse a última moda no espaço unibanco entre os semi-cults da alma de areia. eu me entrego, sou culpada! sou o destroço mais renovador e espero longividade. o que me assusta por conta de meu terrível deslexo para com meus insanos deslumbres infantis, igual ao de todos vocês já aqui citados.

Thursday, July 29, 2010

au au

“Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente”

provérbio inglês

Tuesday, July 27, 2010

Desafio

Éramos eu e um cavalo
No seu galope macio
Pulando cerca de arame
Pisando morro de pedra
Andando em leito de rio

Éramos eu e um cavalo
E era um cavalo bravio
Casco de lâmina forte
Andar de chão de montanha
Crina de véu e pavio
Ele bufando fagulha



E eu contraído de frio
Mandado pelo barroso
Éramos eu e um cavalo
Indo de encontro ao vazio


Éramos nós e os cavalos
Feitos do mesmo feitio
Vindo de todos os lados
E sobre eles sangrentos
Seus cavaleiros sombrios


Éramos nós e os cavalos
A nos causar calafrios
Todos os outros já mortos
Por essa causa contrária
Que se chamou poderio


E eu com uma bala no peito
Meu alazão nos baixios
Caímos da cordilheira
Deixando a causa nas lendas
Prá quem quiser desafio

PCP e Dori

Thursday, July 15, 2010

eu

Toada do Amor
E o amor sempre nessa toada!
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?

Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.


Drummond