Monday, August 02, 2010
Deslumbre de mês oito
você não acreditaria nos absurdos que plantei e como eles brotaram nesse meu mundo esquisito, como esta dificil viver além paixão. ou quão difícil é pensar em você sempre. sendo que não pensar, doí muito mais. e como os erros são monstros famintos.
eu fecho a porta sem me ver, sem me atrair. como as luzes trocaram de lugar. como eu ainda não troquei a lampada e portanto, não tenho nada meu. você não iria se surpreender em saber como ando com tempo de não ter mais. e de como é rasteiro e bonito quando eu vejo o tempo passar. igual quando eu observava as folhas em moinho indo embora do quintal. e quando eu te via, se nossas falas coubessem em um abraço apertado. se nossos erros foram sintomas da alma. eu estranhei.
dos dias em que me perseguia, rata, rateira de mim. e encontrei um amador que como eu, fugia também do que fosse real. e como vacilamos e na contra mãos nasceram poemas tolinhos, lindos, feito criança que era. porque fomos muito utopicos a ponto de nadar em ar e morrer afogados.
não existia uma paquetá, andamos por uma ilha de papel. você iria rir de tudo isso e me sabotar no pensamento. era tão melhor que eu nisso. e se perdeu também. iria rir com seu ar importante de todas as minhas esquisitices e não iria se assustar, pois era esquisito também. iria gostar de saber que hoje eu tenho um amor que me faz querer bem.
eu lhe narria seus erros. você não concordaria com tais enganos. eu ficaria a vontade em enloquecer sob seus olhos, pois foi assim que você me ensinou.
é assim; na maioria das vezes eu sou motivo de chacotas e muitas das vezes nem sei porque estou destrilhando. e tenho um defeito asqueroso; odeio ver erro meu nos outros. como se o outro me denunciasse assim sendo. o que sou, já era. e já não estou aguentando essa onde de dar nomes engraçados a tudo que sinto, como se minha neurose fosse a última moda no espaço unibanco entre os semi-cults da alma de areia. eu me entrego, sou culpada! sou o destroço mais renovador e espero longividade. o que me assusta por conta de meu terrível deslexo para com meus insanos deslumbres infantis, igual ao de todos vocês já aqui citados.
Thursday, July 29, 2010
au au
provérbio inglês
Tuesday, July 27, 2010
Desafio
No seu galope macio
Pulando cerca de arame
Pisando morro de pedra
Andando em leito de rio
Éramos eu e um cavalo
E era um cavalo bravio
Casco de lâmina forte
Andar de chão de montanha
Crina de véu e pavio
Ele bufando fagulha
E eu contraído de frio
Mandado pelo barroso
Éramos eu e um cavalo
Indo de encontro ao vazio
Éramos nós e os cavalos
Feitos do mesmo feitio
Vindo de todos os lados
E sobre eles sangrentos
Seus cavaleiros sombrios
Éramos nós e os cavalos
A nos causar calafrios
Todos os outros já mortos
Por essa causa contrária
Que se chamou poderio
E eu com uma bala no peito
Meu alazão nos baixios
Caímos da cordilheira
Deixando a causa nas lendas
Prá quem quiser desafio
PCP e Dori
Thursday, July 15, 2010
eu
E o amor sempre nessa toada!
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.
Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?
Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.
Drummond
Wednesday, July 14, 2010
A Roleta Russa
É. Dois e trinta são seis e dezoito são noventa e nove reais e são as pessoas que mais me chamam de senhora, que tem menos respeito por mim. Ai dizem que eu sou nervosa, cabeça quente a porra toda. Mas é que umas das coisas que mais me deixa puta, é quando eu fico na mão. É essa pseudo liberdade que me irrita. Caralho, porque é que o taxi vai me cobrar uma mala de treze kilos ? Eu não entrei naquele taxi com uma geladeira! Que adianta este senhor ser “honesto” e me avisar antes que cobrará por isso ? De novo, que opção tenho eu ? Todos ou pelo menos a grande maioria dos taxis de congonhas vão me cobrar isso. O que o taxista espera de mim? Que eu saia na chuva, pela vinte e três de Maio atrás de um taxi dois reais e trinta centavos mais baratos ?
O que o funcionário da Web Jet espera de mim ? Quando o quadro de informações anuncia que o portão de embarque do meu vôo agora é de outro vôo eu já não sei mais onde vai decolar o meu vôo? Fui ao funcionário mais próximo, isso lá no Santos Dummond. Ele estava tão próximo que tive que sair e entrar da sala de embarque duas vezes. Eu digo, estou ficando uma babaca!
Eu não posso escolher a companhia de avião mais competente, se é que ela existe. Tão pouco escolher um taxi que não me cobre taxa de bagagem no meio do aeroporto de um dia chuvoso na cidade de São Paulo.
Posso escolher entre setenta canais da TV por assinatura, por exemplo. Mas não posso escolher quando eles a tirarão do ar para fazer uma reparação preventiva. Posso escolher um cinema bom. Mas não posso escolher o preço da pipoca custar quase o preço do ingresso do filme. Posso escolher entre a verdadeira maionese ou a da marca concorrente. Mas sabe, as duas me matarão. Ai alguém joga aquele papo cansado dizendo que somos nossas escolhas. Ora, precisar escolher já não é escolha. E sabem, elas geralmente não são tão fúteis como essas que citei acima.
Tuesday, July 13, 2010
Paulo Henrique Amorim
Conversei com o David Ogilvy, um mestre da publicidade.
- David, o Galvão diz que narra a Copa de 2014 e depois cai fora. Você acredita nisso ?
- Quem decide isso não é o Galvão.
- É a Globo, respondi, rápido.
- Também não é, meu filho. É a publicidade.
- Publicidade ? Mas ele tem um contrato com a Globo …
- E quem paga a conta ?
- É. O anunciante, tive que concordar.
- Você sabia que a Globo perde dinheiro com o futebol ?
- Perde dinheiro com a Copa, perguntei ?
- Eu falei FU – TE – BOL !
- Então, por que transmite futebol ?
- Por causa da audiência e para não dar espaço à competição.
- Mas, na Copa não pinta mais grana ?
- Pinta um pouco mais, mas a grana do anunciante é a mesma.
- Como assim ?
- Vamos supor que o Itaú tenha 100 de verba para a televisão.
- Isso não estica na Copa ?
- Pode ser. Mas o que o Itaú faz é botar mais dinheiro na Copa e tirar de outro lugar. Não é por causa da Copa e da Globo que ele vai jogar dinheiro fora.
- E se a grana vai para outro lugar, a Globo perde, porque a Globo tem a maioria do “outro lugar”.
- You gotcha !
- Quer dizer que o dinheiro da Copa não se multiplica por dois ?
- Não.
- E a Copa de 2014 no Brasil … vai pintar mais grana ?
- Ela é no Brasil, mas o custo dos direitos é o mesmo. É da FIFA e é caro.
- E a Copa da África do Sul pode atrapalhar ?
- Claro. Foi uma Copa chocha.
- A Globo vai ter que devolver dinheiro aos anunciantes por causa da queda da audiência depois que o Brasil saiu ?
- Não. Isso não existe na Globo.
- Mas uma Copa chocha sempre atrapalha.
- Claro. Atrapalha a venda seguinte. A audiência de hoje condiciona a próxima verba do anunciante: e se Brasil sair logo ?
- Quer dizer que, mesmo que a Globo ganhe dinheiro com a Copa, ela perde com o Brasileirão e os campeonatos regionais.
- Exatamente, embola tudo. A grana do anunciante é a mesma e o dinheiro da Globo vai todo para o mesmo lugar.
- E ainda tem os custos de cobertura da Globo.
- Como você diz, tem os 864 comentaristas que dizem o óbvio ou o inútil.
- 865, corrigi.
- E ainda tem o salário o Galvão, não é isso ?
- Sim, respondi. Deve ser coisa pouca.
- Quem pode calar a boca do Galvão é o anunciante. E mais ninguém.
- E ainda tem o desgaste do Galvão, o cala a boca, Galvão. Não é chato patrocinar um cara com rejeição ?
- Você patrocinaria o Drácula ? , perguntou o David
- Por isso que a Globo calou o bico quando o Galvão disse que depois de 2014 ia embora ?
- A Globo sabe aonde o calo dói.
Paulo Henrique Amorim
Thursday, July 08, 2010
Caso Bruno X Copa do mundo = gol da mídia
Que justiça seja feita no caso Bruno. Um crime, mais um, tão brutal merece atenção da “melhor comissão técnica” do judiciário. Que nós, palpiteiros de plantão, saibamos filtrar toda a avalanche de infornações que nos são atiradas a cada segundo desse moderno mundo bundano. E mais do que isso, vamos sair da posição de torcedores, e evoluir para a de observadores. Quem sabe esse não seja um novo começo para entender melhor esse lugar estranho e muitas vezes cruel que nos acolhe.
Deixo abaixo, para que não esqueçamos a declaração dos direitos humanos. Ela serve tanto para os culpados quanto para inocentes.
Fica a dica!
Wednesday, July 07, 2010
Declaração dos direitos humanos
| É que as vezes a gente esquece... Artigo I Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo II. Artigo III. Artigo IV. Artigo V. Artigo VI. Artigo VII. Artigo VIII. Artigo IX. Artigo X. Artigo XI. Artigo XII. Artigo XIII. Artigo XIV. Artigo XV. Artigo XVI. Artigo XVII. Artigo XVIII. Artigo XIX. Artigo XX. Artigo XXI. Artigo XXII. Artigo XXIII. Artigo XXIV. Artigo XXV. Artigo XXVI. Artigo XXVII. Artigo XXVIII. Artigo XXIX. Artigo XXX. |
Tuesday, June 29, 2010
Merecimento
Necessário como uma prece.
Que se diz e se reza quando um mal aparece
Mas veja bem, você não merece
Um fio, de toda a beleza que aqui se oferece
Você andou falando
Somente o que lhe valhia
Pois bem, aqui esta sua carta de alforria;
Vá em paz, pois sem paz
Como você mesmo diz
Não dá
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Vejo o tempo correr sem fantasia
E te vejo num balcão de um velho dia,
Relembrando a orgia,
Bebericando sem companhia
Para depois voltar a sua casa vazia
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Não leve a mal o que eu aqui falei
Somente não leve a bem.
A vida serve pra brincar também
E pra fazer samba falando de alguém.
E fazer samba falando de alguém...
Sunday, June 27, 2010
Bucowisky, again
ódio, violência,
absurdo no ser humano comum.
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E o melhor no assassinato são aqueles
que pregam contra ele.
E o melhor no ódio são aqueles
que pregam amor.
E o melhor na guerra
Finalmente,
são aqueles que
pregam paz.
Aqueles que pregam deus
Precisam de deus.
Aqueles que pregam paz
Não têm paz.
Aqueles que pregam amor
Não têm amor.
Cuidado com os pregadores,
Cuidados com os sabedores.
Cuidado,
com aqueles que
estão sempre lendo livros.
Cuidado com aqueles que detestam
pobreza ou que são orgulhosos dela.
Cuidado com aqueles que elogiam fácil
Porque eles precisam de elogios de volta.
Cuidado com aqueles que censuram fácil:
Eles têm medo daquilo que não conhecem.
Cuidado com aqueles que
procuram constantes multidões;
eles não são nada, sozinhos.
Cuidado:
com o homem comum
com a mulher comum,
cuidado com o amor deles.
O amor deles é comum,
procura o comum.
Mas há genialidade em seu ódio
há bastante genialidade em seu
ódio para matar você,
para matar qualquer um.
Sem esperar solidão.
Sem entender solidão.
Eles tentarão destruir
qualquer coisa,
que seja diferente
deles mesmos.
Incapazes de criar arte.
Eles não irão,
compreender arte.
Eles vão considerar sua falha
como criadores,
apenas como uma falha do mundo
Incapazes de amar
completamente.
Eles vão acreditar
que seu amor é incompleto
e eles vão odiar você.
E seu ódio será perfeito.
Como um diamante brilhante.
Como uma faca.
Como uma montanha.
Como um tigre.
Como cicuta.
Sua mais fina arte.
Wednesday, June 23, 2010
Quintana
Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braço
E eu serei perfeito amor.
Lhufas
Desci dos sapatos, seria a causa. Foi como uma morte lenta igual a de descobrir que o amor no fundo é apenas mais um truque da cartola do coelho, igual eu e você.
Se fosse uma ponte, você me conhece, eu me jogaria. Se fosse uma cidade, eu me mudaria. Sem fugir, fugindo. Claro que eu sei que você não sabe como é. Tive um sonho bizarro onde você cortava com uma espada as costas de um homem que me perseguia. Depois quem sangrava era você. Depois eu, porque te abraçava forte. Ai acordei sangrando e com tanta coisa na cabeça que é melhor nem deixar vir a tona. Aí eu me fui. E continuo igualzinha da silva. Fim.
Wednesday, June 16, 2010
Vininha de Moral
A brusca poesia da mulher amada
Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte!
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido
Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?
Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?
Pelo trigo a nascer nas campinas de sol a terra amorosa elevou a face pálida dos lírios
E os lavradores foram se mudando em príncipes de mãos finas e rostos transfigurados...
Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além.
Rio de Janeiro, 1938
Dom de André- Geografia social carioca-
ninguém passa da praça da bandeira
muito engraçado isso
todo mundo tem um terreiro em pilares, uma vó em caxias, um mecânico em realengo
mas ninguém senta pra tomar uma cerveja no Méier
hahahahahahahaha
Isabel diz:
HAHAHAHAHAH exatamente!
Monday, June 14, 2010
validade
Malatesta neles!
Wednesday, June 09, 2010
Ao te ver passar
Andavas deslumbrante
Mas porem
Sem brilho de olhar
Constatei neste instante,
Por opinião
Que a tua luz venceu
Tu que eras constantemente
Lembrada por sorrir
Hoje só faz
A memória ter dor
Partisse sem magoa
E com coração
Que só batia orgulho
Hoje que estas sozinha
E sem um lar
Qualquer lugar pra ti
É um porto seguro
existe sempre um mal maior
Deixa que ninguém tem dó
Deixa esse seu mal passar
Sempre existe um mal maior
É como na felicidade - não vá pensar que o amor
é a solução
Não pense não
Porque muito amor
Também faz mal ao coração
Também faz mal ao coração
Mas deixe o seu mal.....
Mar e ela
E seguia, como se nada na lida, fosse nada da vida. Ao sentar, tomando sorvete num calor de matar; sorria. Que alivio doce, suspirava. Depois tomava água. Ajuda a digerir, comentava. Então saia larga de desejos sem fim a passear pela Cidade de São Sebastião. Um dia ainda me caso com ele. Com quem Mariela? Eu perguntava indagado. Com ele, oras! O Sebastião. E eu ria de suas conclusões e vontades sem nexo que surgiam de tempos em tempos, quando ela ficava por três minutos, muda mudinha. As vezes chorava do nada eu me achegava; porque choras, Palominha? Ela sorria. “Não estou sofrendo, acredite. Choro sorrindo e as vezes choro triste, triste. Mas não sofro. Choro porque quero ser como o mar.Você se lembra quando fui morar em Minas Gerais? As vezes, quando fazia muito sol, eu tinha saudades do mar. E então chorava para sentir o salgado das lágrimas, assim eu lembrava de todas as vezes que mergulhava em Copacabana. Quando eu era pequena, achava que os mortos que empurravam as ondas, todos juntos e por isso que elas vinham tão fortes e grandes, porque são muitos mortos já. Não sei o que penso hoje. Eu sempre quis ser sereia, depois ficava em baixo da escada imaginando ser secretaria de uma grande empresa internacional. Já quis ser veterinária e astrônoma, só porque era lindo o nome, e é lindo se interessar tanto pelas estrelas a ponto de transformar isso, em profissão.”
Eu a olhava tanto e se chegasse mais perto de seu rosto, podia ver o brilho no olho. O olho querendo ser mar. e o hálito de baunilha que não me deixava mentir que aquele tinha sido um caloroso domingo de verão.
Na volta pra casa, ronronava em meu ombro e depois, cheia de sono me dizia; vou sonhar com você. Vou sonhar que deitada em seu peito eu consiga lhe dizer tudo que sinto. O quanto de você que já esta em mim. E tanto de mim que dei a você. Se você tivesse, e no meu sonho teria, coragem de ouvir.
Boa noite meu amor.
E assim, Mariela serrava os olhos cheios de água do mar.
