Monday, August 02, 2010

Deslumbre de mês oito

vivi foi uma doce ilusão desalgada, onde corria eternamente brincando de ciranda, de criança.
você não acreditaria nos absurdos que plantei e como eles brotaram nesse meu mundo esquisito, como esta dificil viver além paixão. ou quão difícil é pensar em você sempre. sendo que não pensar, doí muito mais. e como os erros são monstros famintos.
eu fecho a porta sem me ver, sem me atrair. como as luzes trocaram de lugar. como eu ainda não troquei a lampada e portanto, não tenho nada meu. você não iria se surpreender em saber como ando com tempo de não ter mais. e de como é rasteiro e bonito quando eu vejo o tempo passar. igual quando eu observava as folhas em moinho indo embora do quintal. e quando eu te via, se nossas falas coubessem em um abraço apertado. se nossos erros foram sintomas da alma. eu estranhei.
dos dias em que me perseguia, rata, rateira de mim. e encontrei um amador que como eu, fugia também do que fosse real. e como vacilamos e na contra mãos nasceram poemas tolinhos, lindos, feito criança que era. porque fomos muito utopicos a ponto de nadar em ar e morrer afogados.
não existia uma paquetá, andamos por uma ilha de papel. você iria rir de tudo isso e me sabotar no pensamento. era tão melhor que eu nisso. e se perdeu também. iria rir com seu ar importante de todas as minhas esquisitices e não iria se assustar, pois era esquisito também. iria gostar de saber que hoje eu tenho um amor que me faz querer bem.
eu lhe narria seus erros. você não concordaria com tais enganos. eu ficaria a vontade em enloquecer sob seus olhos, pois foi assim que você me ensinou.
é assim; na maioria das vezes eu sou motivo de chacotas e muitas das vezes nem sei porque estou destrilhando. e tenho um defeito asqueroso; odeio ver erro meu nos outros. como se o outro me denunciasse assim sendo. o que sou, já era. e já não estou aguentando essa onde de dar nomes engraçados a tudo que sinto, como se minha neurose fosse a última moda no espaço unibanco entre os semi-cults da alma de areia. eu me entrego, sou culpada! sou o destroço mais renovador e espero longividade. o que me assusta por conta de meu terrível deslexo para com meus insanos deslumbres infantis, igual ao de todos vocês já aqui citados.

Thursday, July 29, 2010

au au

“Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente”

provérbio inglês

Tuesday, July 27, 2010

Desafio

Éramos eu e um cavalo
No seu galope macio
Pulando cerca de arame
Pisando morro de pedra
Andando em leito de rio

Éramos eu e um cavalo
E era um cavalo bravio
Casco de lâmina forte
Andar de chão de montanha
Crina de véu e pavio
Ele bufando fagulha



E eu contraído de frio
Mandado pelo barroso
Éramos eu e um cavalo
Indo de encontro ao vazio


Éramos nós e os cavalos
Feitos do mesmo feitio
Vindo de todos os lados
E sobre eles sangrentos
Seus cavaleiros sombrios


Éramos nós e os cavalos
A nos causar calafrios
Todos os outros já mortos
Por essa causa contrária
Que se chamou poderio


E eu com uma bala no peito
Meu alazão nos baixios
Caímos da cordilheira
Deixando a causa nas lendas
Prá quem quiser desafio

PCP e Dori

Thursday, July 15, 2010

eu

Toada do Amor
E o amor sempre nessa toada!
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?

Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.


Drummond

Wednesday, July 14, 2010

A Roleta Russa

O vôo estava marcado para as seis e dezoito. Exatamente neste horário, foi que ele se configurou como atrasado. A princípio, era apenas meia horinha por conta do tempo no Rio. Perguntei ao funcionário da Web Jet sobre a nova legislação referente a atrasos aéreos. Ele disse apenas isso; não vai demorar mais que meia hora senhora, acredite. Acreditei. Decolei precisamente as oito da manhã. Aterriso em Guarulhos as nove e meia. Ponte aérea, Rio -São Paulo, o mal tempo fez com que ficássemos sem poder pousar por alguns loooongos minutos. O ônibus que te leva de Guarulhos as regiões centrais custa trinta e um reias. Trinta e um reais, seis e dezoito da manhã, passagens de noventa e nove reais. Eu estou ficando louca ou babaca. Ok, os dois. O ônibus me leva até congonhas. De lá até minha casa foram mais vinte reais. Chuva do caralho na cidade e o taxista tem a pachorra de me comunicar:” Olha aviso logo, pra senhora não reclamar, que cobro dois e trinta pela bagagem.” Ô moço, o que você quer que eu diga ? Que opção que eu tenho de recusar o seu taxi aqui no aeroporto e com essa chuva ? Sou obrigada a pagar. E ele muito sincero me respondeu; é.

É. Dois e trinta são seis e dezoito são noventa e nove reais e são as pessoas que mais me chamam de senhora, que tem menos respeito por mim. Ai dizem que eu sou nervosa, cabeça quente a porra toda. Mas é que umas das coisas que mais me deixa puta, é quando eu fico na mão. É essa pseudo liberdade que me irrita. Caralho, porque é que o taxi vai me cobrar uma mala de treze kilos ? Eu não entrei naquele taxi com uma geladeira! Que adianta este senhor ser “honesto” e me avisar antes que cobrará por isso ? De novo, que opção tenho eu ? Todos ou pelo menos a grande maioria dos taxis de congonhas vão me cobrar isso. O que o taxista espera de mim? Que eu saia na chuva, pela vinte e três de Maio atrás de um taxi dois reais e trinta centavos mais baratos ?
O que o funcionário da Web Jet espera de mim ? Quando o quadro de informações anuncia que o portão de embarque do meu vôo agora é de outro vôo eu já não sei mais onde vai decolar o meu vôo? Fui ao funcionário mais próximo, isso lá no Santos Dummond. Ele estava tão próximo que tive que sair e entrar da sala de embarque duas vezes. Eu digo, estou ficando uma babaca!

Eu não posso escolher a companhia de avião mais competente, se é que ela existe. Tão pouco escolher um taxi que não me cobre taxa de bagagem no meio do aeroporto de um dia chuvoso na cidade de São Paulo.
Posso escolher entre setenta canais da TV por assinatura, por exemplo. Mas não posso escolher quando eles a tirarão do ar para fazer uma reparação preventiva. Posso escolher um cinema bom. Mas não posso escolher o preço da pipoca custar quase o preço do ingresso do filme. Posso escolher entre a verdadeira maionese ou a da marca concorrente. Mas sabe, as duas me matarão. Ai alguém joga aquele papo cansado dizendo que somos nossas escolhas. Ora, precisar escolher já não é escolha. E sabem, elas geralmente não são tão fúteis como essas que citei acima.

Tuesday, July 13, 2010

Paulo Henrique Amorim



Conversei com o David Ogilvy, um mestre da publicidade.
- David, o Galvão diz que narra a Copa de 2014 e depois cai fora. Você acredita nisso ?

- Quem decide isso não é o Galvão.

- É a Globo, respondi, rápido.

- Também não é, meu filho. É a publicidade.

- Publicidade ? Mas ele tem um contrato com a Globo …

- E quem paga a conta ?

- É. O anunciante, tive que concordar.

- Você sabia que a Globo perde dinheiro com o futebol ?

- Perde dinheiro com a Copa, perguntei ?

- Eu falei FU – TE – BOL !

- Então, por que transmite futebol ?

- Por causa da audiência e para não dar espaço à competição.

- Mas, na Copa não pinta mais grana ?

- Pinta um pouco mais, mas a grana do anunciante é a mesma.

- Como assim ?

- Vamos supor que o Itaú tenha 100 de verba para a televisão.

- Isso não estica na Copa ?

- Pode ser. Mas o que o Itaú faz é botar mais dinheiro na Copa e tirar de outro lugar. Não é por causa da Copa e da Globo que ele vai jogar dinheiro fora.

- E se a grana vai para outro lugar, a Globo perde, porque a Globo tem a maioria do “outro lugar”.

- You gotcha !

- Quer dizer que o dinheiro da Copa não se multiplica por dois ?

- Não.

- E a Copa de 2014 no Brasil … vai pintar mais grana ?

- Ela é no Brasil, mas o custo dos direitos é o mesmo. É da FIFA e é caro.

- E a Copa da África do Sul pode atrapalhar ?

- Claro. Foi uma Copa chocha.

- A Globo vai ter que devolver dinheiro aos anunciantes por causa da queda da audiência depois que o Brasil saiu ?

- Não. Isso não existe na Globo.

- Mas uma Copa chocha sempre atrapalha.

- Claro. Atrapalha a venda seguinte. A audiência de hoje condiciona a próxima verba do anunciante: e se Brasil sair logo ?

- Quer dizer que, mesmo que a Globo ganhe dinheiro com a Copa, ela perde com o Brasileirão e os campeonatos regionais.

- Exatamente, embola tudo. A grana do anunciante é a mesma e o dinheiro da Globo vai todo para o mesmo lugar.

- E ainda tem os custos de cobertura da Globo.

- Como você diz, tem os 864 comentaristas que dizem o óbvio ou o inútil.

- 865, corrigi.

- E ainda tem o salário o Galvão, não é isso ?

- Sim, respondi. Deve ser coisa pouca.

- Quem pode calar a boca do Galvão é o anunciante. E mais ninguém.

- E ainda tem o desgaste do Galvão, o cala a boca, Galvão. Não é chato patrocinar um cara com rejeição ?

- Você patrocinaria o Drácula ? , perguntou o David

- Por isso que a Globo calou o bico quando o Galvão disse que depois de 2014 ia embora ?

- A Globo sabe aonde o calo dói.


Paulo Henrique Amorim

Thursday, July 08, 2010

Caso Bruno X Copa do mundo = gol da mídia

Delicado falar disso, mas infelizmente o momento pede. O caso do goleiro do Flamengo, Bruno esta em todos os jornais e sites de internet, incluindo os sites de relacionamento e afins, como por exemplo, o twitter. Pessoas indignadas, piadinhas sem graça, piadinhas com graça e até textos de reflexão como esse mesmo que escrevo. Parece que a mídia acertou ao explorar tal acontecimento que somada a nossa decepção em sair de uma copa do mundo, nos deixou mais efusivos. Viagem minha ? Pode ser, mas ao meu ver, a notícia do escândalo envolvendo um jogador de futebol logo agora, caiu como, ops, uma luva. Entendam que eu não estou aqui defendendo esse esportista. Particularmente confesso que acredito sim que ele possa ser o mandante deste crime grotesco, horripilante. Aliais, não sei porque ele não foi indiciado quando admitiu em entrevista, que já "saiu na mão com mulher". O que também me deixa encafifada é a maneira como nós, sociedade, conduzimos tal assunto. O jeito que a mídia esta explorando o caso é com mesmo furor que fez a cobertura da copa; sensacionalista, apelativo e até comercial, apenas para arrancar audiência e despertar um estranho conforto, caso o goleiro seja preso. Seria um golasso da justiça.

Que justiça seja feita no caso Bruno. Um crime, mais um, tão brutal merece atenção da “melhor comissão técnica” do judiciário. Que nós, palpiteiros de plantão, saibamos filtrar toda a avalanche de infornações que nos são atiradas a cada segundo desse moderno mundo bundano. E mais do que isso, vamos sair da posição de torcedores, e evoluir para a de observadores. Quem sabe esse não seja um novo começo para entender melhor esse lugar estranho e muitas vezes cruel que nos acolhe.

Deixo abaixo, para que não esqueçamos a declaração dos direitos humanos. Ela serve tanto para os culpados quanto para inocentes.

Fica a dica!

Wednesday, July 07, 2010

Declaração dos direitos humanos

É que as vezes a gente esquece...




Artigo
I

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo II.
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo III.
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo IV.
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V.
Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI.
Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo VII.
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII.
Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo IX.
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo X.
Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI.
1. Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo XII.
Ninguém será sujeito à interferência em sua vida privada, em sua família, em seu lar ou em sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII.
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIV.
1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV.
1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo XVI.
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Artigo XVII.
1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo XVIII.
Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.

Artigo XIX.
Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX.
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXI.
1. Todo ser humano tem o direito de fazer parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo XXII.
Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo XXIII.
1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo XXIV.
Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

Artigo XXV.
1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da mesma proteção social.

Artigo XXVI.
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo XXVII.
1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios.
2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.

Artigo XXVIII.
Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo XXIX.
1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XXX.
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Tuesday, June 29, 2010

Merecimento

Você me parece
Necessário como uma prece.
Que se diz e se reza quando um mal aparece
Mas veja bem, você não merece
Um fio, de toda a beleza que aqui se oferece
Você andou falando
Somente o que lhe valhia
Pois bem, aqui esta sua carta de alforria;
Vá em paz, pois sem paz
Como você mesmo diz
Não dá
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Vejo o tempo correr sem fantasia
E te vejo num balcão de um velho dia,
Relembrando a orgia,
Bebericando sem companhia
Para depois voltar a sua casa vazia
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Não leve a mal o que eu aqui falei
Somente não leve a bem.
A vida serve pra brincar também
E pra fazer samba falando de alguém.
E fazer samba falando de alguém...

Sunday, June 27, 2010

Bucowisky, again

Há bastante deslealdade,
ódio, violência,
absurdo no ser humano comum.
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E o melhor no assassinato são aqueles
que pregam contra ele.
E o melhor no ódio são aqueles
que pregam amor.
E o melhor na guerra
Finalmente,
são aqueles que
pregam paz.

Aqueles que pregam deus
Precisam de deus.
Aqueles que pregam paz
Não têm paz.
Aqueles que pregam amor
Não têm amor.
Cuidado com os pregadores,
Cuidados com os sabedores.

Cuidado,
com aqueles que
estão sempre lendo livros.

Cuidado com aqueles que detestam
pobreza ou que são orgulhosos dela.

Cuidado com aqueles que elogiam fácil
Porque eles precisam de elogios de volta.

Cuidado com aqueles que censuram fácil:
Eles têm medo daquilo que não conhecem.

Cuidado com aqueles que
procuram constantes multidões;

eles não são nada, sozinhos.

Cuidado:
com o homem comum
com a mulher comum,
cuidado com o amor deles.

O amor deles é comum,
procura o comum.
Mas há genialidade em seu ódio
há bastante genialidade em seu
ódio para matar você,
para matar
qualquer um.

Sem esperar solidão.
Sem entender solidão.
Eles tentarão destruir
qualquer coisa,
que seja diferente
deles mesmos.

Incapazes de criar arte.
Eles não irão,
compreender arte.

Eles vão considerar sua falha
como criadores,
apenas como uma falha do mundo

Incapazes de amar
completamente.

Eles vão acreditar
que seu amor é
incompleto
e eles vão odiar você.

E seu ódio será perfeito.
Como um diamante brilhante.
Como uma faca.
Como uma montanha.
Como um tigre.
Como cicuta.

Sua mais fina arte.

Fica a dica!

Wednesday, June 23, 2010

Quintana

Amor é síntese

Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braço
E eu serei perfeito amor.

Lhufas

Previsão sempre de tempestade e eu achando que o dia iria ser farto como o vento na cara que bate quando se anda de mini bug em Fortaleza.
Desci dos sapatos, seria a causa. Foi como uma morte lenta igual a de descobrir que o amor no fundo é apenas mais um truque da cartola do coelho, igual eu e você.
Se fosse uma ponte, você me conhece, eu me jogaria. Se fosse uma cidade, eu me mudaria. Sem fugir, fugindo. Claro que eu sei que você não sabe como é. Tive um sonho bizarro onde você cortava com uma espada as costas de um homem que me perseguia. Depois quem sangrava era você. Depois eu, porque te abraçava forte. Ai acordei sangrando e com tanta coisa na cabeça que é melhor nem deixar vir a tona. Aí eu me fui. E continuo igualzinha da silva. Fim.

Wednesday, June 16, 2010

Vininha de Moral

A brusca poesia da mulher amada

Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte!
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido
Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?
Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?

Pelo trigo a nascer nas campinas de sol a terra amorosa elevou a face pálida dos lírios
E os lavradores foram se mudando em príncipes de mãos finas e rostos transfigurados...

Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além.



Rio de Janeiro, 1938

Dom de André- Geografia social carioca-

André diz:
ninguém passa da praça da bandeira
muito engraçado isso
todo mundo tem um terreiro em pilares, uma vó em caxias, um mecânico em realengo
mas ninguém senta pra tomar uma cerveja no Méier
hahahahahahahaha
Isabel diz:
HAHAHAHAHAH exatamente!

Monday, June 14, 2010

validade

Se eu vou destruir o amor se o amor se auto destruiria se o amor tem prazo de validade se sem o amor eu escorregasse no tempo /se sem amar eu não sou mais eu /se sem amar sentiria falta de mim /se sem amar eu ficasse muda cheia de idéias. Todas cretinas. Se amando eu não tenho nada a dizer. Coração, ah coração. Se amando eu ficasse no direito de ser recolhida de cena, como a atriz que não entrou no palco porque se apaixonou por seus .se eu pedisse licença ao entrar, mansinho. E se eu amando pudesse me salvar de quem sou. Eu não amando afirmasse quem eu seria a cada caso. Se o amor afoga, se amor inunda, se o amor corroí, se o amor destoa. Se não amar chateia se amar vazio, se não amar vadia. Sem eu amando, seria. Eu não amando teria. Se eu amasse mais não caberia. se eu não amasse, não seria? Se eu amo hoje. Se eu não amo amanhã. Se eu durmo em seus braços hoje, quero todas as manhãs. Se eu pedisse tempo e parasse o relógio e me visse de longe. Que cor seria. Quem cor seria. O que eu teria para me dizer. Se eu amar mais você, ou deixar de te amar. Quem dos meus escreveria?

Malatesta neles!

"(...)Façamos com que aqueles que morrem de fome e frio compreendam que seus sofrimentos são incompreensíveis ante lojas repletas de mercadorias que lhes pertencem...(...)" - MALATESTA, Errico

Wednesday, June 09, 2010

Compreendi sinceramente sua dor
Ao te ver passar
Andavas deslumbrante
Mas porem
Sem brilho de olhar

Constatei neste instante,
Por opinião
Que a tua luz venceu

Tu que eras constantemente
Lembrada por sorrir
Hoje só faz
A memória ter dor

Partisse sem magoa
E com coração
Que só batia orgulho

Hoje que estas sozinha
E sem um lar
Qualquer lugar pra ti
É um porto seguro

existe sempre um mal maior

Deixa esse seu mal passar
Deixa que ninguém tem dó
Deixa esse seu mal passar
Sempre existe um mal maior

É como na felicidade - não vá pensar que o amor
é a solução
Não pense não
Porque muito amor
Também faz mal ao coração
Também faz mal ao coração
Mas deixe o seu mal.....

Mar e ela

Ao se olhar no espelho, Mariela pensava; mas de novo essa cara! Essa fuça maldita!
E seguia, como se nada na lida, fosse nada da vida. Ao sentar, tomando sorvete num calor de matar; sorria. Que alivio doce, suspirava. Depois tomava água. Ajuda a digerir, comentava. Então saia larga de desejos sem fim a passear pela Cidade de São Sebastião. Um dia ainda me caso com ele. Com quem Mariela? Eu perguntava indagado. Com ele, oras! O Sebastião. E eu ria de suas conclusões e vontades sem nexo que surgiam de tempos em tempos, quando ela ficava por três minutos, muda mudinha. As vezes chorava do nada eu me achegava; porque choras, Palominha? Ela sorria. “Não estou sofrendo, acredite. Choro sorrindo e as vezes choro triste, triste. Mas não sofro. Choro porque quero ser como o mar.Você se lembra quando fui morar em Minas Gerais? As vezes, quando fazia muito sol, eu tinha saudades do mar. E então chorava para sentir o salgado das lágrimas, assim eu lembrava de todas as vezes que mergulhava em Copacabana. Quando eu era pequena, achava que os mortos que empurravam as ondas, todos juntos e por isso que elas vinham tão fortes e grandes, porque são muitos mortos já. Não sei o que penso hoje. Eu sempre quis ser sereia, depois ficava em baixo da escada imaginando ser secretaria de uma grande empresa internacional. Já quis ser veterinária e astrônoma, só porque era lindo o nome, e é lindo se interessar tanto pelas estrelas a ponto de transformar isso, em profissão.”

Eu a olhava tanto e se chegasse mais perto de seu rosto, podia ver o brilho no olho. O olho querendo ser mar. e o hálito de baunilha que não me deixava mentir que aquele tinha sido um caloroso domingo de verão.

Na volta pra casa, ronronava em meu ombro e depois, cheia de sono me dizia; vou sonhar com você. Vou sonhar que deitada em seu peito eu consiga lhe dizer tudo que sinto. O quanto de você que já esta em mim. E tanto de mim que dei a você. Se você tivesse, e no meu sonho teria, coragem de ouvir.
Boa noite meu amor.

E assim, Mariela serrava os olhos cheios de água do mar.