Wednesday, July 14, 2010
A Roleta Russa
É. Dois e trinta são seis e dezoito são noventa e nove reais e são as pessoas que mais me chamam de senhora, que tem menos respeito por mim. Ai dizem que eu sou nervosa, cabeça quente a porra toda. Mas é que umas das coisas que mais me deixa puta, é quando eu fico na mão. É essa pseudo liberdade que me irrita. Caralho, porque é que o taxi vai me cobrar uma mala de treze kilos ? Eu não entrei naquele taxi com uma geladeira! Que adianta este senhor ser “honesto” e me avisar antes que cobrará por isso ? De novo, que opção tenho eu ? Todos ou pelo menos a grande maioria dos taxis de congonhas vão me cobrar isso. O que o taxista espera de mim? Que eu saia na chuva, pela vinte e três de Maio atrás de um taxi dois reais e trinta centavos mais baratos ?
O que o funcionário da Web Jet espera de mim ? Quando o quadro de informações anuncia que o portão de embarque do meu vôo agora é de outro vôo eu já não sei mais onde vai decolar o meu vôo? Fui ao funcionário mais próximo, isso lá no Santos Dummond. Ele estava tão próximo que tive que sair e entrar da sala de embarque duas vezes. Eu digo, estou ficando uma babaca!
Eu não posso escolher a companhia de avião mais competente, se é que ela existe. Tão pouco escolher um taxi que não me cobre taxa de bagagem no meio do aeroporto de um dia chuvoso na cidade de São Paulo.
Posso escolher entre setenta canais da TV por assinatura, por exemplo. Mas não posso escolher quando eles a tirarão do ar para fazer uma reparação preventiva. Posso escolher um cinema bom. Mas não posso escolher o preço da pipoca custar quase o preço do ingresso do filme. Posso escolher entre a verdadeira maionese ou a da marca concorrente. Mas sabe, as duas me matarão. Ai alguém joga aquele papo cansado dizendo que somos nossas escolhas. Ora, precisar escolher já não é escolha. E sabem, elas geralmente não são tão fúteis como essas que citei acima.
Tuesday, July 13, 2010
Paulo Henrique Amorim
Conversei com o David Ogilvy, um mestre da publicidade.
- David, o Galvão diz que narra a Copa de 2014 e depois cai fora. Você acredita nisso ?
- Quem decide isso não é o Galvão.
- É a Globo, respondi, rápido.
- Também não é, meu filho. É a publicidade.
- Publicidade ? Mas ele tem um contrato com a Globo …
- E quem paga a conta ?
- É. O anunciante, tive que concordar.
- Você sabia que a Globo perde dinheiro com o futebol ?
- Perde dinheiro com a Copa, perguntei ?
- Eu falei FU – TE – BOL !
- Então, por que transmite futebol ?
- Por causa da audiência e para não dar espaço à competição.
- Mas, na Copa não pinta mais grana ?
- Pinta um pouco mais, mas a grana do anunciante é a mesma.
- Como assim ?
- Vamos supor que o Itaú tenha 100 de verba para a televisão.
- Isso não estica na Copa ?
- Pode ser. Mas o que o Itaú faz é botar mais dinheiro na Copa e tirar de outro lugar. Não é por causa da Copa e da Globo que ele vai jogar dinheiro fora.
- E se a grana vai para outro lugar, a Globo perde, porque a Globo tem a maioria do “outro lugar”.
- You gotcha !
- Quer dizer que o dinheiro da Copa não se multiplica por dois ?
- Não.
- E a Copa de 2014 no Brasil … vai pintar mais grana ?
- Ela é no Brasil, mas o custo dos direitos é o mesmo. É da FIFA e é caro.
- E a Copa da África do Sul pode atrapalhar ?
- Claro. Foi uma Copa chocha.
- A Globo vai ter que devolver dinheiro aos anunciantes por causa da queda da audiência depois que o Brasil saiu ?
- Não. Isso não existe na Globo.
- Mas uma Copa chocha sempre atrapalha.
- Claro. Atrapalha a venda seguinte. A audiência de hoje condiciona a próxima verba do anunciante: e se Brasil sair logo ?
- Quer dizer que, mesmo que a Globo ganhe dinheiro com a Copa, ela perde com o Brasileirão e os campeonatos regionais.
- Exatamente, embola tudo. A grana do anunciante é a mesma e o dinheiro da Globo vai todo para o mesmo lugar.
- E ainda tem os custos de cobertura da Globo.
- Como você diz, tem os 864 comentaristas que dizem o óbvio ou o inútil.
- 865, corrigi.
- E ainda tem o salário o Galvão, não é isso ?
- Sim, respondi. Deve ser coisa pouca.
- Quem pode calar a boca do Galvão é o anunciante. E mais ninguém.
- E ainda tem o desgaste do Galvão, o cala a boca, Galvão. Não é chato patrocinar um cara com rejeição ?
- Você patrocinaria o Drácula ? , perguntou o David
- Por isso que a Globo calou o bico quando o Galvão disse que depois de 2014 ia embora ?
- A Globo sabe aonde o calo dói.
Paulo Henrique Amorim
Thursday, July 08, 2010
Caso Bruno X Copa do mundo = gol da mídia
Que justiça seja feita no caso Bruno. Um crime, mais um, tão brutal merece atenção da “melhor comissão técnica” do judiciário. Que nós, palpiteiros de plantão, saibamos filtrar toda a avalanche de infornações que nos são atiradas a cada segundo desse moderno mundo bundano. E mais do que isso, vamos sair da posição de torcedores, e evoluir para a de observadores. Quem sabe esse não seja um novo começo para entender melhor esse lugar estranho e muitas vezes cruel que nos acolhe.
Deixo abaixo, para que não esqueçamos a declaração dos direitos humanos. Ela serve tanto para os culpados quanto para inocentes.
Fica a dica!
Wednesday, July 07, 2010
Declaração dos direitos humanos
| É que as vezes a gente esquece... Artigo I Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo II. Artigo III. Artigo IV. Artigo V. Artigo VI. Artigo VII. Artigo VIII. Artigo IX. Artigo X. Artigo XI. Artigo XII. Artigo XIII. Artigo XIV. Artigo XV. Artigo XVI. Artigo XVII. Artigo XVIII. Artigo XIX. Artigo XX. Artigo XXI. Artigo XXII. Artigo XXIII. Artigo XXIV. Artigo XXV. Artigo XXVI. Artigo XXVII. Artigo XXVIII. Artigo XXIX. Artigo XXX. |
Tuesday, June 29, 2010
Merecimento
Necessário como uma prece.
Que se diz e se reza quando um mal aparece
Mas veja bem, você não merece
Um fio, de toda a beleza que aqui se oferece
Você andou falando
Somente o que lhe valhia
Pois bem, aqui esta sua carta de alforria;
Vá em paz, pois sem paz
Como você mesmo diz
Não dá
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Vejo o tempo correr sem fantasia
E te vejo num balcão de um velho dia,
Relembrando a orgia,
Bebericando sem companhia
Para depois voltar a sua casa vazia
E se esse for teu mal?
E se fizer parte do teu ritual?
Não leve a mal o que eu aqui falei
Somente não leve a bem.
A vida serve pra brincar também
E pra fazer samba falando de alguém.
E fazer samba falando de alguém...
Sunday, June 27, 2010
Bucowisky, again
ódio, violência,
absurdo no ser humano comum.
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E o melhor no assassinato são aqueles
que pregam contra ele.
E o melhor no ódio são aqueles
que pregam amor.
E o melhor na guerra
Finalmente,
são aqueles que
pregam paz.
Aqueles que pregam deus
Precisam de deus.
Aqueles que pregam paz
Não têm paz.
Aqueles que pregam amor
Não têm amor.
Cuidado com os pregadores,
Cuidados com os sabedores.
Cuidado,
com aqueles que
estão sempre lendo livros.
Cuidado com aqueles que detestam
pobreza ou que são orgulhosos dela.
Cuidado com aqueles que elogiam fácil
Porque eles precisam de elogios de volta.
Cuidado com aqueles que censuram fácil:
Eles têm medo daquilo que não conhecem.
Cuidado com aqueles que
procuram constantes multidões;
eles não são nada, sozinhos.
Cuidado:
com o homem comum
com a mulher comum,
cuidado com o amor deles.
O amor deles é comum,
procura o comum.
Mas há genialidade em seu ódio
há bastante genialidade em seu
ódio para matar você,
para matar qualquer um.
Sem esperar solidão.
Sem entender solidão.
Eles tentarão destruir
qualquer coisa,
que seja diferente
deles mesmos.
Incapazes de criar arte.
Eles não irão,
compreender arte.
Eles vão considerar sua falha
como criadores,
apenas como uma falha do mundo
Incapazes de amar
completamente.
Eles vão acreditar
que seu amor é incompleto
e eles vão odiar você.
E seu ódio será perfeito.
Como um diamante brilhante.
Como uma faca.
Como uma montanha.
Como um tigre.
Como cicuta.
Sua mais fina arte.
Wednesday, June 23, 2010
Quintana
Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braço
E eu serei perfeito amor.
Lhufas
Desci dos sapatos, seria a causa. Foi como uma morte lenta igual a de descobrir que o amor no fundo é apenas mais um truque da cartola do coelho, igual eu e você.
Se fosse uma ponte, você me conhece, eu me jogaria. Se fosse uma cidade, eu me mudaria. Sem fugir, fugindo. Claro que eu sei que você não sabe como é. Tive um sonho bizarro onde você cortava com uma espada as costas de um homem que me perseguia. Depois quem sangrava era você. Depois eu, porque te abraçava forte. Ai acordei sangrando e com tanta coisa na cabeça que é melhor nem deixar vir a tona. Aí eu me fui. E continuo igualzinha da silva. Fim.
Wednesday, June 16, 2010
Vininha de Moral
A brusca poesia da mulher amada
Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte!
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido
Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?
Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?
Pelo trigo a nascer nas campinas de sol a terra amorosa elevou a face pálida dos lírios
E os lavradores foram se mudando em príncipes de mãos finas e rostos transfigurados...
Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além.
Rio de Janeiro, 1938
Dom de André- Geografia social carioca-
ninguém passa da praça da bandeira
muito engraçado isso
todo mundo tem um terreiro em pilares, uma vó em caxias, um mecânico em realengo
mas ninguém senta pra tomar uma cerveja no Méier
hahahahahahahaha
Isabel diz:
HAHAHAHAHAH exatamente!
Monday, June 14, 2010
validade
Malatesta neles!
Wednesday, June 09, 2010
Ao te ver passar
Andavas deslumbrante
Mas porem
Sem brilho de olhar
Constatei neste instante,
Por opinião
Que a tua luz venceu
Tu que eras constantemente
Lembrada por sorrir
Hoje só faz
A memória ter dor
Partisse sem magoa
E com coração
Que só batia orgulho
Hoje que estas sozinha
E sem um lar
Qualquer lugar pra ti
É um porto seguro
existe sempre um mal maior
Deixa que ninguém tem dó
Deixa esse seu mal passar
Sempre existe um mal maior
É como na felicidade - não vá pensar que o amor
é a solução
Não pense não
Porque muito amor
Também faz mal ao coração
Também faz mal ao coração
Mas deixe o seu mal.....
Mar e ela
E seguia, como se nada na lida, fosse nada da vida. Ao sentar, tomando sorvete num calor de matar; sorria. Que alivio doce, suspirava. Depois tomava água. Ajuda a digerir, comentava. Então saia larga de desejos sem fim a passear pela Cidade de São Sebastião. Um dia ainda me caso com ele. Com quem Mariela? Eu perguntava indagado. Com ele, oras! O Sebastião. E eu ria de suas conclusões e vontades sem nexo que surgiam de tempos em tempos, quando ela ficava por três minutos, muda mudinha. As vezes chorava do nada eu me achegava; porque choras, Palominha? Ela sorria. “Não estou sofrendo, acredite. Choro sorrindo e as vezes choro triste, triste. Mas não sofro. Choro porque quero ser como o mar.Você se lembra quando fui morar em Minas Gerais? As vezes, quando fazia muito sol, eu tinha saudades do mar. E então chorava para sentir o salgado das lágrimas, assim eu lembrava de todas as vezes que mergulhava em Copacabana. Quando eu era pequena, achava que os mortos que empurravam as ondas, todos juntos e por isso que elas vinham tão fortes e grandes, porque são muitos mortos já. Não sei o que penso hoje. Eu sempre quis ser sereia, depois ficava em baixo da escada imaginando ser secretaria de uma grande empresa internacional. Já quis ser veterinária e astrônoma, só porque era lindo o nome, e é lindo se interessar tanto pelas estrelas a ponto de transformar isso, em profissão.”
Eu a olhava tanto e se chegasse mais perto de seu rosto, podia ver o brilho no olho. O olho querendo ser mar. e o hálito de baunilha que não me deixava mentir que aquele tinha sido um caloroso domingo de verão.
Na volta pra casa, ronronava em meu ombro e depois, cheia de sono me dizia; vou sonhar com você. Vou sonhar que deitada em seu peito eu consiga lhe dizer tudo que sinto. O quanto de você que já esta em mim. E tanto de mim que dei a você. Se você tivesse, e no meu sonho teria, coragem de ouvir.
Boa noite meu amor.
E assim, Mariela serrava os olhos cheios de água do mar.
Monday, May 24, 2010
Um Lamento Para Mariela
ficou em meu paletó seu perfume e meus desenganos
Hoje, sou um quadro empoeirado
Homem frio, destemperado
Xingo ela todo dia
“Aquela vadia”
E depois caio em prantos
Leviano
Passei a fumar os cigarros que ela fumava
Quando de noite,ela de calcinha, suspirava em fumacinhas
Olhava pra mim e ria
Vadia, vadia
Eu dizia a você Mariela
Só não me senta na janela.
Me da um medo, uma aflição
E você não me ouvia, vadia, vadia...
Inda pensei comigo
Se você se espatifa no chão Mariela,
Quem vai cuidar da minha otite?
Algodãozinho, azeite quente...
Você foi fria
Foi cretina
Eu te avise Mariela,
Meu único medo,
Era você nessa janela.
Thursday, May 20, 2010
Mariela
Minha dama de azul marinho. Nunca vi alguém gostar tanto desta cor....aquela ingrata só tinha sutien, calcinha e meias azul marinho. Andava e cagava quando usava algo mais transparente e seu sutien de aeromoça aparecia. Foi assim que a conheci. Mariela. Tinha esse nome porque a bisavó decidiu. Consagrou-lhe as maiores ameaças, caso a moça, ganhasse outra graça. Cisma mesmo. O pai não achou bonito nem feio, sua mãe não queria contrariar a avó e assim nasceu, no bairro de Fátima, Mariela azul marinho, minha pombinha. Ela emputecia se eu a chamasse assim. Diziam que pombos eram ratos alados, transmissores de doenças e tinham ruídos horríveis. Foda-se, eu dizia. Você é minha Paloma. Então a maldita sorria. Polomba podia. Mariela achava que os pombos espanhóis eram mais dignos que os da praça xv, eu morria de rir.
Pombos, oras bolas, são todos iguais. Prefiro palomas, ela falava. Depois me dava um beijo e saia sorrindo para o curso de inglês. Essa merda de curso esta durando. Deve ser as horas que Mariela passa na Lan Hause do Largo do Machado. Depois pego ela comendo uma esfiha de carne. “Como é cara a esfiha daqui!” Reclama. Mas sempre come, para a alegria dos marmanjos que lhe atendem com um bom humor do qual nunca desfrutei. Mariela é a sensação da galeria Olido. Eu mordia os lábios e andava firme a parecer que levaria numa boa os olhares tarados daqueles descendentes de árabes fazedores de esfiha. Depois voltávamos pra casa com Mariela pronunciando palavras novas que aprendera na aula. Table, cake, hause, paper. Porra, ela não calava a boca.
Já em casa, a primeira coisa a fazer era tirar os sapatos, as meias e dar um berro que até me causou encrenca com a vizinha. Ela simplesmente gritava na porta de casa. (Não havia argumento que lhe podaria, ela dizia que o lance do berro é uma tática, técnica, japonesa para deixar a energia pesada do lado de fora da casa. Diz que aprendeu quando freqüentou por duas ou três vezes aulas de tai chin xan no aterro do flamengo. Mariela logo desistiu pois as aulas começavam pontualmente as seis da manhã; “só velho acorda tranquilamente a essa hora!“ Resmungava.) Depois, ia pro banho com o habitual radinho de pilha onde Mariela se dava o prazo de quatro musicas para terminar de se lavar. Dizia ela que era sua receita de economia ; logo mais a água do mundo vai acabar. E você sabe qual vai ser o primeiro lugar onde os EUA irão invadir, não? Meu filho, vai ser a terceira guerra mundial. Igual eles fazem La no Iraque, por conta do petróleo. E assim, sofisticada a seu modo na política internacional. Mariela sentava com os com o jantar nas coxas, cabelos molhados e assistia ao Jornal Nacional. Fazia um comentário ou outro, mas gostava mesmo quando Arnaldo Jabor falava. Ria alto e dizia; esse cara é foda! Gesticulava e olhava pra mim, com aqueles olhinhos pretos feito azeitona portuguesa. Só depois que assistia a novela, Mariela era toda minha. Principalmente se era terça-feira e passava aquele programa, Casseta&Planeta. Ela se levantava da poltrona e dizia; gente! Será que só eu não acho graça mais nesses caras? Eu a entre olhava sem responder. Então ela vinha de mansinho se sentar a mesa comigo. O que você esta fazendo? O de sempre pombinha...Hunf, ela respondia. Vamos pro quarto meu bem, lá tem o de sempre também. E ria safada indo em direção ao quarto sem olhar para trás.
Mariela sabia que eu jamais iria me perder no caminho.
Tuesday, May 04, 2010
zó pra constar
Dizem que ela tem amores demais
Mas quando passa e sorri parece tão sozinha
Que eu chego até a pensar
Que ela possa querer meu carinho
Sei que as histórias que contam
Não passam de intrigas
De quem não aceita
Seu jeito de ser e viver a vida
Quando ela some me desespero
Grito seu nome, faço canções
Mas não tenho o poder de mudar seu destino
E nem quero
Paulinho da Viola
