Wednesday, March 25, 2009


Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.

Friday, March 20, 2009

Ele terminou sussurrando e dizendo que a vida secretamente faria a equação de meus legados de um jeito efetivo. E o mundo, pois muitas coisas vêm daqui, seguiu metodicamente adiante de cada passo meu, mesmo que esses fossem cegos e/ou inadimplente, como às vezes, se ia. Eu perguntei e não soube fazer uma boa referência, de como era a lógica daquele momento, mas, sabe, fazer a pergunta sem nada poder esperar da resposta, não tem mesmo, emoção alguma. Eu socorri alguns valores afogados em minhas mágoas, eu sucumbi de tanta ansiedade por ser somente viva. E de vez em quando, eu lembrava de você sorrindo e saberia dedicar cada elemento que me compunha. A parte seis, por seis partes terá, será daqui a dez anos quando eu retornar enraizada dos meus mesmos anseios, deslizes, covardias. Da minha mesma e corriqueira ansiedade de se perguntar imaginando cada palavra que vai sair da sua boca. Estou com medo. É um medo bom. Tem gosto de amora e as sementinhas no final trincam meus dentes. Gosto de pegar as sensações e seqüestrá-las em meu coração dilacerado ora pela felicidade, ora pela tristeza. Hoje eu falei dele para você. Depois me veio besouros no estômago, voltaram a viver. Eles dormem, vivem se reproduzem e me aquecem, sempre que eu estou por dar na cara que vou protagonizar um anseio novo. É disso que eles são feitos e muitas vezes sou sim o parasitas deles, os besouros. Alguns tem cor de ouro, outros, pretos prateado. Suas funções são as mesmas. Igual a tudo no mundo.
Consigo entender o princípio da igualdade e isso não tem nada com a política monetária de nossos tempos- túneis- cruéis. Hoje eu ouvi poesia viva. Delas não saíram nenhuma palavra. E a lógica se travestiu de inquietação e isso, e mais todas as emoções vieram me conturbar novas agonias felizes. Sou do tipo que entende o bom lado das coisas ruins. Acho que o mundo me quer com esse dever. Ele me disse que secretamente as equações da minha vida, acontecem para me fazer feliz. E eu sei bem como inverte-las. Ele disse; você ainda quer mais? E eu; bem, eu queria isso para sempre. Igual no conto das meninas bonitas do meu colégio. As quais eu sempre tentava em vão imitar. Eu lhe contei sobre minhas modalidades e em como reflito confusamente as coisas e ele me perguntou um porque cheio de dúvidas e medo. E eu acho que é hora de parar de ser tão rude. Comigo, -comigo- e com os outros também. Exijo um mundo em condições responsáveis, assim, ajo como uma delinquente e me saio bem, ao contradizer a todos. Até o momento em que trombo com um sujeito qualquer, desses que mudam nossa vida, mesmo dormindo, de costas, ao meu lado. Então entendo tudo; os besouros e seu sorriso.

Monday, March 16, 2009


(O poeta sem palavras era ele.)
O poeta que me deixou sem riscos a dizer.
E eu só lembro de uma emoção maluca
me tombando, e eu,
caindo no chão sorria sem entender.
-Porra nenhuma-
Voltando para casa com um sol desgraçando meus horizontes e finalizando aqui dentro; que dia perfeito.
O poeta sem palavras roubou minha garganta e transformou tudo em melodia, em sensações
e eu, voltando pra casa, desgarrada, agredida de felicidade pensava; que música é aquela, que música é aquela, cacete?
Sabia.
Sabia que ia acontecer você um dia.

Tuesday, March 10, 2009


Eu vim aqui prestar contas
De poucos acertos
De erros sem fim
Eu tropecei tanto as tontas
Que acabei chegando no fundo de mim
O filme da vida não quer despedida
E me indica: ache a saída
E pede socorro onde a lua
Que encanta o alto do morro
Que gane que nem cachorro
Correndo atrás do momento que foi vivido
Venha de onde vier
Ninguém lembra porque quer
Eu beijo na boca de hoje
As lágrimas de outra mulher
Cinquenta anos são bodas de sangue
Casei com a inconstância e o prazer
Perdôo a todos, não peço desculpas
Foi isso que eu quis viver
Acolho o futuro de braços abertos
Citando Cartola:
- Eu fiz o que pude
Aos cinquenta anos
Insisto na juventude


Aldir, o mestre

Sunday, March 08, 2009


Rolou um tartar de salmão com alcachofras, azeitonas chilenas e azeite de espinafre de entradinha, para depois chegar um penne ao molho de abóbora. De sobremesa, brigadeiro de chocolate Lindit, café expresso e um gol de cabeça aos 47 para alongar minha rouquice que persiste desde o carnaval. Os amigos estavam todos reunidos com uma são paulina zicando a situação e uma Santista que chegou depois para dar um abraço. Foi lindo.
Sabe, sinceramente, eu sei de todas as bostas que rolam no futebol, e sei também o quanto ele já foi tão mais bonito antigamente. Sei que o ataque do Flamengo jamais será o mesmo; Zico, Adilho e Adão. Sei que futuramente haverá, infelizmente, mais torcedores são paulinos, ainda mais se eles vencerem a libertadores esse ano. Mas hoje, eles perderam feio. Do Mogi, de 2x0. E o Corinthians, arrancou um empate que seria só um empate, mais um, se não fosse a presença em campo do Ronaldo. O maior goleador de copas do mundo e boêmio pra caralho.

Temos que adaptar o futebol de hoje em dia? Pararmos de sermos saudosistas e dizer que a graça já não é mais como era antes? Sei lá. Muita coisa na qual sou apaixonada parece ter essa mesma questão; o samba, o punk e até meus amores, amizades.
Jogo com que tenho e as vezes tenho muita preguiça de poder fazer o melhor. Por hora faço, pois num processo maluco de resgate, e de salvação também, minha preguiça me afastou de pessoas maravilhosas. Maravilhosas, longe de mim. E eu desejo tudo de bom a elas. O meu caminho é pela esquerda.

Mas não era nada disso que eu queria dizer, o importante nisso tudo, é que ver o Corinthians jogar hoje, foi muito gostoso. Ver o gol, bem Corinthians, sair no final, somos e sempre seremos sofredores pra cacete, foi de fuder. Deu mais calor, deu vontade de falar um monte de coisa sem o sorriso sair da cara. E minha sala ficou parecendo um restaurante com um monte de gente falando ao mesmo tempo, fazendo piada, enfim, vivendo o momento.

Obrigada Ronaldo. Foi divertido pra caralho.

Saturday, February 21, 2009

Aí eu me desesperei
E a coisa virou confusão
No salão
Porque lembrei
Do seu sorriso aberto
Que era tão perto, que era tão perto
Em um carnaval que passou
Porque lembrei
Que esse frevo rasgado
Foi naquele tempo passado
O frevo que você gostou
E dançou e pulou

Foi quando topei com você
Que a coisa virou confusão
No salão
Porque parei, procurei
Não encontrei
Nem mais um sinal de emoção
Em seu olhar

A coisa virou confusão
Sem briga, sem nada demais
No salão
Porque a bagunça que eu fiz, machucado
Bagunça que eu fiz tão calado
Foi dentro do meu coração

Porque a bagunça que eu fiz, machucado
Bagunça que eu fiz tão calado
Foi dentro do meu coração

Tuesday, February 17, 2009


Uma folha revirando surpresas,
grudada no suor de um tronco antigo,
é a palma estampada num quadro na sala de estar.
Nada resume ou divide a saudade do meu velho.
O meu velho engaiolava as horas na sacada e
soltava sobre mim um passaredo de instantes infinitos.
Eu alimentava os momentos com a mão,
enquanto eles cantavam e sacudiam as asas.
Meu velho sabia capturá-los. Meu velho sabia das coisas.
Meu velho era uma tocha fincada no meu vazio
e eu jamais precisei procurá-lo.
Meu velho era onipresente. Ele tinha voz de deus.

Meu velho tinha o coração vermelho,
e uma sangria desatada pelas aflições do mundo.
Ele era pelos vagabundos.
Meu velho era do balcão. Ele sabia entardecer.
Meu velho era bom de viver.
Meu velho tinha uma lei e que foi desrespeitada.
Mas não há de ser nada.
Tentaram me arrancar do meu velho.
Me encheram de falsas sequelas.
Eles não sabem que o meu velho é uma estrela
que vem pousar todas as noites na minha janela.


Renato M.

Monday, February 16, 2009


“O mundo é muita sacanagem por fora e muito estranho por dentro”

Foi isso que eu ouvi ao querer sair fora daquele buteco imundo ao pensar mais uma daquelas minhas tolices de alguém que consumiu cerveja por demais.
Eu estava a caminho de casa quando um garoto me apareceu perguntando para onde eu ia.
Pra casa, respondi. E ele disse; deixe-me te acompanhar, estou aflito, querendo conversar contigo.
Achei melhor sim. E nós fomos conversando e ele me contou sobre seus interesses e sobre suas iniciativas e seu futuro. Estávamos descendo a Cardial. E eu disse; isso não é interessante. Você, não é interessante. E ele disse pra mim; não olhe para trás agora, não olha!
E eu olhei, mas não enxerguei nada, sou miupe, bêbada, me faço de vítima, sou podre, insegura. Não olhei quem era.
E hoje tem um olhar que desconfia tudo errado, de minhas probabilidades. Acho que era o olhar que eu não enxerguei. Talvez estivesse como eu, cega também. Cega de horrores desses que fazem a gente insistir na lama, na luta insana.
Igual quando dizem que se uma torcida organizada fosse organizada para outras coisas, atos nobres, o mundo seria melhor.Balela!
Eu tomei chuva e peguei ônibus no largo da batata. Nossa conversa foi longe e nada produtiva. Eu voltei pensativa, me sentindo estranha. Ele voltou para sua vidinha de garotinho família e o domingo chegou.

Caia uma chuva estranha e minha garganta arranhava ainda coisas da noite passada. Um gosto ridículo de cigarro na boa, uma sede filha da puta e eu nem tenho seu telefone para lhe dizer que você é uma criança louca. Que você me deixe quietinha e que era muito legal quando éramos pessoas bêbadas cantando samba. Agora você fez climinhas, ataques maluquinhos. E minha ressaca por culpa dos versos bem rimados, mal rimados, que vieram de você, não chegaram ao meu coração.

Friday, February 13, 2009


Sempre serei criança para muitas coisas, mas dessas crianças que trazem em si o adulto desde o princípio, de maneira que quando o monstrinho vira realmente adulto acontece que este por sua vez traz em si a criança, e nel mezzo del camin se dá uma coexistência poucas vezes pacífica de ao menos duas aberturas para o mundo.
Isto pode ser entendido metaforicamente, mas de qualquer modo indica um temperamento que não renunciou à visão pueril como preço da visão adulta e essa justaposição que caracteriza o poeta e talvez o criminoso e também o cronópio e o humorista (questão de dosagens diferentes, acentuação paroxítona ou proparoxítona, de escolhas: agora eu jogo, agora eu mato) se manifesta no sentimento de não estar totalmente em qualquer das estruturas, das teias que a vida constrói e onde somos ao mesmo tempo aranha e mosca.

Julio Cortázar,mestre

Thursday, February 12, 2009


E o mundo continua me cobrando atenção. Ele me joga na cara histórias lindas, feitas de lágrimas e ouro e cá eu estou. Os loucos também sobrevivem, as mulheres tristes, fardadas a infelicidade, também sobrevivem, o pobretão trabalhador, também. No meu país, na insalubridade, as pessoas sobrevivem. E eu me invoco no meu nada, com tantos “tudos” para fazer. Eu me provoco, eu deslizo, eu não fecho a porta para abrir outra. Eu me assusto fácil demais, como se um urso pudesse me comer a cada segundo.

Tuesday, February 10, 2009

Deu meia-noite e meia
Tem lua cheia pra alumiar
Do céu a estrela branca
Que cai, destranca
O portão do mar

Deixa a camisa fina
Da lamparina
Se encandiar
Que a luz do candeeiro
Faz o coqueiro
Se enfeitiçar

A onda é de ensurdecer
A brisa é de amenizar
Tem qualquer coisa de arrepiar

A lua é de endoidecer
O azul é de admirar
O céu é o espelho de Iemanjá

Em noite assim
As sereias costumam bordar
Rendas de prata
De estrelas caídas no mar
No manto de Janaína
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
E se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim

Monday, February 09, 2009


A face de horror daquela causalidade.
E até quando eu vou recorrer as letrinhas catadas para exprimir em toscas frases o sentindo de coisas que não vejo.
O sebo deste papel esdrúxulo.
O sebo da alma de cada cabeça pensante
Exprime agora o que eu quero ser.

Sunday, February 08, 2009



Eu amo Banksy
-ops-

Saturday, February 07, 2009


“Nos dias de hoje
O samba ficou diferente
Não tem mais dolência
Mudou a cadência
E o povo nem sente
Sua melodia
É uma falsa alegria
Que passa com o vento
Ninguém percebeu
Mas o samba perdeu
Sua voz de lamento.”


O lamento se perdeu nas muitas regras, nas muitas lutas, nas muitas “atitudes” o samba perdeu a suavidade, a alegria. O samba virou um diz que me disse cheio de regras confusas de alguém que disse isso, de outro intocável que disse aquilo. E pensar que ao fazer uma imitação da velha guarda da Portela, tudo tinha que ser tão mais descontraído e não um sentimento de estranho orgulho por estar cantando músicas “inéditas”, fodas, que ninguém jamais saberá cantar. Um samba elitista. Uma pena de samba

O lamento se perdeu na falsa alegria que passa com o vento de uma classe média que apenas procura onde enfiar a cara para se conciliar com um movimento que nunca os pertenceu. É, nos dias de hoje o samba ficou diferente. Começa em uma noitada onde tudo que se cria, termina no vômito de quem bebeu demais.

Wednesday, January 28, 2009


O Fariseu “separado”


Sou como um fariseu. O que é um fariseu? Sou como uma rocha menina, rocha que aperta na mão. E as mãos, são suas, são suas. Sou os meus cabelos desgrenhados, sou a vendinha de meus avós no Brás, sou um fariseu atrasado. Pego meu ônibus, não consigo latir. Rosno baixinho, gosto de te provocar. Até que se zangue, que me ame. Vou te arrepiar os pelos do braço esquerdo, vou morder tua mandíbula, vou critica-lo. Não te aceitarei, pois tu és folha. marrom caindo sobre minha árvore verde, insana, ridícula. Você me pertence. Você não me odeia. Você me rejeitará para sempre. Para sempre não é uma frase pequena e muito forte. Para sempre é longo, e nada esquisito de se dizer. Cresci assim. Sou fada, sou lança de fogo queimando em dúvidas. Sou a paciência de meus amigos a cada vacilo dado. Sou entre luvas, dedinhos pequenos e roídos pelos meus dentes separados, sou um fariseu furioso, horripilante. Sou incrivelmente longe de ser. Sou planos, simulo ações. Simulações. Sou várzea, campo minado, lenha e lenha e lenha e sangue. E olhos de vidro, olhos de moça da china. Sou visivelmente ensandecida, agradecida, elogiada, desmerecida, trágica, insolente, abastecida, confusa, amável, derrotada. Sou a maior de minhas vitórias. Sou a melhor de todas, sozinha em meu quarto. Sou a coisa mais inteligente do século tal. Sou um estrago na parede estragada, uma pessoa ilegal. Sou uma mistura de vinho com sabotagem. Sou incrivelmente o dia mais bonito do mundo. E raramente sou católica, apostólica sou romana. Sou um fariseu meu caro homem. Estou disposta a tudo: a te fazer o homem mais feliz do mundo, a te fuder de vez. Deixe-me fumar a vontade e não reclame da fumaça,sim?.

Tuesday, January 27, 2009


Na tentativa de me achar, te perdi completamente. Agora, quero poder entender o porque desta culpa que não me larga, mesmo com todo os porres tomados, cigarros fumados, doces comidos. Sou agora, uma mulher prestes a fazer testes de revistas femininas, para saber qual é o meu problema. Preciso me culpar, preciso porque fui do mal, por que não te amei. Preciso me culpar, porque sempre tenho a culpa, ela é sempre minha. E eu fiz seu coração sangrar e quando outros corações sangram o meu, eu também, podes crer, me culpo igual.

Seguinte-ouça bem esta canção e pare de me mandar poesias lindas, arrebatadoras-.

Eu conheci um homem que não existia, ele era vascaíno, sociólogo, poeta, bebum,artista, ele era meu homem dos sonhos. Daí, tchum! Juro, ele não existia. Era apenas um inseguro que elaborou um plano para mexer com minhas seretoninas desequilibradas.

Ele sofreu, sofri também. Sofri querendo entender qual era o tipo de dor que se passava no momento. Ele sofreu de culpa, sofreu de medo, de raiva e depois, andou por aí, dizendo ao mundo que não ia ser um sofredor, só pelo fato de se desdobrar na loucura para que eu me encantasse. Tudo acabou. Ele sumiu, eu fui induzida a amar o desconhecido e embarquei nesta. Isso merecia outro parágrafo, mas os dois estão tão próximos que isto não vai acontecer. E o relacionamento que vivi, foi um desafio. Como se a cobrança do amor viesse aos meus pés, subindo pela minha cabeça e eu então namoraria, para ser normal,para ser bem falada na família, para que eu mesma acreditasse que casar,viver,filhos,netTV fosse possível logo, logo em minha vida. E, no entanto, não durou porque eu não agüentei passar por isso, sentindo que o amor era em meu coração, uma coisa outra, louca, louca, louca, que ainda não sei o que é.

Ele entristeceu, muito, a vera, pra cacete, pra valer. Eu fui viver, fui atrás de amores novos, pessoas que não me julgassem e imagine só, eu não encontrei ninguém. A não ser um belo par de olhos, muito infantis, ou então uma pessoa que seria só para me dar prazer e nem isso conseguiu. Eu adoro insistir nos meus erros.

Neste meio tempo, vieram imposições machistas, amarguradas que tive engolir seca, a todos os comentários que as pessoas destilavam através de sorrisos e sambas e isso me deixou muito fula da vida e ele entristeceu mais ainda, pois pra ele esse negocio de machismo funciona tão bem que ele vive sob essas regras. E eu fiquei mais fula ainda, sabendo disso. E agora dei pra sonhar.

Ontem achei que ia ter o pior pesadelo do mundo e tive o sonho mais lindo de todos. Sonhei com um homem bonito, carinhoso, atencioso, disposto a me ensinar onde estavam as coisas. E eu quero muito saber onde estão as coisas neste meu mundo. Eu amo o homem dos meus sonhos, pois ele me ensinou do que eu preciso. Eu não quero poesias nem homens filosóficos que me deixam a mercê, muito menos quero homens machistas que se acham os donos dos morros. Eu quero um homem lindo que deixe uma revista legal pra eu ler quando chegar em casa e que ponha bastante edredom na minha cama, porque de noite eu tenho frio.

Sunday, January 25, 2009


Tu te esfumarás...
Me neblinarei sobre os telhados,
Galáxia azuis.
Sonambularás, te voltearei
Gatos lambendo as estrelas...
Wendy e Peter Pan
Sem o amanhã-nunca, para nós dois,
É sempre cedo.
Marietarás e eu Buarquirei
Em dois cavalos com asas de luz.
Tu te nublarás, me eclipsarei...
Nuvens em nossa cabeça.
Toma, Peter Pan, só um Lexotan
Pra que tanto amor não te enlouqueça.
Vagalumarás por você sobre o campo,
Eu virei do mar, teu pirilampo...
Como um circo aceso,
O céu da manhã
Saudará o amor que não dormir.
Tu desabarás... eu despencarei...
E o amor azul vai nos cobrir...



Aldir, meu noivo mais novo...

Saturday, January 24, 2009


RCMD&C

Posso te chamar de desgraça boa? Posso te chamar de professor? Qual nome te dou, homem fantasma? Posso me chamar de aprendiz, de louca. Porque eu posso tudo. Até me apaixonar por alguém que não existe. Posso ir até Paquetá magoar corações. Posso lhe contar tudo, tim tim por tim tim e você pode me escrever infinitas dedicatórias de amor num livro velho e lindo de Ferreira Gullar. Posso descobrir que nada disso era verdade. Posso acordar de manha e querer saber como você esta?

Ontem fui ao samba. Ele estava lá, e me deu um oi seco, daqueles que não mereceriam tchau, como eu fiz. Fui embora sem me despedir, pois seu rosto era um damasco e eu já estava alcoolizando minhas atitudes. Teve um amigo seu muito solidário, por acaso, que teve o desplante de não me cumprimentar. E quer saber? Foi muito engraçado, por que depois de observar como os machistas se perpetuam eu lembrei da cena dele olhando para minha bunda quando ainda estávamos juntos, eu e você.

Eu e você meu bem, foi muito justo ter acabado. E foi triste também, mas eu não sinto saudades. Nem acho que devo me martirizar por isso.
Hoje eu sonhei que pela primeira vez, aquele homem que eu fui apaixonada me tratava com muito carinho, me carregava no colo e ria das minhas escolhas malucas. Era um sexo e tanto, o melhor, talvez. E aquele homem ainda vai me dizer a que veio

Na verdade eu sei muito bem disso. Ele veio ao resgate do meu primeiro amor, que eu nunca mais vi, que eu era uma menina medrosa que adorava quando ele beijava minha boca, bem forte e mordia meus lábios até eu sentir uma leve dor, que era a melhor coisa do mundo. Vocês dois são tão parecidos, até dói pensar. Inclusive parecidos nos desfechos, que nossas vidas deram. Vocês são dois puta loucos do caralho, isso sim.

E eu também. Foi isso que me disse o menino lindo que mora muito longe. Ele me acha uma maluca. E eu odeio isso. Quero que ele me leve a sério, que seja super legal, tudo isso. Quero que ele saiba que quando eu bebo, eu penso nele. E quando eu não bebo, penso também. Mas ele me diz que sou gostosa. E eu adoro ser gostosa, mas prefiro ser levada a sério. Ele jamais me apresentaria aos pais, pois eu sou uma doida. E isso, veja, já me aconteceu antes. Eu era apaixonada por um cara meio burro mais que fisicamente lembrava muito meu pai. E meu pai, tinha acabado de falecer. Me envolvi fielmente a ele. E ele jamais me levou a sua casa. E eu achava isso um soco no estomago, mas calava como uma mulherzinha babaca. E eu sei que se me apaixonar de novo por você, serei babaca de novo. Por que não tenho jeito. Ou então, porque talvez, seja esse meu jeito.

Friday, January 23, 2009


..."Tenho duas necessidade muito intesas: Uma, de me dar, de ser sensual e sexual, de amar intensamente. A segunda, de me sentir forte, completamente, e eficiênte no mundo. Em nossa cultura, é difícl para a mulher satisfazer a estas duas necessidades num relacionamento com um homem. O condicionamento do novo papel sexual e o sistema patriarcal fizeram com que seja contraditório para a mulher amar, e se dar, e mesmo assim ter uma indentidade forte e senti-se completa"...